Kim Kardashian diz que Kanye West a acusou de forjar assalto milionário em Paris: ‘Como uma faca no meu coração’; assista

Em novo episódio de “The Kardashians”, empresária afirma que o ex-marido insinuou que o crime de 2016 teria sido inventado

Kim Kardashian relata em “The Kardashians” que Kanye West a acusou de mentir sobre o assalto que sofreu em Paris em 2016. A empresária voltou à capital francesa para testemunhar no julgamento do caso, que voltou a ganhar destaque no reality.

Kim Kardashian fez um desabafo sobre a relação com Kanye West. No depoimento exibido no episódio de “The Kardashians” desta quinta-feira (4), a empresária revelou que o ex-marido a acusou de mentir sobre o assalto que sofreu em Paris, insinuando que o episódio “nunca aconteceu”.

O crime ocorreu em outubro de 2016, quando Kim estava na capital francesa para a Semana de Moda. Ela relatou que estava sozinha em seu quarto no Hôtel de Pourtalès quando foi surpreendida pelos assaltantes. No programa, mesmo sem citar o nome de Kanye, a empresária dá a entender que ele a acusou de forjar a história para o reality da família.

“Até meu ex-marido [Kanye] chegou a dizer: ‘Você forjou o seu assalto para um programa de TV’, e disse isso na frente de todas aquelas pessoas. Aquilo foi como uma faca no meu coração”, desabafou. Visivelmente abalada, a empresária acrescentou: “Só de pensar que alguém tão próximo — que deveria te conhecer, que deveria saber o quanto aquilo afetou sua vida — não acreditaria em você… Isso realmente me incomodou. É como se eu pensasse: ‘Você não sabe quem eu sou'”.

Kim revelou ainda que outras pessoas duvidaram do crime. Por isso, ela fez questão de viajar a Paris, em maio de 2025, para testemunhar no julgamento — quase dez anos após o episódio. “Então, poder finalmente ir ao julgamento, encarar essas pessoas, ouvir seus relatos e pedidos de desculpas… Eu fiquei tipo: ‘Viram, gente? Foi real’. Estou feliz que acabou”, pontuou.

A família também comentou o assunto. No confessionário, Khloé Kardashian lembrou a repercussão do caso e a quantidade de céticos que colocaram o relato da irmã em dúvida. “Ela ficou magoada, porque tantas pessoas não acreditaram nela. Lembro claramente de pessoas próximas de nós questionando se isso realmente tinha acontecido — e isso foi muito nojento”, afirmou.

A mãe, Kris Jenner, criticou quem desacreditou a filha: “A narrativa de que minha filha inventaria algo assim era absurda. Era simplesmente inimaginável que alguém pudesse dizer uma coisa dessas”.

Kim Kardashian chegando ao tribunal em Paris, em maio de 2025, para depoimento sobre assalto. (Foto: Getty)

Relembre o caso

O crime envolveu nove homens e uma mulher, acusados de planejar e executar o assalto durante a Semana de Moda de Paris. Segundo o relato de Kim, dois homens mascarados e disfarçados de policiais renderam o porteiro do Hôtel de Pourtalès, invadiram sua suíte, a amarraram com braçadeiras plásticas e fita adesiva e a trancaram no banheiro.

Depois de ameaçá-la com uma arma de fogo, os criminosos fugiram com diversas joias, incluindo o anel de noivado avaliado em US$ 4 milhões (cerca de R$ 21 milhões) dado por West, seu marido na época. No total, o prejuízo estimado foi de US$ 10 milhões (aproximadamente R$ 52,9 milhões). O processo se estendeu até 2025, quando oito dos dez réus foram condenados e dois absolvidos.

O suposto líder da quadrilha, Aomar “Velho Omar” Ait Kedache, de 69 anos, recebeu pena de oito anos de prisão. Ele foi condenado por roubo à mão armada e sequestro sem liberação voluntária. Outros três réus — incluindo Marc Boyer, de 35 anos, ex-motorista da família Kardashian — foram sentenciados a sete anos.

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Após o veredito, Kim se pronunciou. Em comunicado, agradeceu às autoridades francesas pela condução do caso e pela condenação dos responsáveis. “O crime foi a experiência mais aterrorizante da minha vida, deixando um impacto duradouro em mim e na minha família. Embora eu nunca vá esquecer o que aconteceu, acredito no poder do crescimento e da responsabilidade, e rezo por cura para todos. Continuo comprometida com a defesa da justiça e com a promoção de um sistema legal justo”, declarou.

Sua equipe jurídica — formada por Michael Rhodes, Léonor Hennerick e Jonathan Mattout — também se manifestou, elogiando a coragem de Kim ao encarar os envolvidos e ressaltando que ela valoriza a decisão do tribunal. Segundo os advogados, a empresária espera, finalmente, poder deixar esse capítulo para trás, enquanto segue atuando pela justiça criminal.

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