Justiça da Itália toma decisão sobre investigação contra Chiara Ferragni por suposta fraude milionária

A influenciadora, que é maiores do ramo da moda, estava no alvo da investigação

Chiara Ferragni foi absolvida pela Justiça de Milão, na Itália, da acusação de fraude agravada ligada ao caso conhecido como “Pandorogate”. A decisão encerra a investigação que poderia levá-la à prisão.

A influenciadora Chiara Ferragni foi absolvida da acusação de fraude agravada nesta quarta-feira (14). Ela era investigada pelo Ministério Público de Milão, na Itália, e corria o risco de ser presa. O órgão alegava que a empresa da influencer teria desviado mais de 2,2 milhões de euros, cerca de 13,7 milhões de reais, de campanhas beneficentes.

O processo ficou conhecido como “Pandorogate” e teve início a partir da venda de um pandoro (tradicional doce natalino da Itália) de edição especial e de ovos de Páscoa associados à imagem da influenciadora. As campanhas sugeriam que parte da arrecadação seria destinada a um hospital infantil em Turim e a instituições de caridade voltadas a crianças com câncer.

As investigações apontaram, no entanto, que a fabricante Balocco havia feito uma doação única de € 50 mil (R$ 315 mil) antes do lançamento do produto, enquanto as empresas de Ferragni faturaram cerca de € 1 milhão (R$ 6,3 milhões) com a ação.

A repercussão levou as autoridades italianas a multar Ferragni em € 1 milhão em 2023 por práticas comerciais consideradas enganosas. Além disso, a influenciadora concordou em pagar € 1,2 milhão (R$ 7,5 milhões) relacionados ao caso dos ovos de Páscoa e, ao longo do escândalo, desembolsou aproximadamente € 3,4 milhões (R$ 21 milhões) em multas, indenizações e doações. Mesmo assim, os promotores pediram uma pena de até um ano e oito meses de prisão, alegando fraude agravada.

Chiara é a principal influenciadora de moda do país. (Foto: Getty)

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Ao final do julgamento, o tribunal entendeu que não havia agravante, em parte porque um grupo de consumidores retirou a queixa inicial após acordos de indenização. Ferragni havia firmado compromissos com a organização de defesa do consumidor Codacons, incluindo compensações financeiras e doações a uma instituição de apoio a mulheres vítimas de violência. Com isso, o juiz rejeitou a acusação criminal.

Após a decisão, Ferragni falou com a imprensa. “Estamos todos comovidos. Os últimos dois anos foram muito difíceis. Eu tinha fé na Justiça, e a justiça foi feita”, disse a influenciadora.

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