Os Jogos Olímpicos de Inverno de 2026 começaram nesta sexta-feira (6), em Milão e Cortina d’Ampezzo, na Itália, e já estão dando o que falar nos bastidores. De acordo com o jornal alemão Bild, o órgão genital masculino virou alvo de polêmica entre os atletas do salto com esqui.
Segundo a publicação, alguns saltadores teriam injetado ácido hialurônico ou estariam utilizando um tipo de dispositivo de silicone, que se assemelha a um preservativo, para obter vantagem nas provas.
O ácido hialurônico não é proibido no esporte, porém, estaria sendo usado para aumentar a circunferência do pênis em até dois centímetros. Isso expandiria as dimensões dos trajes de cada participante, o que, de acordo com a Federação Internacional de Esqui e Snowboard (FIS), poderia aumentar o voo no ar.
As dimensões de cada traje são parcialmente determinadas pela medição do comprimento da passada, obtida por um scanner 3D a partir do ponto mais baixo de sua região genital. “Cada centímetro extra em um traje conta. Se o seu traje tiver uma área de superfície 5% maior, você voa mais longe“, disse Sandro Pertile, diretor de provas masculinas de salto de esqui da FIS.

Essas roupas são regulamentadas com precisão milimétrica, e qualquer aumento ocasiona uma expansão na área da superfície, influenciando na sustentação e estabilidade do voo. O impulso extra de cada atleta, após passar pela rampa, pode ser decisivo na nota final e, consequentemente, no pódio.
Segundo o jornal, a suspeita é de que alguns competidores teriam injetado a substância durante a pré-temporada para alterar as medidas corporais que seriam registradas para o traje. O ácido hialurônico injetado no pênis pode durar até 18 meses.
Durante coletiva de imprensa, nesta quinta-feira (5), o diretor-geral da Agência Mundial Antidoping (Wada), Olivier Niggli, declarou que se surgirem evidências, as alegações serão investigadas. “Não estou ciente dos detalhes do salto de esqui e de como isso poderia melhorar o desempenho. Se alguma coisa vier à tona, iremos investigar e ver se está relacionada a doping. Não tratamos de outros meios [não proibidos] de melhorar a performance“, afirmou, segundo a BBC.
Uma das possíveis soluções, segundo informações do jornal The Sun, é utilizar medidas esqueléticas do comprimento da passada e desconsiderar o tecido mole. A alteração poderia ser testada já nas Olimpíadas deste ano. Os Jogos de Inverno vão até o dia 22 de fevereiro. Essa é a 25ª edição da competição.
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