Leo Dias cai no choro e desabafa sobre problemas com drogas e ‘lado sombrio’ da profissão: “Chega, eu cansei! Estou velho demais”; assista

Ainda ontem (08), o jornalista Leo Dias usou sua conta no Instagram para fazer um longo desabafo sobre seu problema com drogas e também apontou para um “lado sombrio” de sua profissão. O texto veio acompanhado de uma imagem que trazia o significado de “escravidão” pelo dicionário, palavra escolhida por ele para definir seu vício.

Leo começou ressaltando que, nos últimos tempos, teve recaídas muito perceptíveis e explicou os possíveis motivos por trás disso. Está claro para qualquer imbecil que meus últimos meses foram de altos e baixos do meu lado mais obscuro, a droga. Há alguns anos (tentando) fazer terapia especializada em compulsões, chegamos a conclusão de que os fatores externos profissionais abalam demais a minha saúde mental e me fazem procurar a droga”, relatou.

O rapaz também questionou o porquê de se escorar em algo perigoso e prejudicial. “Uma das razões é fuga, sim, simplesmente fuga. Justamente eu, que pareço tão corajoso, fujo para não encarar de frente os meus problemas. Em uma das minhas primeiras sessões de terapia, Dra. Ângela falou uma frase que nunca mais saiu da minha cabeça: ‘Sua profissão é insalubre’. Em outras palavras, ela quis dizer que eu deveria mudar de profissão. Ao invés disso, decidi mudar o jeito de exerce-la. Peguei mais leve, e, de fato, a minha vida melhorou”, admitiu.

Em seguida, Dias explicou que conflitos com pessoas de sua confiança também o afetaram emocionalmente, e revelou que recebeu conselhos de Xuxa Meneghel. “Quando eu me internei em Paulínia, descobri outro grave gatilho. Minhas frustrações e decepções me levam também às recaídas. E ultimamente, foram muitas. Não quero citar nomes, mas vocês sabem que me refiro às minhas brigas públicas com pessoas que eu considerava leais. Não estou culpando ninguém. O único culpado sou eu. Recebo centenas de mensagens diárias de gente se preocupando comigo. O mais recente alerta veio da Xuxa, que disse que eu estava ‘agitado demais’. Aí eu fui tentar explicar que desde a infância eu sou assim… Balela. Mais uma fuga”, constatou.

Por fim, o jornalista mostrou estar farto desses altos e baixos e comparou seu vício à escravidão. “O que eu quero dizer é que eu cheguei à seguinte conclusão: eu cansei! E estou velho demais para que esses gatilhos ainda existam. E veja só como Deus é bom comigo: mesmo com esse mega problema eu consigo ser um dos melhores da minha profissão. Como pode? Resumo: chega! Tô exausto desse vai-e-vem, desse sobe-e-desce! Sobre a imagem acima: adição é escravidão”, concluiu. Veja:

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Se existe alguém transparente nessa vida, esse alguém sou eu. Mas eu refiro-me a algo que foge totalmente ao meu controle. Sou um péssimo ator, não sei viver personagens e nem é preciso me conhecer muito para que, em alguns segundos olhando para mim, você já perceba alguma coisa. E por isso que está claro para qualquer imbecil que meus últimos meses foram de altos e baixos do meu lado mais obscuro, a droga. Há alguns anos (tentando) fazer terapia especializada em compulsões, chegamos a conclusões de que os fatores externos profissionais abalam demais a minha saúde mental e me faz procurar a droga. Mas pq eu procuro algo que eu sei que tem consequências terríveis para a minha vida? Uma das razões é fuga, sim, simplesmente fuga. Justamente eu, que pareço tão corajoso, fujo para não encarar de frente os meus problemas. Logo em uma das minhas primeiras sessões de terapia, Dra Ângela falou uma frase que nunca mais saiu da minha cabeça: “Sua profissão é insalubre” Como assim? Em outras palavras, ela quis dizer que eu deveria mudar de profissão. Ao invés disso, eu decidi mudar o jeito de exercer a minha profissão. Peguei mais leve, e, de fato, a minha vida melhorou. Quando eu me internei em Paulínia, eu descobri outro grave gatilho. As minhas frustrações e decepções me levam também às recaídas. E ultimamente, foram muitas. Não quero citar nomes mas vocês sabem que me refiro às minhas brigas públicas com pessoas que eu considerava leais. Não estou culpando ninguém. O único culpado sou eu. Porque eu estou escrevendo isso em uma rede social? Porque eu recebo centenas de mensagens diárias de gente se preocupando comigo. O mais recente alerta veio da Xuxa, que disse que eu estava “agitado demais”. Aí eu fui tentar explicar que desde a infância eu sou assim…. Balela. Mais uma fuga. O que eu quero dizer é que, na manhã deste domingo, eu cheguei à seguinte conclusão: eu cansei! E estou velho demais para que esses gatilhos ainda existam. E veja só como Deus é bom comigo: mesmo com esse mega problema eu consigo ser um dos melhores da minha profissão. Como pode? Resumo:chega! Tô exausto desse vai-e-vem, desse sobe-e-desce ! Sobre a imagem acima: adição é escravidão

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Mais tarde, em seus Stories, Leo, muito emocionado, caiu no choro e justificou a publicação. “Esse texto que escrevi é só uma satisfação que tenho que dar para todas as senhorinhas que me param na rua e dizem que rezam muito por mim. Não quis fazer drama, não. Foi só uma satisfação, porque assim, ninguém é imbecil, as pessoas não são burras, elas percebem!”, disse, consternado.

“Quando eu fui responder pra Xuxa, falei de uma história da minha infância, que era agitado… Mas porque eu não falei a verdade pra ela? Foi por isso. Mas sabe algo que eu me orgulho? Outro dia estava com meu chefe da Uol, Alexandre Gimenez, e perguntei: ‘Eu já falhei alguma vez aqui?’. E ele disse: ‘Não, não falhou nenhuma. Tudo que você se comprometeu a fazer, você fez’. E isso foi uma vitória muito grande”, comemorou. Assista aos vídeos abaixo:

Depois do desabafo, o colunista finalizou deixando a seguinte mensagem escrita, em um fundo preto: “Prefiro que me odeiem pela minha verdade que me amem por uma falsidade que não me pertence”.

(Foto: Reprodução/Instagram)