Gabriel Ganley: Polícia descarta hipótese em caso do fisiculturista

Investigação sobre a morte do fisiculturista de 22 anos segue em andamento e aguarda laudos do IML e exame toxicológico

A Polícia Civil de São Paulo descartou sinais de violência na morte do fisiculturista Gabriel Ganley, encontrado sem vida em seu apartamento na zona leste da capital. A investigação ainda apura a causa da morte, enquanto laudos do IML e exames toxicológicos são aguardados pelas autoridades.

A Polícia Civil de São Paulo descartou a hipótese de morte violenta no caso do fisiculturista Gabriel Ganley, de 22 anos. O corpo do jovem foi encontrado na manhã de sábado (23), em seu apartamento localizado na Rua da Mooca, na zona leste da capital paulista.

Segundo informações da Folha de S. Paulo, a investigação ainda está em fase preliminar. Ao encontrarem Ganley sem vida, os agentes apontaram não haver sinais de violência no corpo ou no local. O laudo definitivo do IML (Instituto Médico Legal) deve sair em até dois dias, enquanto o exame toxicológico pode demorar até 40 dias.

A causa da morte ainda não foi oficialmente confirmada. A declaração de óbito afirma que Gabriel foi vítima de morte súbita provocada por cardiomiopatia hipertrófica. A condição afeta o músculo do coração (miocárdio), que se torna anormalmente espesso, dificultando o bombeamento de sangue e o relaxamento do órgão.

Gabriel Ganley foi encontrado morto por um amigo. (Foto: Reprodução/ Instagram)

O documento, porém, diferentemente do laudo produzido pelo IML, tem como um dos objetivos registrar a morte e iniciar os trâmites do sepultamento, e não especificamente investigar as causas. Há a suspeita de que a morte esteja relacionada ao uso de anabolizantes, encontrados no apartamento, mas a polícia considera que ainda é cedo para confirmar essa teoria.

O corpo de Gabriel foi encontrado por um amigo no imóvel onde ele morava, após dias sem contato com familiares e conhecidos. De acordo com o boletim de ocorrência, o amigo decidiu ir até o local depois de ser procurado por parentes, preocupados com o desaparecimento do fisiculturista desde a noite de quinta-feira (21).

Ao chegar ao edifício, o amigo de Gabriel foi informado por funcionários de que o jovem estaria em casa. Apesar de as luzes estarem acesas, não houve resposta às tentativas de contato. Com a ajuda da equipe do local, ele arrombou a porta do apartamento e, em seguida, encontrou o fisiculturista já sem vida, caído no chão da cozinha.

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Gabriel estava de bruços, com o rosto avermelhado e presença de sangue, mas sem sinais de violência. A Polícia Militar foi acionada na sequência, e o caso registrado no 42º Distrito Policial (Parque São Lucas) como morte suspeita, inicialmente tratada como morte súbita sem causa aparente.

A mãe de Gabriel, a empresária Clarisse Ganley Christophe, que mora no Rio de Janeiro, também prestou depoimento. Ela afirmou que havia falado com o filho pela última vez na mesma noite de quinta-feira e que ele estava bem, sem relatar problemas de saúde ou sintomas. Segundo ela, o jovem não tinha histórico de doenças cardíacas. A mãe viajou a São Paulo após ser informada da morte.

Gabriel foi cremado nesta segunda-feira (25), em uma cerimônia reservada apenas a parentes próximos.

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