Ator Mike Heslin teria morrido após funcionários de restaurante em Las Vegas não prestarem socorro, aponta queixa

Scotty Dynamo alega que funcionários foram negligentes e não prestaram socorro quando o artista sofreu uma emergência médica no local

O ator Mike Heslin, conhecido por “Operação: Lioness”, morreu após passar mal em um restaurante em Las Vegas. Agora, seu marido, Scotty Dynamo, entrou com um processo judicial contra o estabelecimento e o resort onde o local funciona, alegando falhas no atendimento.

O ator Mike Heslin, conhecido por seu papel em “Operação: Lioness”, faleceu aos 30 anos, em julho de 2024, após sofrer um colapso em um restaurante em Las Vegas. Agora, um processo por morte por negligência, obtido pela revista People, aponta que funcionários do restaurante mexicano Javier’s não prestaram socorro quando o artista passou mal no local.

De acordo com a publicação, a ação foi protocolada em 18 de setembro no Tribunal Distrital do Condado de Clark, em Nevada. No documento, Scotty Dynamo — marido de Heslin — detalhou os momentos que antecederam a morte do parceiro.

O casal jantava no restaurante, localizado no Aria Resort & Casino, em 25 de junho de 2024, quando Heslin começou a sofrer o que Dynamo descreveu como um “evento cardíaco inesperado”. “Michael era jovem, tinha saúde perfeita, e os médicos não têm explicação para o que aconteceu”, disse Scotty na época.

Segundo o processo, amigos que estavam presentes imediatamente afastaram a mesa para deitar Heslin no chão, enquanto outros pediram ajuda aos funcionários. No entanto, a denúncia afirma que os trabalhadores do resort e do restaurante permaneceram inertes diante da emergência. “Eles não tomaram nenhuma medida imediata de salvamento e não iniciaram nem apoiaram esforços que poderiam ter salvo a vida de Michael”, aponta o documento.

Mike e o marido, Scotty Dynamo. (Foto: Reprodução/X)

Além de não realizarem manobras de RCP (reanimação cardiopulmonar), os funcionários também não teriam procurado um desfibrilador externo automático para tentar reanimá-lo.

“Com base nas informações disponíveis, os réus ou não mantinham estoque de equipamentos de emergência, incluindo, entre outros, um desfibrilador externo automático (DEA), ou não treinaram sua equipe sobre onde os aparelhos estavam armazenados”, diz a denúncia.

O relato ainda descreve que uma mulher tentou reanimar Heslin, mas um funcionário teria “interferido de forma agressiva” e a retirado do local.

“As falhas dos réus, individualmente e em conjunto, causaram ou contribuíram substancialmente para a morte evitável de Michael. A morte de Michael foi uma tragédia que poderia ter sido evitada”, destaca o processo.

A acusação também aponta que funcionários teriam ameaçado expulsar ou até prender os amigos de Heslin, além de exigir que qualquer gravação em vídeo do episódio fosse apagada.

O casal estava em um restaurante sofisticado em Las Vegas quando Heslin faleceu. (Foto: Reprodução/X)

Dynamo processa os réus em cinco frentes: morte por negligência, perda de consórcio, negligência; contratação, retenção, treinamento e supervisão negligentes; e negligência grave.

Ele e o espólio de Heslin pedem indenizações gerais e especiais superiores a US$ 15 mil. Além da cobertura de despesas funerárias, o viúvo também pede a compensação pela perda de consórcio acima desse valor, danos punitivos, honorários advocatícios, custos, juros, correção monetária e outras reparações que o tribunal considerar cabíveis.

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Em comunicado à revista, o advogado Orlando De Castroverde, que representa Dynamo, declarou: “Vamos lutar com unhas e dentes, em memória de Mike, para responsabilizar aqueles que falharam. Isso foi uma falha sistêmica da equipe e da administração do ARIA, da MGM International e do Javier’s. A dor e a angústia sentidas pelo marido de Mike, Nicholas, e seus amigos poderiam ter sido evitadas se os réus tivessem mantido um desfibrilador no local e treinado adequadamente a equipe para prestar assistência de salvamento aos clientes”.

Ele acrescentou: “A morte de Mike foi uma tragédia evitável. Poderia ter sido prevenida se os réus simplesmente tivessem permitido que um hóspede com treinamento médico continuasse realizando RCP. Em vez disso, eles interromperam a reanimação, removendo-o à força”.

A People procurou a MGM Resorts, responsável pela administração do Aria, para comentários sobre o caso, mas a empresa não respondeu.

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