Após ser apalpada ao vivo, Simony presta queixa contra Dudu Camargo: “Situação bastante grave”; saiba detalhes!

Depois de ter sido constrangida ao vivo por Dudu Camargo no “Bastidores do Carnaval”, Simony tomou providências legais. Segundo a colunista do “O Globo”, Patrícia Kogut, a cantora prestou queixa na polícia contra o apresentador do SBT, após ele ter apalpado seus seios na televisão.

De acordo com Eneas Matos, advogado da artista, ela fez a denúncia às autoridades na última sexta-feira (28), na 4ª Delegacia de Defesa da Mulher de São Paulo. Simony acusa Dudu de importunação sexual, após as várias investidas desagradáveis do âncora do “Primeiro Impacto” que culminaram no assédio. A Polícia Civil deve instaurar um inquérito para avaliar o caso, ouvir os envolvidos ainda esta semana e decidir se segue com a denúncia ao Ministério Público.

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Contudo, Matos está confiante: “Acredito que o MP vá decidir pela denúncia, devido à gravidade do crime e às provas incontestáveis”. Além da queixa, o jornalista de 21 anos enfrentará também um processo por danos morais, movido por Simony.

“Ainda esta semana vamos entrar com a ação, tendo em vista a importunação sexual e a ofensa contra a liberdade sexual e a sua integridade física e moral, principalmente. Ninguém pode ser importunado dessa forma, de maneira acintosa”, explicou o advogado.

Caso saia vitoriosa na disputa judicial, a estrela do Balão Mágico irá destinar sua indenização para instituições que auxiliam mulheres e pretende passar um recado com o caso. “Como toda mulher, ela ficou congelada, sem saber o que fazer. Foi uma situação bastante grave e o Brasil inteiro viu que não teve consentimento. Esperamos a condenação nas duas esferas, para que sirva de exemplo e outras mulheres tomem coragem para denunciar”, endossou Eneas.

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À publicação, Simony já havia desabafado e expressado sua infelicidade com o ocorrido. “Sou uma pessoa muito transparente, então, ficou visível que não gostei. Não sou do tipo que fica levantando bandeiras nem nada, mas não tocar no corpo do outro sem autorização é uma questão de respeito”, disse ela à coluna.

O descontentamento de Simony ficou evidente com as atitudes de Dudu Camargo. (Foto: Reprodução/YouTube)

Relembre o caso

Em 21 de fevereiro, Dudu Camargo foi entrevistado no “Bastidores do Carnaval”, ao lado de Simony e Nelson Rubens. Tudo ia bem, até que o dono do bordão “Ok, Ok” apimentou a conversa incentivando um selinho entre a cantora e o jornalista. Então, o pupilo de Silvio Santos investiu se aproximando e abraçando a artista, atitude a qual ela recuou: “Calma, não aperta muito”.

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Na sequência, o contratado do SBT tocou no vestido da artista, até encostar em seu peito. “Sai daqui! Mas, gente, esse Dudu é abusado”, retrucou ela, enquanto Flávia Noronha, direto dos estúdios, também se queixou: “Isso é assédio!”. Olha só:

Após a atitude incômoda, Simony se manifestou sobre o caso em seu Twitter no dia seguinte (22). “Me senti sim constrangida em meu primeiro dia de trabalho”, escreveu ela. “Tenho 38 anos de carreira e gostaria de ser respeitada principalmente como FILHA COMO MÃE E MULHER”.

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A cantora acrescentou que se conteve por estar na televisão, caso contrário, Dudu “teria levado uma porrada”. “Se fizesse comigo em qualquer outro lugar teria levado uma porrada na cara. Meu corpo minhas regras. Não é não. Chega dessa palhaçada. Fiquei sem reação e chocada. Agradeço muito todos vocês que se solidarizaram comigo”, concluiu.

Em outro post, Simony lamentou ter se sentido “um pedaço de carne”. “Poderia achar que o que Dudu Camargo fez foi apenas ‘brincadeirinha’, mas sinceramente me senti mal em não poder dizer ali o que eu achei da cena. Ele passa a mão em mim como se estivesse apalpando um pedaço de carne, me puxa o pescoço e fala que está querendo ‘procriar’. Oi?! Ali estava claro que a ‘brincadeira’ de Dudu era sexualizada, queria mostrar-se como ‘macho’ afim de satisfazer sua vontade sem pedir, sem perguntar, sem pensar que além dele existia ali a minha vontade”, escreveu.

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O meu carnaval mal começou e hoje, ao chegar em casa , me deparei com o descontentamento do meu filho e de boa parcela do público que se mostrou indignado com o fato de um homem ter passado a mão no meu peito em cadeia nacional. Eu estava ao Vivo na Rede Tv, realizando meu trabalho ao lado de colegas da profissão e por mais “permissiva” e brincalhona que possa sugerir ser uma transmissão de bastidores do carnaval, me senti mal, me vi vulnerável em uma situação desagradável que eu gostaria de dividir com vocês como mulher e mãe. Aqui não falo somente por mim mas por outras mulheres que não somente nesse período mas todos os dias se deparam com episódios em que um homem se vê no direito de passar a mão, fazer “brincadeiras” de mal gosto e em ultimo grau forçá-las a algo que não querem. Eu poderia achar que o que Dudu Camargo fez foi apenas “brincadeirinha” mas sinceramente me senti mal em não poder dizer ali o que eu achei da cena. Ele passa a mão em mim como se estivesse apalpando um pedaço de carne, me puxa o pescoço e fala que está querendo “procriar”, oi?. Ali estava claro que a “brincadeira”de Dudu era sexualizada, queria mostrar-se como “macho” afim de satisfazer sua vontade sem pedir, sem perguntar, sem pensar que além dele existia ali a minha vontade. Com todo o respeito ao Nelson Rubens, pessoa que admiro, também não gostei de ser “disponibilizada” por estar solteira como se estivesse a espera de alguém a qualquer momento. A mulher é e está como e com quem ela bem entender, o fato de usar um decote e uma roupa curta e decotada não quer dizer que quer ser possuída ou agarrada por um homem, chegamos a um tempo em que é necessário evoluir e entender de uma vez por todas que o direito a vontade de um acaba onde começa o do outro. Mulheres não existem para procriarem ou serem assediadas por homens e agarradas ao bel prazer. A cada carnaval o assunto do assédio deve ser levado mais a sério, o “não é não” precisa ser entendido como um código a ser respeitado, as delegacias de mulheres precisam estar por toda parte. Se continuarmos achando normal esse tipo de coisa não precisaríamos ter vagões de metrô só para mulheres. CONTINUA EM OUTRO POST

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Absurdo… Agora, é só torcer para que a justiça seja feita.