Julio Iglesias quebrou o silêncio sobre as recentes acusações de tráfico de pessoas e agressão sexual. Em comunicado nas redes sociais, nesta sexta-feira (16), o cantor negou ter faltado com respeito a alguma mulher e declarou que as alegações “falsas” lhe causaram “grande tristeza”.
O espanhol garantiu que também contará toda a sua verdade. “É com profundo pesar que respondo às acusações feitas por duas pessoas que trabalharam anteriormente em minha casa. Nego ter abusado, coagido ou desrespeitado qualquer mulher. Essas acusações são completamente falsas e me causam grande tristeza. Nunca senti tanta maldade, mas eu ainda tenho forças para contar toda a verdade e defender a minha dignidade diante de tamanha injustiça“, afirmou.
Por fim, Iglesias agradeceu o apoio, especialmente dos fãs. “Não posso esquecer as muitas pessoas queridas que me enviaram mensagens de carinho e lealdade; encontrei grande conforto nelas“, completou.
Veja:

Na terça-feira (13), o portal elDiario.es, em parceria com a Univision Noticias, tornou pública uma queixa ao Ministério Público espanhol contra o cantor por tráfico de pessoas e agressão sexual.
Nos comentários, Miranda Rijnsburger, esposa de Iglesias, demonstrou apoio ao escrever: “Ao seu lado, sempre“.

Acusações de ex-funcionárias
De acordo com o processo, a denúncia refere-se a eventos entre janeiro e outubro de 2021, e pode configurar como “tráfico de pessoas para fins de trabalho forçado e servidão” e “diversos crimes contra a liberdade e integridade sexual”, além de lesão corporal e violação de direitos dos funcionários “pela imposição de condições de trabalho abusivas”.
A queixa aponta Iglesias como o principal autor, mas também inclui como cúmplices, outras duas mulheres que administravam as casas do cantor, de 82 anos, na República Dominicana e nas Bahamas. As denunciantes, uma prestadora de serviços domésticos e uma fisioterapeuta particular, descreveram um ambiente marcado por controle excessivo, humilhações e intimidações.

Segundo elas, o vínculo profissional era repleto de insultos, ameaças, jornadas exaustivas e restrições que ultrapassavam até suas vidas pessoais. “Sentia-me obrigada a fazer coisas sem ter a opção de dizer não. Aquilo era um pesadelo. Um lugar horrível“, relatou a ex-funcionária.
Conforme a ex-funcionária, recusas a determinadas exigências resultavam em vários insultos e humilhações. O cantor, segundo ela, ainda afirmava que ela deveria se considerar “sortuda” por trabalhar com ele. A fisioterapeuta, por sua vez, descreveu Julio como “extremamente controlador”, e afirmou que ele usava o medo como uma forma de ataque.
Conforme o documento, ambas afirmaram que a postura de Julio se estendia a pedidos de cunho sexual. A ex-funcionária disse que os abusos ocorriam quando a esposa dele, Miranda Rijnsburger, não estava presente. A fisioterapeuta também descreveu episódios de toques não consentidos e abordagens de teor sexual, além de conversas consideradas invasivas e constrangedoras. A investigação aponta que as funcionárias eram submetidas a exames ginecológicos, testes de gravidez e HIV.
O elDiario.es também noticiou que uma mulher identificada como gerente de uma das casas de Iglesias disse que as alegações eram “absurdas”. Ela declarou ao jornal que sentia apenas “gratidão, admiração e respeito pelo grande artista e ser humano que ele é”, acrescentando que ele era “humilde, generoso, um grande cavalheiro e muito respeitoso com todas as mulheres”.
Inquérito policial
Nesta semana, a Audiência Nacional da Espanha confirmou a abertura de um inquérito policial. A Procuradoria-Geral da Espanha informou que está investigando uma denúncia formal contra o Iglesias. “Em vista das notícias publicadas sobre Julio Iglesias e considerando o interesse demonstrado pela mídia, informo que uma denúncia foi apresentada à Procuradoria-Geral da Audiência Nacional em 5 de janeiro de 2026“, declarou.
“Foram iniciados procedimentos preliminares de investigação criminal, que, como sabem, são confidenciais. Dada a natureza das alegações e reiterando o caráter confidencial (secreto) da investigação do Ministério Público, e no interesse da proteção das supostas vítimas, não é apropriado fornecer mais informações“, completou.
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