Chico Felitti revela descoberta triste em apartamento de Elke Maravilha, e reviravolta na história da artista

Autor publicou biografia da artista, “Elke: Mulher Maravilha”, em 2020

Chico Felitti revelou no "Sem Censura" uma descoberta sobre a origem de Elke Maravilha. Ele explicou onde a artista realmente nasceu e por que a história foi diferente por anos. Além disso, o jornalista detalhou a forma como ela foi encontrada no apartamento.

Chico Felitti, autor da biografia “Elke: Mulher Maravilha”, abriu o jogo sobre a verdadeira nacionalidade da artista. Durante sua participação no “Sem Censura” desta quarta-feira (14), o jornalista contou que a atriz nasceu, na verdade, em uma pequena cidade alemã, e não em Leningrado, na Rússia, como ela dizia.

De acordo com o escritor, a família de Elke seria apoiadora do regime nazista. “Ela falava que nasceu na Rússia, em Leningrado [atual São Petersburgo], era mentira. Ela nasceu na Alemanha, durante o período da Segunda Guerra, que a Alemanha estava no jogo nazista. E, possivelmente, a família dela apoiava o regime. Eles vieram para o Brasil assim que terminou“, afirmou.

Felitti explicou que fez a descoberta após viajar para a Europa. “Elke transformava a história dela numa coisa mais interessante. Então, ela falou que nasceu em Leningrado, porque o pai estava lutando na guerra pelo lado da Finlândia. Quando eu comecei a pesquisar e fui para a Europa, eu falava: ‘Cara, não bate aqui. Ele lutou pela Finlândia? Sendo que ele era alemão?’“, disse.

“E aí eu acho um documento dela, de que ela nasceu em uma cidadezinha no interior da Alemanha [Leutkirch], em que era muito forte, o movimento fascista. E uns parentes dela me falam: ‘Você pegou ela no pulo’“, destacou.

Elke Maravilha faleceu aos 71 anos, em agosto de 2016. (Foto: TV Globo/Isac Luz)

Ele, entretanto, destacou que Elke sempre se mostrou contra o regime. “O que eu acho que só faz dela um personagem mais genial. Ela queria se distanciar, ela era a pessoa mais pró-democracia e pró-liberdade que existia“, declarou.

100 sacos de lixo

O jornalista publicou a biografia de Elke em 2020, quatro anos após a morte dela. A artista faleceu aos 71 anos, no dia 16 agosto de 2016, devido a complicações de uma cirurgia para tratar uma úlcera.

Conforme Felitti, a atriz morreu “quase no esquecimento” com mais de 100 sacos de lixo em seu apartamento. “Eu amava a imagem da Elke. Eu não entendia, mas eu amava. O final dela foi muito triste. Ela morreu quase no esquecimento, em um apartamento no Leme, com mais de 100 sacos de lixo dentro“, afirmou.

“Quando ela morreu, foram retirar o que ela tinha, saíram mais de 100 sacos de lixo. E era uma sensação de injustiça por ela ter terminado daquela maneira. De alguém que foi tão grande para o Brasil, um farol para tanta gente que nem eu, ter terminado sem um fim digno“, lamentou.

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