Gwyneth Paltrow revelou que quase recusou o papel que a consagraria em Hollywood e lhe renderia um Oscar, com o filme “Shakespeare Apaixonado” (1998), devido à devastadora separação de Brad Pitt. A atriz, que tinha apenas 26 anos na época, contou que a “terrível decepção amorosa” quase a impediu de interpretar Viola de Lesseps, papel que se tornaria um marco em sua carreira e consolidaria seu status como uma das maiores estrelas da indústria cinematográfica.
O romance entre Gwyneth e Brad, iniciado após atuarem como casal em Seven (1994), chegou a render um noivado, mas terminou em 1997, deixando a atriz emocionalmente abalada. No ano seguinte, ela recebeu a proposta de viver a amante fictícia de William Shakespeare ao lado de Joseph Fiennes, mas inicialmente recusou. “Recusei o papel porque estava sofrendo por um desgosto amoroso terrível e não me sentia capaz de fazer muita coisa”, revelou à OK! Magazine.
A sorte, no entanto, mudou quando amigos a aconselharam a reconsiderar. Após reler o roteiro, Gwyneth percebeu que estava prestes a cometer um erro. “Voltei, li de novo e pensei: ‘Será que estou louca? Preciso fazer esse filme'”, contou. A decisão de aceitar o papel não apenas garantiu aclamação da crítica, mas também levou a atriz a conquistar o Oscar de Melhor Atriz no ano seguinte.
Apesar da vitória histórica, Gwyneth admitiu que lidar com a premiação não foi fácil. “Foi muito estranho. Me senti perdida. Eu realmente não sabia o que aquilo significava. Não sabia o que deveria fazer depois disso”, admitiu, refletindo sobre o impacto profundo do filme em sua vida. Para ela, “Shakespeare Apaixonado” representou um divisor de águas, transformando sua trajetória e colocando-a em outro nível de estrelato.
A atriz também falou sobre sua juventude e o romance com Brad Pitt, destacando que não estava pronta para se comprometer. “Eu definitivamente me apaixonei por ele. Ele era tão lindo e doce. Meu pai ficou arrasado [quando terminamos]. Eu era muito imatura, tinha 22 anos”, revelou. Apesar da separação, os dois permaneceram amigos, mantendo carinho e respeito mútuo, como demonstraram em entrevistas e eventos públicos nos anos seguintes.

Gwyneth comentou, ainda, sobre o vínculo especial que Brad teve com seu pai, o diretor Bruce Paltrow, que faleceu em 2002. “Nunca vou me esquecer de quando estávamos noivos e ele veio até mim com os olhos cheios de lágrimas, dizendo: ‘Nunca tinha entendido o que significa ganhar um filho’”, lembrou.
Hoje, ela celebra o relacionamento com Brad Falchuk, seu marido, enquanto mantém uma amizade sólida e carinhosa com Brad Pitt, mostrando que o tempo pode transformar relações e curar antigas mágoas.

No Oscar de 1999, quando Gwyneth Paltrow conquistou a estatueta por “Shakespeare Apaixonado”, o cinema brasileiro também teve seu momento de destaque: Fernanda Montenegro se tornou a primeira brasileira indicada ao prêmio de Melhor Atriz por “Central do Brasil“. Vale lembrar que, em 2025, sua filha Fernanda Torres também foi indicada ao Oscar de Melhor Atriz por “Ainda Estou Aqui“, reafirmando a presença do Brasil na premiação mais importante do cinema mundial.
Siga a Hugo Gloss no Google News e acompanhe nossos destaques