Atriz leva carro para conserto em oficina mecânica e veículo desaparece em SP: “Nunca mais vi”; assista

A seguradora e o Detran-SP também se manifestaram sobre o caso

A atriz e dubladora Eduarda Martins viralizou ao relatar o desaparecimento de seu carro após deixá-lo em uma oficina na zona leste de São Paulo. O caso foi registrado como apropriação indébita e gerou prejuízo financeiro.

A atriz e dubladora Eduarda Martins viralizou nas redes sociais após expor o sumiço de seu carro, em São Paulo. Em vídeo que já ultrapassa 1 milhão de visualizações no Instagram e 370 mil no TikTok, ela relatou ter deixado o automóvel para reparos simples e não o recebeu de volta, resultando em um prejuízo de quase R$ 20 mil.

Eduarda deixou seu Renault Clio 2007 na Mecânica Fórmula Rápida, na Ponte Rasa, no dia 2 de abril de 2025, para a troca de rolamentos e outros consertos. Em boletim de ocorrência obtido pelo UOL, ela afirmou que fez o pagamento de forma parcial, guardando todos os comprovantes e conversas via WhatsApp.

O prazo inicial para o conserto era de uma semana, porém, as justificativas para o atraso acabaram se multiplicando. Após mais de um mês de espera, Eduarda pressionou pela devolução do carro, mas não conseguiu mais contato. Ao retornar para a oficina, encontrou o imóvel vazio e foi informada que tanto o mecânico quanto a esposa dele haviam deixado o local com o veículo.

Eu deixei meu carro para consertar e nunca mais vi. Não foi furto, não foi roubo, mas eu perdi o meu carro do mesmo jeito“, desabafou ao UOL. A atriz registrou a perda na polícia no fim de junho, após o carro acumular multas na região da oficina. Entre as infrações registradas, estão excesso de velocidade, avanço de sinal vermelho e circulação em faixa exclusiva.

Eduarda Martins deixou o carro na oficina e não o recebeu de volta. (Foto: Arquivo Pessoal)

De acordo com Eduarda, as multas chegaram perto de R$ 1 mil. Ela, que estuda entrar com uma ação cível, calcula um prejuízo em quase R$ 20 mil, somando o valor do veículo, infrações e custos com advogado. O caso foi registrado pelas autoridades como apropriação indébita, e até o momento o automóvel não foi localizado.

Apropriação indébita é quando uma pessoa fica com um bem que recebeu de forma legítima e se recusa a devolvê-lo. Ao UOL, a Polícia Civil de São Paulo informou que busca imagens para esclarecer os fatos e não detalhou se já houve indiciamento ou a localização dos investigados. Conforme a atriz, o casal foi intimado, mas não compareceu à delegacia.

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O carro de Eduarda tinha seguro na modalidade que incluía roubo, furto, assistência 24h e perda total. No entanto, pelo fato de o caso ter sido registrado como apropriação indébita, não foi possível acionar o seguro para reaver o prejuízo. A atriz ainda contou que tentou modificar o B.O. para furto, mas não obteve sucesso. Para ela, é necessário uma fiscalização de oficinas e cobertura obrigatória de apropriação indébita no seguro.

Falta informação. Eu mesma não sabia o que era apropriação indébita até acontecer comigo. Até hoje eu não sei se meu carro ainda existe. Eu nunca mais tive nenhuma notícia. Você entrega a chave confiando, paga pelo serviço, e, quando percebe, está sozinha para resolver um prejuízo enorme“, desabafou. Procurados pelo UOL, os donos da oficina não se manifestaram. Após as tentativas de contato pelo Instagram, o perfil saiu do ar.

O que diz a seguradora?

Em nota ao UOL, a seguradora Píer informou que “não houve registro de sinistro referente ao caso informado”. A empresa disse que não cobriu o caso, por “normalmente” excluir apropriação indébita da cobertura padrão. Eduardo José de Oliveira Costa, especialista em direito regulatório e sócio do Lopes Muniz Advogados, explicou que a apólice cobre apenas subtração sem consentimento; entregas voluntárias costumam ser excluídas, mas cláusulas ambíguas podem ser questionadas na Justiça.

Normalmente, as seguradoras negam esse tipo de cobertura com a justificativa técnica de que a apólice costuma cobrir apenas hipóteses de furto e roubo, ou seja, quando há subtração sem consentimento do proprietário, deixando de cobrir os casos de entrega voluntária (apropriação indébita ou estelionato), pois entendem que não houve subtração mediante violência, grave ameaça“, declarou.

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O que diz o Detran?

Sobre as infrações registradas, o Detran-SP afirmou que a restrição criminal foi cadastrada em 1º de julho de 2025. O órgão disse que o registro do B.O. por apropriação indébita gera o bloqueio automático do veículo em seus sistemas e de outros autuadores, consultados também por agentes de trânsito em fiscalizações.

Além disso, comunicou que a última multa registrada no carro foi cometida em 14 de abril, antes da inserção nos sistemas. “Não existem, portanto, multas aplicadas relativas a esse veículo após a comunicação do crime às autoridades policiais“, garantiu.

Assista ao relato de Eduarda:

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