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O namorado de Odete Roitman apareceu por poucos segundos no teaser do remake de “Vale Tudo“, mas foi o suficiente para atiçar a curiosidade do público. Afinal, quem é o bonitão ao lado da vilã mais icônica da teledramaturgia brasileira? Ângelo Rodrigues é o nome dele. Português de 37 anos, com mais de duas décadas de carreira, o ator estreia oficialmente nas novelas brasileiras direto no horário nobre da Globo. A trama vai ao ar a partir desta segunda-feira (31), e ele encara o novo trabalho como um recomeço, afirmando estar vivendo “um momento de euforia total”.
Em entrevista ao hugogloss.com, Ângelo falou sobre sua chegada ao país, a parceria com Débora Bloch, que interpreta Odete, as cenas quentes que vêm por aí e a recepção calorosa dos brasileiros.

Ao descrever a sensação de estrear em um projeto tão importante, Rodrigues define como uma mistura de emoções, envolvendo o orgulho de participar e a responsabilidade do papel. “Acima de tudo, é uma grande alegria e um orgulho, porque sei que o Brasil tem uma tradição fortíssima em teledramaturgia, e poder viver essa experiência ao lado de atores e atrizes tão renomados, com uma equipe tão talentosa… é um presente, uma dádiva”, celebra o ator, que já havia feito participações em séries brasileiras como “As Canalhas” (GNT) e “Des(encontros)” (Sony), e estrelado “Olhar Indiscreto” (Netflix).
O convite para a novela chegou há cerca de um mês, mas Ângelo confessa que demorou a acreditar. “Passei anos vindo ao Rio tentando uma oportunidade no mercado brasileiro. Fiz intercâmbio na UniRio, em 2014, e voltava sempre que podia. Então, quando recebi a confirmação, custou a cair a ficha”, conta. Ele preferiu não revelar a novidade de imediato — que considera um sonho para qualquer ator — por precaução: “Não queria dar azar”.
Cenas íntimas
Desde o início, Ângelo sabia que seu personagem exigiria cenas mais sensuais. Segundo ele, tudo foi tratado com clareza e respeito. “A produção foi muito transparente. O papel tem apelo visual, mas o mais importante foi fazer tudo com bom gosto e dentro do contexto da trama”, explica.
O português também comentou sobre as gravações dessas cenas e destacou a parceria com Débora: “Ela foi uma ótima parceira de cena, foi muito generosa, e quando é assim, é muito mais prazeroso de trabalhar. Acho que o essencial nessas cenas é a confiança no elenco e na equipe técnica, e foi isso que aconteceu”.
Podem se acalmar, meus queridos… ELA tá chegando! Todos prontos para odiarem Odete Roitman com todas as forças? Próxima segunda, sua nova novela das 9, #ValeTudo!
pic.twitter.com/rPKLJKrB5d
— TV Globo
(@tvglobo) March 26, 2025
De braços abertos
A primeira aparição de Martim no teaser da novela causou burburinho. O público quis saber, quase imediatamente, quem era o galã por trás do papel. Ângelo conta que, no dia seguinte, já começou a receber mensagens e ser marcado nas redes sociais. “Devo confessar que o público brasileiro é muito caloroso e participativo”, revela, acrescentando estar curioso para ver como será a reação ao longo da trama.
Apesar da intensidade da repercussão, Rodrigues demonstra leveza e bom humor diante do assédio dos fãs. “Já não é a primeira vez que passo por isso. Quando fiz ‘Olhar Indiscreto’, também senti esse carinho. Agora está acontecendo de novo, com ainda mais força”, comenta. Ele brinca em seguida: “Recebo muitas mensagens carinhosas, e já estão começando a me reconhecer na rua. Estou a aproveitar esse momento com gratidão, como o Cristo Redentor: de braços abertos”.
Quanto ao foco na sua aparência, Ângelo encara com naturalidade, entendendo que a televisão tem forte impacto visual. Ainda assim, espera que os telespectadores também “se conectem com a profundidade da história e do papel”.

Parceira de peso
A parceria com Débora Bloch é um dos pontos altos dessa nova fase profissional do ator. Ele não esconde a admiração pela atriz e ressalta a generosidade com que foi acolhido no set.
“Ela tem uma trajetória incrível e, no trabalho, é de uma generosidade desmedida. Desde o início, foi muito receptiva, ajudou a entender o ritmo das gravações, me fez sentir parte do time, e a troca com ela tem sido muito enriquecedora. Eu espero que isso transpareça na tela”, afirma.

