Justiça nega pedidos de Rose Miriam e dá segunda vitória à família de Gugu; Advogado da médica diz que decisão é ‘superficial’; Entenda

Pela segunda vez, a Justiça mantém a validade do testamento do apresentador Gugu Liberato, falecido em acidente doméstico nos EUA, em novembro do ano passado. As informações foram divulgadas pela coluna de Ricardo Feltrin, na manhã dessa quinta-feira (27).

A decisão assegura novamente vitória à família do apresentador, na disputa jurídica com Rose Miriam di Mateo —  médica e mãe dos filhos de Gugu —, que havia solicitado o bloqueio dos bens do inventário. Face ao resultado,  Aparecida Liberato, permanece como inventariante e curadora das sobrinhas e filhas menores do casal, as gêmeas Marina e Sofia, 16. O terceiro filho, João Augusto, 18, já é maior de idade.

O Tribunal de Justiça reafirmou os direitos dos herdeiros previstos no testamento assinado e lavrado em 2011. Pelo documento, João, Marina e Sofia ficarão com a maior parte da herança, e o restante será dividido entre os sobrinhos de Gugu. A mãe do apresentador, dona Maria do Céu, terá uma pensão vitalícia.

Gugu, Rose e os três filhos: João Augusto, Sofia e Marina (Foto: Reprodução/Instagram)

Segundo o desembargador Galdino Toledo, houve conflito de interesses entre a mãe e seus filhos. Para Toledo, a médica reclama parte dos sucessores na herança. O juiz também incluiu em sua decisão que o contrato firmado entre Gugu e Rose não indica a vontade de viverem sob o mesmo teto como casal. De fato, eles nunca moraram juntos.

Até aqui, Rose Miriam teve seus pedidos negados, desde que entrou na justiça, pleiteando 75% da herança deixada pelo apresentador. Em nota enviada sobre a decisão, o advogado Nelson Willians, que representa Rose Miriam, afirmou:

“O desembargador analisou o recurso de forma superficial. Mas vale destacar que asseverou que a questão depende de análise mais profunda perante o juízo onde tramita o pedido de reconhecimento de união estável, que é onde tudo se resolverá com o consequente reconhecimento.

Da mesma forma, ressalta-se que o desembargador manteve, ao menos por ora, a reserva dos bens. O Recurso ainda será julgado em seu mérito por três desembargadores que compõem a 9ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.

Somente depois da apresentação da contraminuta, a turma julgadora irá de fato analisar o objeto do agravo”.

Vale lembrar que a médica, entretanto, não ficará sem nada. Ela já havia ganhado uma casa avaliada em aproximadamente R$ 6 milhões, US$ 500 mil em ações de um time nos EUA, e embora ainda não definido judicialmente, tudo indica que Rose ao final também deverá continuar recebendo uma pensão de cerca de US$ 10 mil (cerca de R$ 42 mil), mais os gastos da casa mantida em Orlando, onde Gugu morreu.