A atriz Leandra Leal detalhou um momento marcante: a chegada de sua primeira filha, Júlia, por meio da adoção. Em entrevista ao videocast “Desculpa Alguma Coisa“, nesta quarta-feira (7), a artista contou que sentiu a presença do pai, Júlio Brás, que morreu quando ela tinha apenas 12 anos, ao receber a notícia de que se tornaria mãe.
“Gostaria de adotar de novo, porque realmente seria muito emocionante. Quando tocou o telefone, comecei a chorar imediatamente. Foi muito doido isso. Estava deitada em uma rede que meu pai me deu, e que tem bordado o nome dele e o meu. Quando tocou o telefone, imediatamente comecei a falar: ‘Aconteceu alguma coisa’, [veio] um sentimento…”, relatou.
Na sequência, Leandra explicou que a coincidência entre o momento em que recebeu a ligação e o fato de estar deitada na rede que ganhou do pai tornou a experiência ainda mais especial. “Quando entendi que era ela, senti muito a presença dele, por estar nessa rede e ter acontecido nesse momento. Foi lindo”, declarou a atriz, emocionada.
Durante a conversa, Leandra também falou sobre a maternidade e revelou que, se tivesse tido filhos mais jovem, provavelmente teria uma família maior. Mãe de Júlia e de Damião, seu segundo filho, a artista contou que gostou muito de vivenciar a gravidez: “Amei [a gravidez do segundo filho, Damião]. Só não gosto de fazer esporte radical, mas gosto de sentir coisas, experimentar coisas, curto isso”.
A atriz também refletiu sobre a importância de ensinar a filha a se amar e a reconhecer o próprio valor em uma sociedade que impõe cobranças constantes às mulheres.
“Uma menina, uma mulher, se amar e estar satisfeita com ela mesma é um ato de resistência, de rebeldia. [É] ser contra esse sistema, porque toda a sociedade é muito estruturada para que a gente não esteja satisfeita com a gente profissionalmente, esteticamente, tudo. A exigência que a gente tem de dar conta de diferentes universos que uma mulher tem que gerir é uma loucura”, avaliou.

Leandra também falou sobre os desafios de acompanhar o crescimento de Júlia, que está na pré-adolescência. Para a artista, embora seja importante oferecer apoio e ferramentas para que a filha enfrente as dificuldades, é necessário respeitar o espaço dela para construir o próprio caminho.
“Sinto que dou muita ferramenta para ela, mas existe também, e isso é muito difícil na maternidade, você entender o que não pode fazer pelo outro. E ela está na pré-adolescência, vivendo esse momento em que o outro fica muito importante e o social também. É difícil esse lugar, tem que deixar e entender. Dou ferramenta para ela, sou uma boa bússola, mas o caminho é dela”, concluiu.
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