Família de brasileira detida por perseguir Jungkook, astro do BTS, revela diagnóstico de saúde da mulher

Os familiares afirmaram que a jovem está sem a medicação e tentam trazê-la de volta ao Brasil

Familiares de uma brasileira de 30 anos presa na Coreia do Sul se pronunciaram após ela ser detida por suspeita de perseguir JungKook, do BTS. Em entrevista ao g1, eles falaram sobre o estado de saúde da mulher e as providências para trazê-la de volta ao Brasil.

Os familiares da brasileira de 30 anos presa suspeita de perseguir o cantor JungKook, integrante do grupo de K-Pop BTS, afirmaram que ela tem transtorno mental. Em entrevista ao g1 divulgada nesta segunda-feira (12), eles disseram que querem trazer a mulher para o Brasil o quanto antes.

Segundo o The Korea Times, a polícia de Yongsan relatou que a prisão em flagrante aconteceu após a mulher causar perturbação em frente à casa do astro — jogando correspondências, pendurando fotografias nas grades e escrevendo mensagens nas proximidades. A situação aconteceu no dia 4 de janeiro por volta das 14h50. Ela já foi liberada.

A brasileira já tinha visitado a casa do artista duas vezes em dezembro. Naquela época, a mulher também foi presa no local. Na ocasião, a família de JungKook solicitou uma ordem de restrição. Os policiais investigam o caso mais a fundo para apurar os detalhes.

Uma parente afirmou que a brasileira é da Paraíba, mas morava em São Paulo há pelo menos dois anos. Ela não avisou a família que viajaria para Seul, em novembro. A familiar contou que eles estão tentando trazê-la de volta ao Brasil por considerarem que a situação é de urgência, já que a mulher estaria em surto por acreditar que JungKook é “o grande amor da sua vida”.

“Ela saiu da Paraíba e foi para São Paulo trabalhar há algum tempo. Tentei ajudá-la a continuar o tratamento psicológico que fazia na cidade dela, mas ela não aceitou. Descobrimos que ela estava na Coreia do Sul pelas redes sociais, o que foi um grande susto. Ela conseguiu guardar um dinheiro depois de pedir ajuda à mãe e foi sozinha. Estamos extremamente preocupados, porque a situação está piorando”, relatou.

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A parente ainda falou que as comemorações de fim de ano não foram as mesmas devido a preocupação constante. “A gente não teve Natal, Ano Novo, nada. Ficamos o tempo todo pensando nela, sozinha e sem a medicação necessária. Quando soubemos da averiguação da polícia por causa do cantor, que ela diz ser o grande amor, ficamos realmente muito preocupados. Foram três vezes que ela foi detida”, disse.

De acordo com a familiar, os médicos apontam que a brasileira tem transtorno mental e necessita de medicação controlada: “Se o governo deportar ela para cá, será bem melhor, porque poderemos levá-la para a casa da mãe. Do jeito que está, pode acontecer algo pior”, afirmou.

Brasileira já havia ido a casa de JungKook outras vezes. (Foto: Divulgação/ Big Hit Music)

Outro parente, que também prefere não se identificar, declarou que a mulher teve um surto semelhante em 2021. “Foi algo fora do normal. Ela foi levada ao psiquiatra e o médico diagnosticou transtorno. Ela conversa com a mãe todos os dias, que pede para ela voltar, mas ela diz que não vem”, contou.

O Ministério das Relações Exteriores, por meio da Embaixada do Brasil em Seul, informou que tem conhecimento do caso, mantém contato com a família e presta a assistência consular cabível.

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Veja a declaração completa:

“O Ministério das Relações Exteriores, por meio da Embaixada do Brasil em Seul, tem conhecimento do caso, mantém contato com a família e presta a assistência consular cabível.

A atuação consular do Brasil pauta-se pela legislação internacional e nacional. Para conhecer as atribuições das repartições consulares do Brasil, recomenda-se consulta à seguinte seção do Portal Consular do Itamaraty: https://www.gov.br/mre/pt-br/assuntos/portal-consular/assistencia-consular

Em atendimento ao direito à privacidade e em observância ao disposto na Lei de Acesso à Informação e no decreto 7.724/2012, o Ministério das Relações Exteriores não divulga informações pessoais de cidadãos que requisitam serviços consulares e tampouco fornece detalhes sobre a assistência prestada a brasileiros”.

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