Justiça dos EUA toma decisão sobre processo de plágio movido por poetisa contra Taylor Swift

Autora alegava que mais de dez músicas da cantora reproduziam trechos de seus poema

A cantora Taylor Swift conquistou uma importante vitória na Justiça dos Estados Unidos após a decisão de uma juíza federal de arquivar de forma definitiva um processo contra a artista. A ação, que tramitava há anos, envolvia acusações de suposta violação de direitos autorais em suas músicas.

Taylor Swift conquistou uma vitória na Justiça dos Estados Unidos após conseguir o arquivamento definitivo de um processo por suposta violação de direitos autorais movido pela poetisa Kimberly Marasco, da Flórida. A decisão foi proferida pela juíza federal Aileen Cannon, que entendeu não haver elementos suficientes para sustentar as acusações de plágio contra a artista. As informações são da Billboard e da Rolling Stone.

A ação tramitava desde 2024 e acusava Swift de utilizar trechos dos poemas de Marasco em mais de uma dezena de músicas lançadas nos álbuns “Lover”, “Folklore”, “Evermore”, “Midnights” e “The Tortured Poets Department”. Entre as faixas citadas pela autora estavam “The Man”, “Illicit Affairs” e “My Tears Ricochet”.

Ao analisar o caso, a juíza concluiu que as semelhanças apontadas envolviam apenas temas, metáforas, palavras e expressões amplamente utilizadas na linguagem, elementos que não recebem proteção pela legislação de direitos autorais. “Esses são temas, conceitos e palavras isoladas por excelência: exatamente o tipo de material que a lei de direitos autorais não protege”, escreveu a magistrada na decisão.

Em outro trecho, a juíza reforçou que o conteúdo apresentado por Kimberly não configurava uma expressão protegida pela legislação. “O material supostamente infringido — ideias básicas, temas, metáforas, palavras isoladas e frases curtas — não é expressão protegida e não pode ser infringido”, afirmou.

Continua depois da Publicidade

Além da análise sobre o conteúdo dos poemas, Aileen Cannon também observou que as obras da poetisa tiveram circulação bastante limitada. Segundo a decisão, um dos livros citados vendeu cerca de 3 mil exemplares e não recebeu divulgação significativa, tornando improvável que Taylor Swift ou integrantes de sua equipe tivessem acesso ao material antes da composição das músicas.

Diversos álbuns da cantora foram citados no processo. (Foto: Unsplash)

A magistrada ainda destacou que Kimberly Marasco já havia recebido oportunidades para reformular a petição inicial durante o processo. Mesmo após as alterações, a Justiça concluiu que as alegações continuavam sem fundamento jurídico e decidiu arquivar o caso com prejuízo, impedindo que a autora apresente novamente a mesma ação.

A disputa judicial começou em 2024. Na época, a poetisa processou a Taylor Swift Productions alegando que diversas composições da cantora reproduziam partes de seus poemas. Em 2025, uma primeira ação já havia sido arquivada. Posteriormente, os advogados da artista pediram que o novo processo também fosse encerrado de forma definitiva.

Continua depois da Publicidade

Na ocasião, o advogado Douglas Baldridge classificou a ação como “frívola e vexatória” e afirmou que as acusações eram “absurdas e sem fundamento jurídico”, conforme reproduzido pela Rolling Stone.

Kimberly Marasco chegou a publicar, em 2020, o livro “Swift Reflections: Poetry Inspirations”, no qual reunia análises sobre supostas semelhanças entre seus poemas e letras da cantora. Segundo a decisão judicial, porém, as comparações apresentadas não foram suficientes para comprovar qualquer violação de direitos autorais.

Siga a Hugo Gloss no Google News e acompanhe nossos destaques