Defesa de Rayane Figliuzzi se pronuncia após operação policial em clínica de estética no RJ

A defesa da empresária garantiu que possui imagens que comprovam os argumentos

A clínica de Rayane Figliuzzi, no Rio, foi alvo de ação da Decon. Ao Splash UOL, a defesa afirmou que o espaço estava fechado, servindo apenas como depósito e showroom da marca da empresária. A equipe contestou supostas irregularidades e prometeu apresentar provas.

A defesa de Rayane Figliuzzi se pronunciou, nesta sexta-feira (12), após a clínica de estética dela ser fechada durante uma ação da Delegacia do Consumidor (Decon) em conjunto com a Vigilância Sanitária. A fiscalização foi realizada no Espaço VIP Bronze, em Taquara, no Rio de Janeiro, depois da denúncia de clientes do estabelecimento.

Em nota ao Splash UOL, a equipe afirmou que o local já estava fechado meses antes de ser interditado, “totalmente desativado e sem atendimento ao público”. “O espaço é utilizado exclusivamente como depósito e showroom da marca de moda praia UZZI, pertencente à Sra. Rayane, o que é comprovado pela organização interna e pelo uso atual do ambiente“, declarou.

Segundo a advogada de Rayane, os equipamentos da clínica estavam “desligados, sem uso e sem condições de operação”. “Tais circunstâncias afastam, de forma inequívoca, qualquer narrativa de funcionamento irregular“, salientou.

Ontem, Fábia Oliveira, do Metrópoles, informou que a ação resultou na prisão de uma esteticista. A única pessoa no local, de acordo com a defesa, seria uma ex-funcionária, que estaria retirando pertences pessoais com uma amiga. “Importante registrar que nenhuma delas realizou, solicitou ou estava autorizada a realizar quaisquer atendimentos, e que a polícia vinculou à Sra. Rayane atividades relativas a outra clínica, pertencente à referido ex-colaboradora, situada em endereço diverso“, explicou.

Ação foi realizada pela Decon com a Vigilância Sanitária, no Rio. (Foto: Reprodução/Instagram)

Segundo a colunista, a esteticista foi presa após os agentes encontrarem medicamentos vencidos, materiais sem condições de uso, itens sem esterilização e ausência de documentação básica para o funcionamento do espaço. A equipe da empresária, entretanto, afirmou que foram apreendidos “cosméticos, itens de cuidados com a pele, materiais de uso individual e insumos destinados ao estoque da marca de Rayane”.

Parte deles corresponde a uso pessoal da Sra. Rayane, adquiridos legalmente e com prescrição médica, inexistindo qualquer irregularidade sanitária ou comercial“, garantiu.

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A advogada disse ainda que possui imagens que comprovam os argumentos. “A defesa possui imagens de monitoramento interno que registram a entrada dos agentes e comprovam a ausência de clientes; inexistência de atendimentos; inexistência de atividade estética; uso exclusivo como depósito e showroom. As gravações serão apresentadas às autoridades para garantir a fiel reconstrução dos fatos. Todas as medidas legais já estão sendo adotadas“, finalizou.

Segundo a Decon, a iniciativa ocorreu após consumidores relatarem problemas com procedimentos, incluindo a queixa formal de uma mulher que disse ter sofrido queimaduras ao usar uma máquina de bronzeamento. Ao Splash UOL, o Instituto Municipal de Vigilância Sanitária (IVISA-Rio) confirmou a ausência de licença sanitária de funcionamento, bem como a existência de duas câmeras de bronzeamento artificial, equipamentos proibidos pela Anvisa.

Assista ao momento da interdição:

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A operação acontece na mesma semana em que a empresária foi afastada do posto de musa da Vila Isabel. A escola justificou a decisão pela impossibilidade de cumprimento de agenda e pela repercussão de “recentes acontecimentos”, referência à denúncia de racismo envolvendo duas mulheres da equipe de Rayane. O caso foi registrado na Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) e encaminhado à Polícia Civil de São Paulo, onde os fatos teriam ocorrido.

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