Nesta quarta-feira (29), novos elementos vieram à tona no caso da morte de Celeste Rivas. De acordo com a promotoria, o cantor D4vd teria desmembrado o corpo da jovem, morta a facadas, com uma motosserra.
As investigações apontam que o artista conheceu Celeste quando ela tinha apenas 11 anos. Ele teria iniciado os abusos sexuais à adolescente dois anos depois, quando ela tinha 13 anos e ele, 18. Dois anos depois, Celeste teria ameaçado expor o envolvimento ilegal e “destruir sua vida”, o que, para os promotores, teria motivado o assassinato.
Mensagens de texto obtidas pela polícia revelam uma intensa discussão entre os dois no dia 22 de abril de 2025, provocada por ciúmes e pelo envolvimento do cantor com outras mulheres. Ainda segundo a promotoria, Celeste teria afirmado que divulgaria informações comprometedoras para acabar com a carreira dele.
A principal linha de investigação indica que o crime ocorreu no dia seguinte à discussão. Na ocasião, D4vd teria solicitado um carro por aplicativo para que a jovem fosse até sua residência. Depois disso, ele teria enviado mensagens perguntando sobre seu paradeiro — atitude que, segundo os promotores, fazia parte de uma tentativa de encobrir o assassinato.
Nos dias seguintes, o cantor teria feito diversas compras na plataforma da Amazon, de materiais usados para ocultar o crime. Com um nome falso, ele adquiriu itens como motosserras, uma piscina inflável, sacos para cadáver e uma pá, além de uma “gaiola de queima”, supostamente para incinerar as evidências.
O documento também afirma que o corpo foi esquartejado na garagem da casa do artista, em Hollywood Hills, e posteriormente armazenado em sacolas colocadas no porta-malas de seu Tesla. Imagens de câmeras de segurança indicam que ele foi a última pessoa a dirigir o veículo, onde os restos mortais foram encontrados em setembro de 2025, após o carro ser apreendido pelas autoridades.

Relembre o caso
O desaparecimento de Celeste foi registrado em abril de 2024. Mais de um ano depois, em julho de 2025, seu corpo foi encontrado em avançado estado de decomposição dentro do carro do cantor, abandonado em Los Angeles. O promotor do condado, Nathan Hochman, formalizou sete acusações contra D4vd, incluindo assassinato, abuso sexual contínuo de menor e mutilação de restos mortais.
Durante a audiência realizada nesta quarta-feira, D4vd apareceu algemado e vestindo uniforme prisional. Ele falou pouco, limitando-se a responder ao juiz e a afirmar sua inocência. A defesa tentou impedir a divulgação do documento de nove páginas, alegando risco de prejudicar um julgamento justo devido à intensa cobertura midiática. O pedido foi negado pela juíza, que, no entanto, decidiu manter parte das provas sob sigilo. Uma nova audiência está prevista para o próximo mês.
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