Copa do Mundo 2026: Técnico do Egito critica arbitragem, sugere manipulação e suposto plano da Fifa para Argentina continuar no torneio; assista

Hossam Hassan também explicou uma atitude que tomou na partida e que acabou lhe rendendo um cartão amarelo

O técnico do Egito, Hossam Hassan, criticou a arbitragem e a Fifa após a virada da Argentina contra a seleção egípcia, nesta terça-feira (7). Em coletiva, ele apontou como seu time foi prejudicado e se pronunciou sobre o cartão amarelo que levou ao final da partida.

O técnico do Egito, Hossam Hassan, criticou a arbitragem e a Fifa após a virada da Argentina contra a seleção egípcia, nesta terça-feira (7). Em coletiva, ele apontou que o time foi prejudicado e que todos foram tratados de forma injusta. Além disso, sugeriu que as decisões foram tomadas devido ao seu posicionamento político em meio aos conflitos no Oriente Médio.

O Egito liderava por 2 a 0 quando foi goleado pela Argentina no segundo tempo. A seleção comandada por Lionel Messi virou o placar e venceu por 3 a 2, garantindo vaga nas quartas de final da Copa do Mundo.

Entre os exemplos da injustiça mencionada, Hassan recordou a cobrança de pênalti a favor do Egito que não foi marcada pelo juiz francês François Letexier. “Não estou convencido com esse resultado. Não estou convencido com a forma como as coisas aconteceram durante esta partida. Não quero tentar suavizar isso com palavras bonitas, dizendo que foi azar ou algo do tipo. Hoje fomos tratados de forma injusta. Sofremos uma injustiça”, declarou o técnico.

Hassan afirmou, ainda, que todo o mundo assistiu a uma “partida manipulada” e apontou o favoritismo da Argentina. “E quero dizer mais uma coisa: se eles querem tanto que a Argentina vença, por que chamam todo mundo para vir e participar?”, questionou.

Sem hesitar, ele acrescentou que as medidas tomadas pela Fifa têm segundas intenções. “Fomos melhores, mas o futebol é injusto. Talvez eles queiram manter o campeão mundial e Messi na Copa do Mundo por motivos de marketing”, acusou.

Em outro trecho, Hassan revelou a atitude drástica que tomará diante do ocorrido na partida de hoje: “Não vou acompanhar nenhum jogo da Copa do Mundo a partir de hoje. Isso é um protesto contra a injustiça a que fomos submetidos hoje”.

Assista:

O treinador pontuou que as polêmicas da partida fugiram do âmbito esportivo. “O que aconteceu foi uma injustiça fora do comum. [Tiveram] empurrões e derrubadas e ele [o juiz] não considerou nenhuma falta, e do nada ele vem e considera uma falta [da Argentina]. O que a gente viu hoje é indescritível, é uma partida que é derrotada”, lamentou.

Continua depois da Publicidade

Hassan também reforçou seu apoio à Palestina, observando que o posicionamento pode ter afetado nas decisões do jogo. “A Palestina é livre e eu apoio a Palestina. Se isso incomoda a história, as pessoas e o mundo devem ver que isso que foi feito foi uma injustiça indescritível. Isso não foi esporte. Nós merecíamos ganhar hoje. O que foi feito com a gente nunca aconteceu com ninguém”, completou.

 

Ver essa foto no Instagram

 

Um post compartilhado por ge tv (@getv)

Continua depois da Publicidade

Técnico recebeu cartão amarelo do juiz

Minutos antes do fim da partida, válida pelas oitavas de final da Copa do Mundo, Hossam Hassan foi advertido com um cartão amarelo por reclamar da ausência de uma revisão do VAR, além de tentar acionar o protocolo antirracismo da Fifa. Ele denunciou supostas ofensas racistas de torcedores argentinos e fez o gesto oficial em direção à arbitragem para solicitar a ativação das medidas. O pedido, porém, não foi atendido e o jogo seguiu normalmente.

Pelo regulamento, Letexier deveria ter acionado o procedimento, dividido em três etapas, imediatamente. A primeira delas prevê a interrupção da partida para que a denúncia seja avaliada. Caso os atos racistas das arquibancadas persistirem, o jogo deve ser suspenso temporariamente, com jogadores e integrantes das comissões técnicas deixando o gramado. Se as ofensas continuem mesmo após a paralisação, o árbitro deve encerrar definitivamente o confronto.

Continua depois da Publicidade

O técnico e o juiz chegaram a bater-boca no gramado após Hassan apresentar objeções à escolha de Letexier para apitar a partida, fazendo referência ao “histórico” do francês. “O que eu disse ao árbitro foi apenas que isso é injusto. Eu só estava dizendo que isso é injusto. Eu estava dizendo que talvez ele tivesse um placar em mente. Talvez ele tenha algo a esconder. Quem tem algo a esconder, às vezes, não consegue esconder aquilo. Isso foi exatamente o que eu senti durante aquela conversa”, explicou.

Durante a confusão nos minutos finais, um integrante da comissão técnica egípcia recebeu cartão vermelho. Ao todo, o Egito acumulou cinco cartões amarelos, enquanto a Argentina não foi advertida nenhuma vez. “Houve muitas coisas que precisam ser questionadas dentro e fora de campo. Foram muitos aspectos negativos. Trata-se de credibilidade, ou melhor, da falta de credibilidade na forma como tudo aconteceu. Tenho orgulho dos meus jogadores. Mas não recebemos aquilo que merecíamos”, concluiu o treinador.

Siga a Hugo Gloss no Google News e acompanhe nossos destaques