Caso Robinho: Caio Ribeiro se justifica e usa filha como argumento, e Cléber Machado faz a MELHOR intervenção ao vivo; assista

Após dar o “benefício da dúvida” para Robinho diante do caso de violência sexual em grupo pelo qual o atleta foi condenado na Itália, Caio Ribeiro falou novamente sobre o assunto para tentar justificar sua declaração inicial. Durante o programa “Bem, Amigos!”, do SporTV, nessa segunda-feira (19), o comentarista retomou o episódio, mas sofreu uma intervenção certeira de Cléber Machado ao vivo.

Na sexta-feira (16), Caio ficou entre os assuntos mais comentados do Twitter, após se posicionar a respeito da contratação de Robinho pelo Santos, que foi rescindida posteriormente por conta da repercussão negativa. “Acho um assunto super delicado e fico muito chateado porque conheço o Robinho. Torço ainda pela absolvição dele. O Robinho que eu conheço, que tem três filhos e é casado, eu nunca imaginei que faria. Torço para que as informações cheguem e ele não tenha feito o que parece ser a notícia”, disse.

No mesmo dia, no site do ‘Globo Esporte’, programa em que ele emitiu sua opinião, foram divulgados detalhes inéditos do processo que corre na Justiça italiana contra Robinho. Na matéria, ainda estavam transcritas várias conversas repugnantes do atacante com amigos sobre o caso e a vítima. Como desculpa, Caio disse ontem (19) que não sabia das transcrições até então.

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“Na sexta-feira eu não tinha ciência da transcrição do processo e eu só fui ver isso no final de semana. Por isso hoje, no Globo Esporte, eu fiz questão de tocar no assunto e ser um pouco mais duro no meu posicionamento porque, cara, eu sou pai de menina. Eu não imagino o que eu faria com qualquer pessoa que encostasse um dedo na minha filha”, declarou ele ao vivo.

Foi então que Cléber o interrompeu, levando em conta que o sentimento de empatia não deveria surgir apenas no caso de um membro de sua família e, sim, por respeito ao ser humano. “Ah, eu também sou [pai de menina]. Mas, mesmo que a gente não tivesse filho, nem filha. A questão é geral”, pontuou ele. “A questão é de caráter, respeito, é isso que a gente tem que observar”, completou Paulo César Vasconcellos, que estava ao vivo em chamada de vídeo. Perfeito! Confira:

Certeiro, o apresentador continuou a falar sobre o assunto. “Tem uma história que é péssima, que não devia nem existir. Se a providência divina colocasse a mão na cabeça da pessoa falando: ‘Não faça’. Não devia nem existir, mas existe. Existe um a cada oito minutos no país. Então, ainda tem mais isso. A cada oito minutos há um registro de estupro. [Crime] hediondo”, lamentou ele, destacando os dados de violência contra a mulher no Brasil.

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Galvão Bueno, que ainda não havia se posicionado sobre o caso, também demonstrou profunda tristeza com a situação. “Eu não quero discutir Justiça, eu quero discutir o absurdo, o crime hediondo que foi cometido. O posicionamento, as falas e as transcrições das falas dele, e tudo aquilo que ele disse, dói demais, é horroroso. É doloroso. É muito triste”, desabafou o narrador da Rede Globo.

Ele ainda completou: “Eu não estou aqui para saber se era primeira instância, segunda instância, ou qualquer coisa do tipo, eu estou arrasado. Arrasado. O ser humano não pode fazer uma coisa dessa”.

Robinho foi condenado por violência sexual em 2017 (Foto: Reprodução/Santos TV)

No fim da discussão, o comentarista Paulo César Vasconcellos voltou a criticar Robinho, resgatando uma das falas do atacante à reportagem do ‘UOL Esporte’, em que ele dizia que “infelizmente existem esses movimentos feministas”. “Ao tentar se defender, além dessas questões completamente equivocadas, houve também uma crítica ao movimento feminista absolutamente inaceitável”, apontou ele.

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“Mostra o olhar preconceituoso, mostra a maneira como ele vê as mulheres que lutam pelos seus direitos. A luta das mulheres pelos seus direitos, não é apenas uma luta das mulheres, é uma luta da sociedade. É lamentável que tudo isso tenha acontecido”, concluiu Paulo.

Para finalizar, Cléber reforçou a frase ‘Não é não’, que faz parte de diversas campanhas contra o assédio sexual a mulheres. “É isso. É aquela frase que já foi dita: ‘Não é não'”, declarou o jornalista. Assista: