O ator Dado Dolabella foi condenado a 2 anos e 4 meses de detenção em regime aberto por agredir sua ex-namorada e prima, em outubro de 2020. Segundo o g1, a sentença foi proferida pela juíza Cíntia Souto Machado, do VII Juizado de Violência Doméstica da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. A decisão considerou os maus antecedentes de Dado e a gravidade das agressões, que, segundo a perícia, causaram a ruptura do tímpano da vítima.
De acordo com o Ministério Público, o episódio aconteceu após uma crise de ciúmes do ator, motivada por mensagens que a mulher trocava com um amigo sobre um filme da Netflix. Durante a briga, Dado teria desferido puxões de cabelo, tapas e socos no rosto da vítima. Segundo o jornalista Paulo Mathias, do SBT, ela fugiu do apartamento onde estava, correu até a portaria do condomínio e pediu ajuda aos funcionários. A cena, ainda de acordo com o jornalista, foi registrada em vídeo. Durante o interrogatório, Dolabella negou todas as acusações.
A defesa do ator afirma que a sentença está sendo contestada. “Ação sem trânsito em julgado e em fase recursal, discutindo um laudo que foi realizado em desconformidade com os requisitos essenciais para um laudo, bem como uma condenação com base somente na palavra da suposta vítima, não é considerado condenação com trânsito em julgado. Ademais, estamos discutindo, inclusive, a agressão que ele sofreu por parte dela por ciúme”, declarou a advogada Fernanda Tripode a Mathias.
Em nota, a advogada também afirmou que a condenação foi baseada exclusivamente no relato da vítima, sem testemunhas ou provas que o confirmassem. Segundo ela, “embora a palavra da mulher tenha valor em nosso ordenamento jurídico, ela não pode, sozinha e sem outros elementos de prova, sustentar uma condenação”.
A defesa alega que o laudo apresentado apresenta “falhas técnicas graves”, por ter sido feito fora do prazo e sem atender aos requisitos legais. Além disso, aponta “contradições importantes entre o Boletim de Ocorrência e o depoimento prestado em juízo”, que, segundo a advogada, já foram levadas ao Tribunal.
A defesa também critica a exposição do caso na imprensa, destacando que o processo tramita em segredo de justiça, “não por escolha pessoal, mas por determinação legal”.
“Divulgar informações parciais ou distorcidas, além de ilegal, causa sensacionalismo e prejudica não apenas o Sr. Carlos Eduardo Dolabella, mas também sua família. (…) O que se pode afirmar é que as informações divulgadas pela imprensa não refletem a realidade dos autos. Quando dados sigilosos são expostos fora do ambiente judicial, os fatos são distorcidos, alimentando especulações e fragilizando a própria Justiça”, continuou. A advogada finaliza reiterando “plena confiança na Justiça, que é o espaço legítimo para análise dos fatos e para que a verdade prevaleça”.
Leia a íntegra:
