Em entrevista, David Beckham revela conselhos que dá para os filhos e relembra críticas por ser “jogador modelo”: “Agora é mais aceitável”

Que David Beckham bate um bolão nos gramados não é novidade para ninguém, mas parece que ele também arrasa em outras funções! Capa da edição especial da GQ britânica do mês de outubro, quando é revelada a lista de “Homens do ano”, o ex-jogador de futebol deu mais detalhes sobre a criação dos seus quatro filhos: Brooklyn, Romeo, Cruz e Harper. O craque ainda falou sobre como foi lidar com as críticas por ser um atleta que fazia trabalhos como modelo e era considerado um símbolo sexual.

Ao lado da estilista Victoria Beckham, David construiu uma família linda e contou que sempre foi um pai como outro qualquer ao aconselhar os filhos. “Eu digo às crianças que elas precisam fazer escolhas, e às vezes abrir mão de algumas coisas. Se seus amigos estão saindo na sexta à noite, talvez você não possa. Talvez você vá praticar tênis no dia seguinte ou estar no estúdio cantando, como Cruz, ou vá fazer uma sessão de fotos, como Brooklyn. É aí que seu foco precisa estar“, contou.

No bate-papo, David Beckham também relembrou dos seus dias sendo um dos maiores jogadores de futebol. “Tudo o que eu sempre quis foi ter sucesso como jogador de futebol. Obviamente, sempre fiz coisas fora do jogo e fora da minha carreira no esporte que eram um pouco diferentes para a época“, disse. O ex-atleta explicou que os “freelas” que fazia como garoto propaganda de várias marcas e fotografando capas de revista não eram vistos com bons olhos por todo mundo, mas isso não o abalou.

Acho que agora é mais aceitável fazer algumas das coisas que fiz, algumas das capas, algumas das sessões de fotos, alguns dos patrocínios, mas acho que meu foco naquela época era apenas ganhar troféus, ter sucesso com o Manchester e nunca deixar o time. Qualquer coisa fora do jogo era apenas um bônus“, revelou. Quando estava prestes a “pendurar as chuteiras” no futebol, em 2013, o jogador buscou se reinventar e criar novos rumos profissionais.

Comecei a focar [em novos projetos] e, em seguida, comecei a olhar para o final da minha carreira e o que ia fazer, montar um time e, em algum momento, possuir minha própria equipe e possuir meu próprio escritório, além de poder controlar tudo que acontece ao meu redor. Eu provavelmente estava no final dos meus vinte anos, começo dos trinta, quando comecei a me reajustar, e tudo já parecia muito diferente de quando eu tinha 21 anos”, falou.