A ex-apresentadora de talk show Wendy Williams, de 61 anos, teve mais uma vez os diagnósticos de demência frontotemporal e afasia confirmados. A informação foi divulgada nesta terça-feira (12) pela revista People. De acordo com a publicação, ela passou por uma série de exames cognitivos nesta semana. O resultado repetiu o que havia sido revelado pela primeira vez em 2023.
A revista apontou que a equipe médica realizou “um número significativo de testes médicos e neuropsicológicos, além de exames, incluindo imagens cerebrais” para chegar à conclusão. Apesar disso, os laudos não foram divulgados. A notícia veio cinco meses depois que Wendy foi levada ao hospital pelo Departamento de Polícia de Nova York.
A situação aconteceu após ela jogar um bilhete escrito à mão pela janela pedindo ajuda. “Socorro! Wendy!!”, dizia a mensagem, que chamou a atenção de um fotógrafo do lado de fora. A polícia foi acionada para uma verificação e, ao chegar ao local, encontrou Wendy calma, mas gesticulando na janela enquanto falava ao telefone. Ela saiu do prédio escoltada por policiais e entrou na ambulância por conta própria.
Isso aconteceu em meio à luta de Wendy para encerrar sua tutela, determinada pela Justiça em 2022. A ex-apresentadora alega que está sendo mantida contra sua vontade e já comparou sua condição a estar em uma “prisão”.

O caso é acompanhado por Sabrina E. Morrissey, tutora nomeada pela Justiça. No início do mês, ela solicitou a suspensão do processo contra o canal A&E sobre o documentário “Onde Está Wendy Williams?”. A produção expôs detalhes de sua vida atual e mostrou sua batalha para retomar o controle da vida pessoal e financeira.
Desde o lançamento, no ano passado, ela vem contestando seu diagnóstico e tentando provar que pode voltar à ativa. Os documentos judiciais indicaram que “especialistas médicos formaram uma opinião sobre a condição neurológica atual e o diagnóstico de Wendy, incluindo se ela tem capacidade de tomar decisões ”.
A demência frontotemporal é um tipo de degeneração cerebral que afeta áreas ligadas ao comportamento e à linguagem. Já a afasia compromete a capacidade de comunicação verbal e escrita. O diagnóstico clínico é feito com base em conversas, testes de compreensão, repetição e nomeação de objetos. A gravidade depende da extensão da lesão e da causa.
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