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Nesta quarta-feira (2), a coluna de Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, divulgou que a Justiça de São Paulo negou o pedido de tutela de urgência feito por Evandro Fióti para retomar o acesso às contas da empresa Laboratório Fantasma, que é motivo de uma batalha judicial entre ele e Emicida.
Em março deste ano, Emicida entrou com um processo contra o irmão e revogou a procuração que lhe concedia acesso às contas bancárias da Laboratório Fantasma nos bancos Itaú, Bradesco e C6 Bank. A decisão foi tomada após o cantor identificar um suposto desvio de mais de R$ 6 milhões, que teria sido realizado por Fióti entre junho de 2024 e fevereiro de 2025. Fióti, por sua vez, nega as acusações.
De acordo com a colunista, Evandro entrou com uma ação para recuperar seu acesso às contas e solicitou que Emicida fosse impedido de movimentar valores da empresa ou firmar novos contratos em nome da Laboratório Fantasma. No entanto, a Justiça negou o pedido.

Na decisão, o juiz Guilherme de Paula Nascente Nunes, da 2ª Vara Empresarial e Conflitos de Arbitragem, indeferiu os requerimentos de Fióti, afirmando que seria prematuro conceder a solicitação devido às “muitas alegações e imputações” feitas pelos irmãos no processo.
Além disso, o magistrado também rejeitou o pedido de Fióti para que o caso tramitasse em segredo de Justiça. Segundo ele, por se tratar de uma disputa societária, não há necessidade de resguardar a intimidade das partes.
O documento, ao qual a Folha teve acesso, revela que, no final do ano passado, Emicida e Fióti chegaram a um acordo para a separação da sociedade, em um processo que deveria durar entre três e seis meses. O magistrado destacou que a intenção era nomear um executivo para administrar temporariamente a Laboratório Fantasma durante a disputa judicial.
No entanto, o juiz se baseou no contrato social da empresa, que estabelece que Emicida detém 90% das cotas, enquanto Fióti possui 10%. Dessa forma, por ora, Emicida tem o direito de se apresentar publicamente como único sócio e administrador da Laboratório Fantasma.
Questionados pela publicação sobre a decisão, os representantes dos irmãos não se manifestaram.

Entenda o caso
Em janeiro, Emicida identificou a primeira movimentação suspeita, quando aproximadamente R$ 2 milhões foram transferidos. Diante disso, o cantor realizou uma análise detalhada dos extratos bancários de 2024. Sua equipe teria identificado um total de cerca de R$ 4 milhões transferidos sem justificativa aparente. Segundo documentos, Fióti teria feito dez transferências das contas da LAB Fantasma para uma conta pessoal entre junho de 2024 e fevereiro de 2025.
No dia 12 de março, Emicida comunicou aos colaboradores que o irmão estava afastado da gestão da empresa, na qual trabalhou por 16 anos. No dia seguinte, Fióti convocou uma reunião para apresentar sua versão dos fatos e criticou a decisão do rapper. Já na última quinta-feira (27), Emicida também se reuniu com os funcionários para explicar os motivos do afastamento de Fióti.
Segundo o portal Leo Dias, a equipe de Fióti argumenta que os valores movimentados em 2025 (R$ 2 milhões) foram distribuídos de forma igualitária entre os irmãos, conforme um acordo prévio. Além disso, os advogados afirmam que Emicida também teria recebido quantias semelhantes em sua conta pessoal ao longo de fevereiro de 2025.
Os representantes de Fióti anexaram ao processo um e-mail enviado para o endereço profissional de Emicida em 20 de janeiro de 2025, informando sobre a distribuição de lucros no valor de R$ 2 milhões entre os irmãos. No e-mail, Fióti afirma que a quantia distribuída era inferior ao montante a que ele teria direito.
Por outro lado, a equipe de Emicida sustenta que o e-mail utilizado para comunicar a movimentação financeira não era mais usado pelo rapper. No entanto, os advogados de Fióti alegam que Emicida e sua equipe trocaram mensagens com esse endereço em 13 de março deste ano. Clique aqui para saber todos os detalhes.
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