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James Franco faz acordo multimilionário em processo por exploração sexual; saiba cifras e detalhes

Caso encerrado?! De acordo com o The Hollywood Reporter, nesta quarta-feira (30), o ator James Franco aceitou pagar a quantia de US$ 2,235 milhões – cerca de R$ 11,1 milhões, levando em consideração o dólar no Brasil –, para colocar um fim na ação coletiva no qual é acusado de exploração sexual. No processo, o artista é apontado como o responsável por forçar alunos de sua antiga escola de atuação a interpretarem cenas de sexo cada vez mais explícitas diante das câmeras. A negociação ainda precisa ser aprovada por um juiz de Los Angeles.

O acordo determina que as atrizes Sarah Tither-Kaplan e Toni Gaal – principais responsáveis pelo processo – e os outros ex-alunos da escola abram mão de acusações de fraude contra o ator. Caso parte do dinheiro não seja reclamada, a quantia será doada ao National Women’s Law Center, uma organização sem fins lucrativos que defende os direitos das mulheres por meio de ações judiciais e iniciativas políticas.

Além disso, os envolvidos na ação coletiva concordaram em incluir a seguinte declaração no acordo: “Enquanto os réus continuam a negar as alegações na ação, eles reconhecem que os requerentes levantaram questões importantes; e todas as partes acreditam fortemente que agora é uma hora crítica para focar na abordagem a maus tratos a mulheres em Hollywood. Todos concordam na necessidade de certificar que ninguém na indústria do entretenimento — independente de raça, religião, deficiência, etnia, passado, gênero ou orientação sexual — enfrente discriminação, assédio ou preconceito de qualquer tipo”.

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Em fevereiro deste ano, os advogados de James Franco já tinham divulgado o acordo temporário feito pelo ator com os ex-alunos na Suprema Corte de Los Angeles. Na época, os profissionais alegaram que as acusações eram ‘falsas e difamatórias‘.

Relembre o caso

James Franco foi alvo de denúncias de assédio sexual após ganhar um prêmio no Globo de Ouro por sua performance no longa “Artista do Desastre”, no início em 2018. Nessa mesma noite, o ator apareceu no tapete vermelho usando um broche do movimento “Time’s Up”, que marcou a premiação como um protesto aos casos de abuso que vieram à tona na indústria cinematográfica na época.

James Franco no 75º Prêmio Anual do Globo de Ouro no The Beverly Hilton Hotel em 7 de janeiro de 2018 em Beverly Hills, na Califórnia. (Foto de Frederick M. Brown / Getty Images)

A atitude de Franco motivou Tither-Kaplan a se pronunciar pela primeira vez contra o mesmo, ao lado de outras mulheres, no Los Angeles Times. No entanto, o processo contra o astro de Hollywood só foi oficializado em 2019. À justiça norte-americana, as jovens estudantes afirmaram que James forçou seus alunos a se apresentarem em cenas de sexo cada vez mais explícitas diante das câmeras, em um “ambiente de orgia que ia muito além do aceitável nos sets de filmagem de Hollywood”.

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Uma das jovens também alegou que o ator e cineasta “procurou criar um canal de mulheres jovens que foram submetidas à sua exploração sexual pessoal e profissional em nome da educação” e que os alunos foram levados a acreditar que papéis nos filmes de Franco seriam disponibilizados para aqueles que participassem.

No processo judicial, os advogados do famoso chamaram as alegações de “falsas e inflamadas, legalmente infundadas e movidas como uma ação coletiva com o objetivo óbvio de obter o máximo de publicidade possível para [jovens] famintas por chamar a atenção”. Eles ressaltaram, também, que Sarah Tither-Kaplan, já havia expressado gratidão pela oportunidade de trabalhar com o astro anteriormente.

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Desde que as acusações vieram à tona, Franco tem se mantido fora dos holofotes e geralmente quieto sobre o assunto. No entanto, em uma entrevista ao The Late Show com Stephen Colbert, James chamou as histórias de abuso sexual sobre ele de imprecisas, mas acrescentou: “Se eu fiz algo errado, vou consertar. Eu tenho que [consertar].”