Kendall Jenner e Emily Ratajkowski são processadas por divulgar festival que terminou em escândalo: “Falta de boa fé”

Processadas! Mais de dois anos após o empresário Billy McFarland e o músico Ja Rule prometerem redefinir a “experiência do festival musical” com o malsucedido — para dizer o mínimo — Fyre Festival, as repercussões do evento continuam.

Em documentos judiciais obtidos pelo E! News, Kendall Jenner, Emily Ratajkowski e outras estrelas estão sendo processadas para devolverem o dinheiro que supostamente ganharam ao promover o festival. Os grupos Migos e Blink-182, e os artistas Lily Yatchy e Pusha T, que estavam na programação do evento, também estão sendo processados. Quem está movendo as ações, feitas na Corte de Falência de Nova York, é o administrador do Fyre Festival, Gregory Messer.

Messer procura recuperar o dinheiro pago para agências de talentos, artistas, fornecedores e outras empresas envolvidas no marketing e na execução do Fyre Festival.

Kendall Jenner no “The Ellen DeGeneres Show” (Foto: Reprodução/NBC)

O processo afirma que Kendall recebeu 275 mil dólares (cerca de 1,1 milhão de reais) por apenas uma publicação no Instagram. Messer diz que o post da modelo não indicava que ela tinha sido paga para promover o festival, e que ela tinha escrito “G.O.O.D Music Family” na legenda, “intencionalmente levando certos membros do público a acreditar” que Kanye West, fundador da gravadora G.O.O.D., iria se apresentar no evento. “Essa conduta demonstra uma clara falta de boa fé da parte de Jenner”, garantiu o administrador.

Um processo judicial separado de falência alega que a Fyre Media pagou a agência de modelos DNA Model Management, que representa Ratajkowski, 299 mil dólares (cerca de 1,24 milhão de reais). Messer diz que a modelo fez “pelo menos um” post nas redes sociais promovendo o festival, mas não revelou quanto ela recebeu pela publicação.

Emily Ratajkowski. (Foto: Getty)

O Fyre Festival foi descrito inicialmente como um “momento cultural criado por uma mistura de música, arte e comida”, e agendado para durar dois finais de semana em 2017. No entanto, o público que pagou pelos ingressos caríssimos descobriu na chegada, nas Bahamas, que diversas atrações musicais tinham cancelado sua participação. Além disso, as acomodações não condiziam em nada com o descrito pelos organizadores, assim como as opções de alimentação. O escândalo viralizou nas redes sociais, ganhou notoriedade mundial e rendeu dois documentários, um da Netflix, outro da Hulu.

Atualmente, o empresário Billy McFarland está cumprindo seis anos de prisão, após se declarar culpado por fraude. Na hora de receber a sentença, ele declarou: “Eu estou extremamente arrependido pelo conjunto das minhas ações e vou corrigir os erros que cometi com a minha família, amigos, sócios, associados e vocês, o público geral. Eu sempre procurei — e sonhei — conquistar coisas incríveis ao forçar os limites para entregar em nome do bem comum, mas eu cometi muitos erros e fiz decisões imaturas ao longo do caminho, e causei agonia.  Como resultado, eu vivi todo dia na prisão com dor, e eu vou continuar fazendo isso até ser capaz de me redimir por algumas coisas que causei, através do trabalho e ações que a sociedade julga respeitáveis”. 

Os advogados das modelos não comentaram o caso.