A Justiça de Los Angeles ordenou que Angelina Jolie libere o acesso de e-mails privados e mensagens de texto referentes à venda de sua parte no vinhedo Château Miraval. De acordo com documentos divulgados pela revista People, a decisão de um juiz do Tribunal Superior de Los Angeles atende a um pedido feito por Brad Pitt no processo que envolve a disputa entre o ex-casal pela vinícola francesa.
A determinação foi proferida na quarta-feira (17) e obriga Jolie a apresentar comunicações que haviam sido retidas ou entregues com cortes. Segundo a decisão judicial, a atriz terá 45 dias para fornecer as versões não editadas dos documentos.
A decisão representa uma vitória de Pitt na ação movida contra a ex-esposa. Uma fonte ouvida pela revista afirmou que a equipe do ator acredita que “os e-mails provariam que Jolie tem sido desonesta desde o início em relação às suas verdadeiras intenções de vender sua participação na empresa”. Segundo essa versão, as mensagens seriam centrais para demonstrar como se deu a negociação que resultou na venda da parte da atriz no negócio.

A defesa de Angelina reagiu com indignação ao despacho judicial. Em declaração ao veículo, o advogado Paul Murphy afirmou: “Estamos decepcionados com a interpretação da lei de privilégio da Califórnia feita pelo tribunal. A decisão viola essa lei, prejudica o direito fundamental da Sra. Jolie a um julgamento justo e representa mais uma manifestação do esforço de longa data do Sr. Pitt para assediá-la e controlá-la. Vamos recorrer”.
Relembre o caso
A disputa judicial teve início em 2022, quando Pitt processou Jolie alegando que ela vendeu sua participação no Château Miraval para a Tenute del Mondo, divisão de vinhos do Grupo Stoli, sem o consentimento dele. Segundo o artista, existia um acordo prévio para que nenhum dos dois pudesse vender sua parte na vinícola sem a aprovação do outro. Jolie, por sua vez, negou que esse acordo existisse e respondeu com um contraprocesso, acusando o ex-marido de estar “travando uma guerra vingativa” contra ela.
Nos autos, os advogados de Jolie também sustentam que Pitt se recusou a comprar a parte dela porque a atriz não aceitou assinar um acordo de confidencialidade. De acordo com a defesa, o documento teria sido “destinado a forçá-la a manter silêncio sobre os abusos cometidos por ele”. O texto faz referência a episódio durante uma viagem em 2016, na qual Pitt teria, segundo Jolie, agredido verbal e fisicamente membros da família. O ator não foi indiciado após as investigações, e Jolie optou por não registrar queixa à época.

Mais recentemente, novos documentos judiciais revelaram que Pitt pede uma indenização de US$ 35 milhões (cerca de R$195 milhões) em danos pela venda. Relembre os detalhes, clicando aqui.
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