O julgamento de Sean “Diddy” Combs quase acabou nesta terça-feira (1º), após o júri de Manhattan, em Nova York, entregar um veredito parcial. Depois de sete semanas de audiências e mais de 13 horas de deliberação, o painel informou ao juiz Arun Subramanian que chegou a um consenso sobre quatro das cinco acusações contra o magnata da música, incluindo tráfico sexual e transporte para prostituição, mas permanece dividido em relação à principal acusação: conspiração para formação de organização criminosa.
Os jurados admitiram ter “opiniões incontestáveis de ambos os lados” sobre a acusação de extorsão, levando o juiz a solicitar que as deliberações continuem, enfatizando que “nenhum jurado deve renunciar às suas crenças conscientes com o propósito de chegar a um veredito unânime”. A defesa e a acusação concordaram em prosseguir, e o júri retornará ao tribunal nesta quarta-feira (2) para tentar encerrar o impasse.
Combs, de 55 anos, se declarou inocente de todas as cinco acusações federais. Se condenado por extorsão ou tráfico sexual, poderá pegar prisão perpétua. Durante o julgamento, a promotoria descreveu uma série de crimes graves ao longo de duas décadas, alegando que Combs usava poder, violência e medo para obrigar parceiras a participarem de sessões sexuais prolongadas, enquanto ele observava e gravava.
A promotora-assistente Christy Slavik também reforçou ao júri que “a acusação apresentou provas de suas supostas conspirações criminosas”, destacando relatos de sequestro e atentados a bomba que teriam sido organizados por Combs com o apoio de seu círculo de funcionários leais.
A defesa de Combs, comandada por Marc Agnifilo, contestou duramente as acusações, alegando que o julgamento se baseava em “exageros” e na distorção de um estilo de vida alternativo, caracterizado pelo uso recreativo de drogas, sexo consensual e festas privadas. “Ele não cometeu os crimes pelos quais é acusado. Ele não praticou conspiração para extorsão nem tráfico sexual”, declarou Agnifilo, classificando o caso como um “julgamento falso”.

Recentemente, Agnifilo tentou desmontar as acusações, descrevendo o relacionamento de Diddy com Cassie Ventura como “uma grande história de amor moderna” e dizendo que, apesar de “complicado”, era “baseado no amor”. “Eles se amavam em voz alta”, afirmou Agnifilo aos jurados. Ele disse que “ela sempre teve liberdade para ir embora. Ela escolheu ficar porque estava apaixonada por ele, e ele estava apaixonado por ela”.
Prisão
O produtor musical foi preso em 16 de setembro, acusado de tráfico sexual, extorsão, sequestro, trabalho forçado, suborno e outros crimes, e teve sua fiança negada pela Justiça de Nova York. Na decisão, o juiz Andrew Carter considerou “insuficiente” a proposta de Combs, devido ao histórico de violência, abuso de substâncias e à possibilidade de manipulação de testemunhas. Desde então, o rapper tem se declarado declarou inocente. Saiba mais detalhes, clicando aqui.
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