Brasil
Mesmo com mais de 20 anos de carreira em Portugal, Ângelo encara sua chegada ao Brasil — que, segundo ele, tem um mercado audiovisual enorme — como um novo começo. “Poder me inserir nesse cenário, depois de tantos anos de carreira em Portugal, é desafiador, é um novo estímulo”, reflete.
Totalmente focado em “Vale Tudo”, o ator diz estar aberto a outras oportunidades no país. Diferente de seu par romântico na novela, o português é apaixonado pelo Brasil — e faz questão de deixar isso claro a todo momento. Ele conta que chegou há pouco tempo e, enquanto grava nos Estúdios Globo, aproveita para redescobrir o país, que já conhecia de outras temporadas.
“Já me sinto em casa. O Brasil tem esta cultura vibrante, uma gastronomia maravilhosa e o essencial: o brasileiro. Um povo extremamente acolhedor. Estou aproveitando agora para conhecer um pouco melhor o Brasil, agora que estou aqui”, comenta.
Além da novela, Ângelo também está envolvido em outro projeto com conexão brasileira: a continuação de “Mar Branco”, primeira série portuguesa da Netflix, que vai contar com Paolla Oliveira e Caio Blat no elenco. No entanto, eles não contracenaram juntos, já que serão de temporadas diferentes.
“É a maior série de sucesso da Netflix em Portugal, teve uma repercussão nacional e internacional bastante expressiva, e é um privilégio ter atores como o Caio e a Paolla a abrilhantar o nosso elenco. Mas eu só entro na terceira temporada, portanto ainda vão ter que esperar um pouco“, comenta.
Confira o bate-papo completo abaixo:
HG: Essa é sua estreia numa telenovela brasileira. E você já faz isso no principal horário da maior emissora do país, e num remake de uma das tramas mais conhecidas da nossa dramaturgia. Como é a sensação?
AR: É uma mistura de emoções! Primeiro, porque tenho a honra de fazer parte de uma novela tão icônica, que marcou gerações no Brasil, e depois sinto a responsabilidade de estar no horário nobre da Globo, sabendo que milhões de pessoas vão acompanhar essa história. Mas, acima de tudo, é uma grande alegria e um orgulho, porque sei que o Brasil tem uma tradição fortíssima em teledramaturgia, e poder viver essa experiência ao lado de atores e atrizes tão renomados, com uma equipe tão talentosa… é um presente, uma dádiva.
HG: Como foram os testes ou o convite para integrar o elenco? E sua reação na hora?
AR: Foi um processo desafiador, porque recebi o convite há um mês e não sabia se ia dar certo. Mantive algumas conversas com o meu empresário para ver se o projeto iria para a frente, mas tive sempre um pouco de pé atrás e tenho uma explicação. Ao longo de 12 anos de Rio de Janeiro, eu fiz intercâmbio na UniRio em Artes Cênicas, em 2014. Todos os anos fui fazendo temporadas no Rio de Janeiro na expectativa de integrar profissionalmente o mercado nacional. Deu certo, mas isso fez com que eu ficasse de pé atrás. Então, quando eu recebi a confirmação, que foi há cerca de duas semanas, custou a cair a ficha, mas foi um momento de euforia total. Liguei para as pessoas mais próximas para contar a novidade. Não contei a todo mundo, porque, para não dar azar. E vir para o Brasil com um projeto desta dimensão é algo que qualquer ator sonha em qualquer momento da carreira. Felizmente isso aconteceu comigo, aqui e agora.
HG: Quando você foi chamado, já sabia que teria cenas mais íntimas e descamisado?
AR: Sim, desde o início da produção, a produção foi muito transparente sobre as exigências do papel. A novela tem um apelo visual forte e o meu personagem tem essa carga de sensualidade. Mas, pra mim, o mais importante não foi o apelo visual, mas foi garantir que tudo fosse feito com bom gosto e dentro do contexto da trama. Além disso, eu já entrei no projeto sabendo que precisaria estar fisicamente preparado para essas cenas.
HG: Como foi gravar essas sequências?
AR: Foi um processo muito profissional. Direção e equipe sempre garantiram um ambiente respeitoso e confortável para todos os atores. Ensaiei com Débora Bloch no dia anterior, ela foi uma ótima parceira de cena, foi muito generosa, e quando é assim, é muito mais prazeroso de trabalhar. Acho que o essencial nessas cenas é a confiança no elenco e na equipe técnica, e foi isso que aconteceu. E é importante lembrar que por trás de cada cena, como esta que tem alguma carga de intimidade, intensa, há toda uma estrutura montada para que o resultado final fique bonito e natural na tela.
