A atriz Daveigh Chase, conhecida por interpretar Samara em “O Chamado”, morreu em junho, aos 35 anos. Segundo informações do TMZ nesta segunda-feira (13), a artista não chegou a acessar sua fortuna, deixando um patrimônio estimado em mais de US$ 400 mil (aproximadamente R$ 2,05 milhões) em bens.
De acordo com relatos, Daveigh — que estaria vivendo “em um estado de dependência química tão grave” — não conseguiu resgatar valores provenientes de direitos residuais acumulados em uma conta. Esses direitos correspondem a pagamentos feitos periodicamente a profissionais de cinema e televisão sempre que suas obras são reutilizadas comercialmente.
No caso da atriz, os valores estariam ligados, principalmente, à sua participação em “Lilo & Stitch”, em que deu voz à personagem Lilo. O contrato previa o recebimento de uma porcentagem sobre vendas de produtos, exibições, atrações em parques temáticos e outros usos de sua voz.
Nos anos que antecederam sua morte, segundo o empresário John Ryan, Daveigh estaria “muito perdida” e supostamente enfrentava dependência de heroína e fentanil, o que teria dificultado o acesso ao dinheiro. Ryan afirmou ainda que tentou contato com a atriz ao longo dos anos, enquanto continuava recebendo notificações do sindicato SAG-AFTRA informando que havia “milhões” em cheques a serem retirados.

Após sua morte, documentos judiciais obtidos pelo TMZ apontam que a mãe da atriz, Cathy Chase, solicitou à Justiça que fosse nomeada administradora do patrimônio. Ela declarou que Daveigh não tinha filhos nem era casada, e que havia uma “quantia significativa” a ser resgatada.
Cathy também afirmou que a filha deixou cerca de US$ 400 mil em bens pessoais. Segundo ela, o pai da atriz, John Schwailler, vive entre Las Vegas e as Filipinas, mas seu endereço no exterior é desconhecido.
Causa da morte
A causa da morte de Daveigh Chase foi divulgada oficialmente no fim de junho, cerca de duas semanas após o falecimento. A atriz morreu em decorrência da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS), conforme informou o Instituto Médico Legal do Condado de Los Angeles.
O laudo aponta a doença como causa principal, enquanto o “uso crônico de múltiplas substâncias” foi listado como fator contribuinte. A morte foi classificada como natural. A informação foi divulgada inicialmente pela revista Us Weekly.
