Lucas Guimarães abriu o jogo sobre a possibilidade de reatar o casamento com Carlinhos Maia. Em uma entrevista nesta terça-feira (21), o apresentador do SBT afirmou que não descarta um recomeço ao lado do ex-marido e destacou o carinho e a parceria que ainda existem entre eles.
No “Programa Flávio Ricco”, da LeoDias TV, Lucas foi direto ao ser questionado sobre como está sua relação com Carlinhos hoje: “A relação é muito amigável, somos parceiros. Se explicar como é a nossa relação, as pessoas talvez julguem, achando que um tem dependência emocional do outro, que eu tenho, que ele tem. Mas acho que o que um tem de sobra pelo outro é o respeito, é a admiração, é o carinho”.
Lucas também refletiu sobre o que os dois construíram ao longo de 15 anos juntos. “A gente entende a importância um do outro na vida, e eu sei que se eu não tivesse ele, não estaria aqui hoje. Como se ele também não me tivesse, ele não estaria onde está. Em muitos momentos, éramos nós dois contra o mundo. A gente sempre quis ganhar o mundo, não vamos deixar que esse mundo fique contra a gente hoje, coloque um contra o outro”, continuou.
Segundo ele, o momento atual é de transformação para ambos: “Hoje ele reconhece que eu estou vivendo uma fase diferente, nova, que eu preciso agarrar essas oportunidades, assim como lá atrás eu tive que esperar o momento dele de construir a carreira dele, de se consolidar. Eu disse que se existe amor, e a gente sabe que existe, vamos dar tempo ao tempo, deixar Deus se encarregar, e o que tiver de ser, será”.
Apesar da esperança, Lucas também apontou que há chances de cada um seguir outro caminho. “Ele pode conhecer alguém e se apaixonar, eu também posso conhecer alguém e me apaixonar, mas não vamos nos prender a nada. Quer ser livre? Seja livre com a sua liberdade, eu com a minha, vamos ver no que vai dar”, acrescentou.

Para o influenciador, o fim do relacionamento não apaga o que eles viveram. “Tem tanta coisa que pode acontecer, a gente não sabe. Eu não sou mais o mesmo de ontem, mas eu não tenho certeza de nada. Se existe amor, e existe de sobra, o amor é paciente. Eu fui muito paciente, que ele agora seja também, como tem sido. São fases diferentes, a gente não conseguia mais se encontrar como casal. E, se em algum momento for para a gente se reencontrar como casal, vamos nos reencontrar”, afirmou.
Início do romance
Em outro momento da entrevista, Lucas detalhou como conheceu Carlinhos, ainda na adolescência, no interior de Alagoas. “Eu e Carlinhos éramos mulherengos. Eu ficava com muitas mulheres e ele também. Um dia, um amigo em comum, o Verinha, o Juninho, viu a gente em uma praça pública e disse: ‘Caramba, que moleque bonito’. O Carlinhos estava com o Verinha e eu estava passando. Certo dia, a gente ficou se olhando e eu disse: ‘Caramba, que coisa louca! Esse cara mexeu comigo’. Automaticamente, vi que eu mexi com ele também. Foi estranho o que eu senti. Eu tinha 15 anos”, contou.
O primeiro contato direto aconteceu online: “Na mesma hora, chego em casa e, no MSN, ele me manda mensagem: ‘Oi, primo, vamos sair?’. Pensei que era conversa, mas daí comecei a dar algumas liberdades para ele. Só que ele passou dois anos e meio para me conquistar. Foram quase três anos para a gente ter alguma coisa”.

Lucas lembrou que o começo do namoro foi marcado por preconceito. “Vim de uma família muito tradicional. Minha mãe era professora e meu pai, vigilante. Eles diziam: ‘Prefiro ter um filho no caixão do que um filho gay. Prefiro ter dez filhas prostitutas do que ter um filho gay’. Eu dizia: ‘Meu Deus! Como vou reeducar a minha família para entender que isso não são escolhas?’. Não vou escolher sofrer e passar uma vida inteira de preconceitos a troco de nada. Eu nasci dessa forma, eles tinham que me amar exatamente dessa forma”, continuou.
Para driblar a desconfiança da cidade, ele tomava rotas alternativas até encontrar o namorado. “Tinha um trajeto que levava dois minutos até a casa do Carlinhos, mas precisei mudar para despistar as pessoas. Passou a levar 15, 20 minutos, e eu entrava no matagal à noite, escondido, para ninguém me ver”, revelou.
O primeiro beijo veio em setembro de 2010, na Parada Gay de Penedo: “Foi no restaurante e um amigo nosso, o Bubu, fechou a porta. Quando a gente foi ao banheiro, o Carlinhos me puxou. Ele sempre teve muita atitude. Me puxou, deu um beijo e foram 15 anos”.
Assista à entrevista completa:
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