Hytalo Santos: Advogado revela por que decidiu deixar caso do influenciador

Além das denúncias de suposta exploração infantil, o influenciador enfrenta uma série de processos trabalhistas

O influenciador Hytalo Santos, investigado por suposta exploração de menores e alvo de ações trabalhistas, teve a defesa abandonada por Rinaldo Mouzalas por “incompatibilidade de interesses”. Novo escritório assumiu o caso e nega as acusações. A Polícia cumpriu mandado de busca e apreensão em imóvel do influencer na Paraíba.

O influenciador Hytalo Santos, que responde a processos trabalhistas e é investigado por suposta exploração de menores, sofreu uma reviravolta em sua defesa nesta quarta-feira (13). O advogado Rinaldo Mouzalas, até então responsável pelo caso, anunciou que deixou a representação jurídica do influenciador.

Em nota ao portal Leo Dias, Mouzalas explicou o motivo por trás da decisão: “Foi só uma decisão empresarial mesmo. Analisamos que havia incompatibilidade com os interesses de alguns clientes nossos”.

A saída do advogado foi confirmada oficialmente pela nova assessoria jurídica de Hytalo, que reiterou a inocência do cliente e anunciou que o escritório Cassimiro & Galhardo Advogados assumirá a defesa.

Caso de Hytalo Santos ganhou repercussão após a denúncia de Felca, exposta na internet (Reprodução/Youtube/Facebook)

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Nova defesa

A mudança na defesa ocorreu no mesmo dia em que a Polícia Militar da Paraíba cumpriu um mandado de busca e apreensão em uma das residências do influenciador. A operação foi autorizada pela 1ª Vara da Infância e Juventude de João Pessoa, a pedido do Ministério Público da Paraíba.

A medida visava apreender celulares, computadores, câmeras, HDs e pendrives para análise pericial. No entanto, de acordo com o g1, o condomínio informou que Hytalo já havia retirado os equipamentos eletrônicos do local antes da chegada das autoridades.

Hytalo é acusado de exposição e exploração de crianças e adolescentes. Ele também enfrenta processos trabalhistas movidos por duas ex-assistentes e cerca de 13 seguranças.

A Justiça determinou a suspensão de todos os perfis do influenciador nas redes sociais e ordenou que ele apague qualquer conteúdo envolvendo menores de idade. Hytalo também está proibido de manter contato com crianças ou adolescentes citados no processo.

O juiz responsável pelo caso afirmou ao Jornal Nacional que a saída de Hytalo do condomínio pode ser interpretada como tentativa de dificultar a investigação: “Estou aguardando o pronunciamento do Ministério Público e, se isso for realmente entendido como obstáculo ao trabalho da Justiça, pode até resultar em uma prisão preventiva”.

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Hytalo Santos se pronuncia

Nesta quinta-feira (14), Hytalo quebrou o silêncio e, em nota enviada à CNN, reafirmou sua inocência, reforçando que “sempre agiu dentro da lei”. Leia a íntegra:

“Repudio categoricamente qualquer acusação de exploração de menores. Minha trajetória pessoal e profissional sempre foi guiada pelo compromisso inabalável com a proteção de crianças e adolescentes.

Esclareço que jamais me ocultei ou obstruí investigações. Estou em viagem a São Paulo há mais de um mês e permaneço, desde o início, à disposição das autoridades para todo e qualquer esclarecimento, confiando que a verdade prevalecerá sobre qualquer tentativa de distorção.

Reafirmo minha integridade e indignação diante de falsas acusações. Não aceitarei que minha imagem e meu trabalho sejam manchados por narrativas infundadas, e seguirei defendendo, com firmeza, a verdade e os valores que sempre nortearam minha vida.

Todos os esclarecimentos necessários à Justiça serão prestados nos autos do processo”.

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Relembre o caso

As denúncias contra Hytalo ganharam repercussão nacional após a publicação de um vídeo do influenciador Felca, no dia 6 de agosto. No material, Felipe Bressanim expõe supostos casos de exploração infantil nas redes sociais, citando o paraibano, e menciona festas e conteúdos impróprios envolvendo a influenciadora Kamylinha e outros criadores de conteúdo “teen”. O vídeo já ultrapassa 38 milhões de visualizações.

A partir da repercussão, o MP da Paraíba solicitou medidas judiciais. Segundo a CNN, as investigações seguem em duas frentes: uma cível, conduzida pelo Ministério Público, e outra criminal, sob responsabilidade da Polícia Civil, ambas apurando possíveis violações ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

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