Em livro, Demi Moore revela estupro aos 15 anos de idade, vício em drogas e analisa casamentos com Bruce Willis e Ashton Kutcher: “Minha vida estava ruindo”

No final deste mês, nos Estados Unidos, Demi Moore lançará a autobiografia “Inside Out”, que revela muitos detalhes sobre a vida da atriz hollywoodiana de 56 anos. “É empolgante, e mesmo assim, eu me sinto muito vulnerável”, revelou  ao The New York Times. “Não há o disfarce de uma personagem. Não é a interpretação de outra pessoa sobre mim”, garantiu.

Segundo o jornal, o livro começa com Demi relembrando sua infância. Quando criança, a atriz chegou a se mudar 30 vezes para muitos lugares do país, antes de sua família criar raízes no sul da Califórnia. Além disso, a estrela conta que foi estuprada aos 15 anos de idade.

No livro, Demi também escreve sobre equilibrar sua carreira com a criação de suas filhas e os três casamentos — incluindo seus relacionamentos com os ex-maridos Bruce Willis (os dois foram casados entre 1987-2000) e Ashton Kutcher (2005-2013).

A atriz revelou que Bruce sentiu que a carreira dela dela prejudicava a vida em família, por causa do tempo que ela dedicava à atuação, e que ele não sabia se queria ser casado. Juntos, o casal tem três filhas: Rumer, de 31 anos, Scott, de 28, e Tallulah Belle, de 25.

Após a separação do astro de “Duro de Matar”, ela começou a namorar Ashton Kutcher em 2003. No entanto, de acordo com a estrela, por conta da diferença de idade — 15 anos, mais precisamente —, o relacionamento parecia para ela uma volta à sua juventude. “Um recomeço, como se eu pudesse voltar no tempo e experimentar como é ser jovem, com ele — muito mais do que eu fui capaz de experimentar quando eu realmente estava nos meus 20 anos”, contou.

Demi ficou grávida de Ashton após o início do namoro, mas acabou perdendo a criança aos seis meses de gestação — uma menina, que teria se chamado Chaplin Ray. Após o casamento, em 2005, os dois procuraram tratamento para fertilidade, mas Demi começou a beber e usar Vicodin, e o casal se divorciou em 2013.

Nos anos 1980, Demi fora para a reabilitação por causa do vício em álcool e drogas. Em janeiro de 2012, após meses de muita festa e uma perda de peso drástica, a estrela passou por convulsões em sua casa em Los Angeles, e foi hospitalizada antes de ir mais uma vez para a reabilitação por vício e distúrbio alimentar. “Parte da minha vida claramente estava ruindo. Eu não tinha carreira, ou um relacionamento”, contou ao Times. Atualmente, a atriz está sóbria.

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A filha de Demi, Scout, contou ao jornal que tem orgulho da mãe por ela trabalhar nos próprios problemas, coisa que ela não tinha tempo de fazer antes, porque estava em “modo de sobrevivência”. “Nós crescemos achando que nossos pais são esses deuses imutáveis do Olimpo. Obviamente, conforme nós crescemos, nós começamos a perceber o quanto os nossos pais são apenas pessoas comuns”, observou.

Durante a infância, Demi também teve experiências trágicas com drogas. Em entrevista à Harper’s Bazaar de outubro, a atriz revelou que sua mãe, Virginia King, sofreu uma overdose de drogas quando a filha era apenas uma criança. De acordo com Demi, esse momento a marcou para sempre. “A próxima coisa que eu me lembro é usar os meus dedos, os dedos pequenos de uma criança, para retirar as pílulas que a minha mãe tinha tentado engolir da boca dela, enquanto o meu pai a segurava e me dizia o que fazer”, relembrou. E acrescentou: “Algo dentro de mim mudou ali, e nunca voltou. A minha infância tinha acabado”. O padrasto de Demi, Danny Guynes, se suicidou em 1980. No entanto, ela se reconciliou com a mãe antes da morte de Virginia, em 1998.

Em outubro de 2018, Demi falou sobre seus problemas e os obstáculos que enfrentou na vida ao aceitar o prêmio de “Mulher do Ano” em um evento, o “Peggy Albrech Friendly House’s 29th Annual Awards Luncheon”. “Eu sinto como se houvesse momentos nas nossas vidas que nos definem, definem quem somos e a direção que seguimos. No começo da minha carreira, eu estava em um caminho de autodestruição, e não importava quando sucesso eu tivesse, eu nunca me sentia boa o suficiente. Eu não me dava absolutamente nenhum valor. E esse caminho autodestrutivo, muito rapidamente… me trouxe para um ponto de crise. E na época, não estava clara a razão — talvez foi intervenção divina — mas duas pessoas que eu mal conhecia se posicionaram por mim, e elas me apresentaram uma oportunidade”, contou.

E continuou: “De fato, foi mais um ultimato… a não ser que eu estivesse morta, eu deveria estar presente. Eles me deram uma chance de redirecionar o curso da minha vida antes que eu destruísse tudo. Claramente, eles viram mais em mim do que eu vi. E eu sou tão grata, porque sem essa oportunidade, sem a fé deles em mim, eu não estaria aqui hoje”.