HG: O teaser de Odete Roitman, o mais aguardado da novela, foi ao ar na semana passada, e você acabou sendo um dos destaques. Todo mundo queria saber quem era o bonitão que interpretava o namorado da vilã. Como foi a repercussão e a reação do público?
AR: A repercussão do público foi fantástica. No dia seguinte já comecei a receber mensagens, algumas marcações nas redes sociais, menções em algumas matérias e de fato devo confessar que o público brasileiro é muito caloroso e participativo. Isso é gratificante para quem trabalha com arte e acho que esse mistério em torno da personagem da Odete e do meu papel, o Martim, ajudou a criar essa expectativa. Agora estou curioso para ver como é que o público vai reagir ao desenrolar da história.
HG: E como ficou o assédio nas redes ou até mesmo já nas ruas com a veiculação das imagens?
AR: Já não é a primeira vez que eu passo por uma experiência do gênero. Há dois anos, quando fiz a série “Olhar Indiscreto” para a Netflix Brasil, já tive uma recepção parecida. Então recebo muitas mensagens carinhosas. Na rua já começam a me reconhecer um pouco mais, e o público brasileiro tem essa energia contagiante. Eu fico grato e estou aproveitando esta fase de carinho como o Cristo Redentor: de braços abertos.
HG: Essa atenção dada ao seu físico te incomoda de alguma forma?
AR: Não me incomoda porque faz parte da construção do personagem. Claro que o trabalho do ator vai muito mais além da aparência, e espero que o público também se conecte com a profundidade da história e do papel também. Mas eu entendo que a televisão tem esse impacto visual, então encaro isso com naturalidade.
HG: Você também estreia já contracenando bastante, obviamente, com uma de nossas grandes atrizes, a Débora Bloch. Como tem sido a dinâmica e a parceria entre vocês?
AR: Trabalhar com a Débora Bloch foi uma honra, me sinto muito privilegiado por poder contracenar com uma atriz deste calibre. Ela tem uma trajetória incrível e, no trabalho, é de uma generosidade desmedida. Desde o início, ela foi muito receptiva, ajudou a entender o ritmo das gravações, ajudou a me sentir enturmado e a troca com ela tem sido muito enriquecedora. Eu espero que isso transpareça na tela.
HG: Você gravou com outros astros brasileiros como Paolla Oliveira e Caio Blat, para “Mar Branco”, a primeira série portuguesa da Netflix, que estreia ainda este ano. Como foi trabalhar com eles? O que você guarda das gravações?
AR: Eu não contracenei nem com a Paolla Oliveira nem com o Caio Blat em “Mar Branco”. Eu sou um dos protagonistas, mas a gente gravou a segunda e a terceira temporada junto, e eu só entro na terceira temporada. É a maior série de sucesso da Netflix em Portugal, teve uma repercussão nacional e internacional bastante expressiva, e é um privilégio ter atores como o Caio e a Paolla a abrilhantar o nosso elenco. Mas eu só entro na terceira temporada, portanto ainda vão ter que esperar um pouco.
HG: Você já tem uma carreira de sucesso de mais de 20 anos em Portugal. Aqui no Brasil, já foi visto em três séries da TV paga. Como você entende esse processo de chegada em outro mercado após décadas de trabalho?
AR: Vejo como um recomeço, como uma nova etapa, porque o Brasil tem um mercado audiovisual gigante e eu poder me inserir nesse cenário, depois de vários anos de carreira em Portugal, é desafiador, é um novo estímulo. Cada trabalho traz novos aprendizados, e eu estou com a mente aberta para viver essa fase da melhor forma possível.
HG: Faz parte dos planos concentrar a carreira por aqui?
AR: Por enquanto o meu foco é esse projeto, o remake de “Vale Tudo”, mas estou totalmente aberto a novas oportunidades no Brasil. O país tem uma produção audiovisual muito rica e se houver espaço para continuar a contar boas histórias por aqui, será um prazer e uma honra, porque eu sou um apaixonado inveterado pelo Brasil.
HG: Desde quando você está aqui no Brasil para as gravações? Como está sendo morar aqui? Do que mais está gostando do nosso país?
AR: Eu cheguei há pouco mais de uma semana e tem sido uma experiência muito intensa entre gravações no Projac e decorar texto. Todo esse processo está sendo intenso e tenho tido pouco tempo para aproveitar a cidade. Mas como já conheço [o país] de outros anos, me sinto em casa. O Brasil tem esta cultura vibrante, uma gastronomia maravilhosa e o essencial: o brasileiro. O povo que é extremamente acolhedor. Eu estou aproveitando para conhecer um pouco melhor o Brasil, agora que estou aqui.
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