Uma mulher acusou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de forçá-la a fazer sexo oral nele quando ela era menor de idade. O depoimento constava em um dos arquivos divulgados no caso Jeffrey Epstein. Os documentos, no entanto, foram retirados do ar nesta semana. De acordo com denúncias enviadas às autoridades federais, a acusação relata um episódio ocorrido há cerca de 35 anos, em Nova Jersey.
O texto descreve que a jovem teria “aproximadamente 13 ou 14 anos” na época e afirma que ela “supostamente mordeu o presidente Trump enquanto praticava sexo oral” e que “supostamente foi atingida no rosto depois de rir de ter mordido o presidente Trump”. O material ainda indica que a informação foi encaminhada para o escritório de Washington, com a orientação de que a denunciante fosse entrevistada.
Os mesmos arquivos reúnem uma série de outras alegações envolvendo o presidente, todas registradas a partir de contatos feitos ao FBI. Entre elas, há relatos considerados sem credibilidade pelas autoridades, como o de uma mulher que afirmou ter sido vítima e testemunha de uma rede de tráfico sexual em um campo de golfe de Trump, na Califórnia, e outro telefonema em que uma pessoa disse que uma amiga foi estuprada por ele em 1987, no Trump Plaza. Em vários desses casos, os agentes registraram que não conseguiram localizar os denunciantes.
Outro trecho dos documentos menciona acusações atribuídas a uma pessoa não identificada sobre eventos que teriam ocorrido em Mar-a-Lago. O relato afirma que Trump promovia festas chamadas de “garotas do calendário”, nas quais Epstein levava crianças e tinha práticas como “medir” genitais com os dedos e forçar meninas a atos sexuais. Não há confirmação de veracidade das alegações, e o próprio documento ressalta que ser citado não implica crime.

Poucas horas após a publicação, parte das denúncias contra o político desapareceu do site do Departamento de Justiça, que divulgou um alerta junto ao material: “Alguns dos documentos contêm alegações falsas e sensacionalistas contra o presidente Trump que foram submetidas ao FBI pouco antes da eleição de 2020. Para que fique claro, as alegações são infundadas e falsas, e se tivessem um mínimo de credibilidade, certamente já teriam sido usadas como arma contra o presidente Trump”.
Mais tarde, o departamento informou que um dos arquivos ficou temporariamente indisponível “devido à sobrecarga” e foi recolocado no ar.

O vice-procurador-geral Todd Blanche também declarou que, apesar da divulgação de e-mails e denúncias relacionadas a Epstein, “em nenhuma dessas comunicações, mesmo quando se esforçava para difamar o presidente Trump, Epstein sugeriu que o presidente Trump tivesse cometido qualquer crime ou tido qualquer contato inapropriado com qualquer uma de suas vítimas”.
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