Bella Campos revelou que teve depressão durante as gravações da novela “Vai na Fé“, da TV Globo, em 2023. Em entrevista ao jornal o Globo, divulgada nesta segunda-feira (27), a atriz apontou a mudança drástica em sua vida profissional e disse como a rotina exaustiva de trabalho a afetou mentalmente.
Em um período de cinco anos, Bella foi de balconista de um café a protagonista do folhetim em uma das grandes emissoras do país. Na trama em questão, comandada por Rosane Svartman, a artista interpretou Jenifer. Antes disso, ela deu vida à personagem Muda, no remake de “Pantanal“, e faturou o troféu de “Melhor Atriz Coadjuvante” no Melhores do Ano do “Domingão com Huck”.
“Tive depressão na época de ‘Vai na fé’. Não estava preparada para o volume de trabalho. Fiquei anestesiada. Não conseguia sentir felicidade, raiva, tristeza, comer. Ficar com a família foi essencial. Terapia virou fundamental”, comentou Bella. No papo, ela também destacou que a terapia tem sido essencial para aprender a lidar com as críticas ao seu trabalho.
A artista foi alvo de comentários negativos logo quando foi anunciada como a intérprete de Maria de Fátima no remake de “Vale Tudo” (2025). As opiniões, porém, seguiram ao longo do folhetim. “Pode ser porque estou fazendo muita terapia e me constituindo, mas não me afetou tanto. Eu mesma me dou a liberdade de errar”, afirmou.

“Sei que não tive acesso às melhores escolas de atuação, mas estou aqui na cara e na coragem. Para mim, não existe nada mais corajoso do que ter estreado numa novela das nove sem nunca ter feito nenhum trabalho antes, ter aceitado o papel da Maria de Fátima, quando todo mundo dizia que não era para eu fazer. Me dou um abraço tão forte por eu ter feito, sabe?”, refletiu.
A artista ainda recordou como conseguiu contornar o hate na web. “Depois virei o jogo. Maria de Fátima foi querida. Muitas mulheres fizeram o ‘Mary Faty hair’, o cabelo de Maria de Fátima”, disse. Para Bella, as críticas se restringiram às redes sociais, já que, pessoalmente, telespectadores a abordavam com elogios.
“A vida tem prazo pra acabar. Tem hora que a gente frita a cabeça: ‘Ai, agora não vou fazer a Maria de Fátima porque no X tão falando que não tenho que fazer’, Sinceramente. Daqui a pouco, um carro pode me atropelar. O X só existe enquanto estamos mexendo no celular. Na hora em que você desliga o telefone, adivinha… acaba, sabia? Olha que coisa mágica! Temos o poder de não acessar”, observou ela.
A atriz, então, comparou o comportamento das pessoas quando não estão atrás das telas. “Na hora em que estou sentada no bar, bebendo a minha cerveja, não vem ninguém falar: ‘Ai, nossa, acho que você não devia fazer’. Pelo contrário. É um monte de gente dizendo: ‘Caramba, estou adorando assistir’. Nunca encontrei alguém que fosse tão cruel comigo pessoalmente como é digitalmente. A partir do momento que uma pessoa só consegue ser cruel on-line precisa de ajuda. Criticar é uma coisa, ser cruel, machucar… Pelo amor de Deus! Tem terapia on-line”, arrematou.
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