Nesta quinta-feira (26), o piloto de Fórmula 1 Lewis Hamilton revelou uma “lesão secreta” sofrida antes de sua estreia pela Scuderia Ferrari. Durante conversa com a imprensa no Grande Prêmio da Áustria, que acontece neste fim de semana, o britânico de 41 anos contou que sofreu um acidente em janeiro de 2025, enquanto se preparava para a transição da Mercedes para a nova equipe.
Segundo a ESPN, o incidente ocorreu durante testes realizados em Barcelona. “Eu bati muito forte no muro no ano passado, durante os testes. Desloquei um dos discos do pescoço, que acabou pressionando o nervo. Então, eu não pude fazer muita coisa por cerca de nove semanas”, revelou Hamilton.
O piloto afirmou que buscou auxílio médico, mas a lesão impactou diretamente sua rotina. “Fiz tratamento com quiroprata todos os dias, fisicamente eu não conseguia dormir. Tomei analgésicos, precisei de uma injeção, fiz tudo o que podia para tentar melhorar. Era basicamente com isso que eu estava tentando conviver. Não é fácil na posição em que você fica sentado”, explicou.
Heptacampeão mundial da F1, Hamilton enfrentou uma temporada de desafios em sua estreia pela tradicional escuderia italiana. No primeiro ano com a Ferrari, o piloto não conseguiu subir ao pódio, o que gerou críticas ao seu desempenho e à equipe. Parte dos fãs chegou a questionar se o britânico estaria “velho demais” para competir em alto nível.
No entanto, a temporada de 2026 tem mostrado um cenário diferente. Já na metade do campeonato, Hamilton soma quatro pódios, incluindo uma vitória no Grande Prêmio da Espanha, disputado na semana passada, em Barcelona. Atualmente, ele está a apenas 41 pontos de Kimi Antonelli, de 19 anos, que assumiu sua vaga na Mercedes.

Apesar da boa fase, Hamilton garante que não está focado na disputa pelo título neste momento. “Eu não estou realmente pensando em disputar um campeonato. Quero vencer neste fim de semana. Esse é o meu objetivo. E é nisso que venho trabalhando durante toda a semana passada e também nesta semana”, declarou.

Para isso, o piloto tem adotado uma rotina rigorosa de preparação física e mental. “Não tenho saído para jantar. Tenho mantido o foco total, fazendo os sacrifícios necessários para garantir que eu chegue 100% e possa entregar — especialmente sabendo o alcance da minha performance. Estou pensando corrida por corrida, chegar e executar como fizemos na última prova, com pit stops, estratégia, tudo em sintonia. Ter tudo isso funcionando em um fim de semana é o mais importante, e não o que vai acontecer daqui a 15 corridas”, concluiu.
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