Documentário revela que príncipe Harry era deixado de lado pela família real durante a infância, e explica quem o protegia: “Sempre soube que era o número dois”

Ser o segundo filho de príncipe Charles e Lady Diana teve algumas desvantagens, e um novo documentário do Channel 4, intitulado “Meghan and Harry: The Baby Years”, relembra a vida difícil que Harry teve na infância. De acordo com a editora da revista Majesty, Ingrid Seward, que cobre a família real britânica desde os anos 80, a preferência por William sempre foi nítida entre os membros da família, que eram “muito conscientes de que Harry vinha em segundo lugar”.

“A Rainha Mãe costumava dizer: ‘Venha, William, sente-se ao meu lado’. O pequeno Harry ficava completamente de fora”, contou a jornalista, que já escreveu mais de 20 livros sobre a realeza. Quem se esforçava para não deixar Harry se sentindo excluído era a mãe dos meninos, Diana. “Harry sempre soube que era o número dois. E, obviamente, Diana não queria que ele se sentisse assim”, afirmou Seward.

Apesar do casamento entre Diana e Charles ter problemas profundos, a então princesa de Gales encontrou a felicidade no nascimento de seus filhos. O casal teve William em 1982, e Harry em 1984. O biógrafo de Diana, Andrew Morton, revelou em 2017 à Fox News que Diana contou com o apoio dos filhos para superar o divórcio.

Além disso, ela era muito protetora com os dois: “Se você chegasse a criticá-los… ela iria para cima de você como uma tigresa. Ela era a única que podia chamar a atenção dos dois. Obviamente, ela os mimava”. Diana queria estar envolvida completamente na criação dos meninos. “Recentemente, o príncipe William disse a mesma coisa a respeito dos próprios filhos. Ele quer que eles tenham uma criação relativamente normal”, disse Morton.

(Fotos: Getty)

Após ter seu primeiro filho com Meghan Markle, o pequeno Archie Harrison, Harry admitiu sentir ainda mais falta de sua mãe. De acordo com a revista People, o príncipe se abriu com um soldado veterano chamado Dennis van der Stroon, enquanto estava na Holanda.

“Nós falamos sobre a nossa experiência em comum de perder a mãe. Ele disse que perder a mãe é como perder um tipo de segurança. […] Ele disse que, durante seu trabalho, conhece muitas pessoas que perderam a mãe, o pai, uma irmã ou irmão, e que quando escuta a história delas, como escutou a minha, ele não se sente tão sozinho”, revelou Stroon. E acrescentou: “Ele me falou do quanto foi especial quando seu filho nasceu. Harry falou sobre como ter um bebê era seu novo foco”.