Ex-aliada revela o que Trump disse ao ser questionado sobre lista de Epstein, e motivo do presidente ter rejeitado encontro com vítimas

Marjorie Taylor Greene detalhou a última “ligação séria” com Trump após expressar seu apoio às vítimas de Epstein

Marjorie Taylor Greene revelou o que Donald Trump disse sobre a divulgação da lista de supostos aliados de Jeffrey Epstein no caso de tráfico sexual. A deputada estadual da Geórgia detalhou a ligação tensa e abordou o rompimento com o presidente.

A deputada estadual da Geórgia, Marjorie Taylor Greene, deu detalhes de um desentendimento com Donald Trump, em entrevista ao The New York Times nesta segunda-feira (29). A antiga aliada do presidente dos Estados Unidos relatou que colocou um fim na parceria com o republicado após expressar seu apoio às vítimas de Jeffrey Epstein.

“Epstein era tudo. Os arquivos de Epstein representam tudo o que há de errado em Washington. Elites ricas e poderosas fazendo coisas horríveis e saindo impunes. E as mulheres são as vítimas”, afirmou ela, ao abordar o caso.

Na sequência, Marjorie opinou sobre a relação de Trump com o financista, acusado de tráfico sexual internacional de menores. “Para mim, a história era que eu tinha visto fotos do Epstein com todas essas pessoas. E o Trump é apenas um entre vários. Além disso, eu tinha visto que o Bill Clinton aparece nos registros de voo do avião dele cerca de 20 vezes”, relatou.

“Então, para pessoas como eu, não era suspeito. E então ouvimos as histórias gerais de como o Epstein costumava ser membro do Mar-a-Lago, mas o Trump o expulsou. Por que eu pensaria que ele fez algo errado, certo?”, indagou ela.

Trump e Epstein em uma festa na casa do empresário e futuro presidente dos EUA, em 1992. (Foto: Reprodução/Netflix)

Em setembro, Greene conversou diretamente com as vítimas de Epstein, durante uma audiência fechada do Comitê de Supervisão da Câmara, o que a motivou a lutar por justiça em nome deles. Após deixar a audiência, ela reuniu jornalistas e ameaçou publicamente que, se necessário, trabalharia com as vítimas para revelar os nomes dos associados de Epstein que cometeram abuso sexual contra mulheres e meninas.

De acordo com da deputada estadual, essa ameaça resultou em um telefonema hostil de Trump, marcando a última conversa séria que eles tiveram. Como relatado pela reportagem, o presidente ligou para o escritório dela no Capitólio para expressar sua frustração com a defesa pública feita por ela. Além disso, “todos no escritório puderam ouvi-lo gritando com ela enquanto ela escutava no viva-voz”.

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Marjorie, então, teria questionado o motivo da atitude de Trump, principalmente a resistência dele em revelar os nomes dos possíveis cúmplices de Epstein. Foi quando a deputada entregou o que o republicano lhe disse: “Meus amigos vão se machucar”.

Quando ela sugeriu que o presidente convidasse sobreviventes de Epstein ao Salão Oval para mostrar que suas histórias estavam sendo ouvidas, o republicano teria afirmado que “elas não haviam feito nada para merecer tal honra”.

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Greene renunciará formalmente ao Congresso em 5 de janeiro. Anteriormente, em entrevista à Lesley Stahl, da CBS News, a deputada já havia explicado a decisão de divulgar os arquivos do caso Epstein.

Ela, inclusive, assinou uma petição da Câmara dos Representantes dos EUA para que o governo fizesse a liberação. “Conversamos sobre os arquivos de Epstein, e ele ficou extremamente irritado comigo por eu ter assinado a petição para liberar os arquivos”, recordou.

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