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Mais duas mulheres denunciam o Rapper T.I. e sua esposa, Tiny, de abuso sexual; saiba detalhes

Mais um capítulo das denúncias de abuso sexual envolvendo o rapper norte-americano T.I. e sua esposa Tameka “Tiny” Harris. Segundo informações divulgadas pela revista People, nesta terça-feira (18), o casal está sendo investigado pelo Departamento de Polícia de Los Angeles. Foram mais duas denúncias feitas. 

Desde que as primeiras acusações surgiram, no começo do ano, já são mais de 11 mulheres que prestaram depoimento, dizendo que foram dopadas e abusadas sexualmente pelo casal. As duas últimas vítimas que não tiveram as identidades divulgadas conversaram com os agentes e os relatos são bem semelhantes. 

Elas explicaram que encontraram os dois em bares ou baladas, e acabaram engolindo algum comprimido, sem consentimento. Quando o medicamento fazia efeito, elas perdiam a consciência e eram abusadas em quartos de hotel. A maioria das acusações contra T.I. e Tiny foi coordenada pelo advogado Tyrone A. Blackburn que concedeu uma entrevista ao New York Post, em fevereiro, afirmando que suas clientes mostraram “uma miríade de alegações de drogas forçadas, sequestro, estupro e intimidação“.

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A revista People teve acesso a um dos depoimentos. A vítima conta que tinha 20 anos e conheceu o casal durante uma noite em Los Angeles, em 2005. O rapper e a esposa começaram a conversar com ela, e Tiny a ofereceu um gole da bebida. Logo em seguida, a moça recebeu o convite de ir até à suíte do casal, onde os três supostamente tomaram um banho juntos. 

Em seguida, a mulher conta que se sentiu muito mal enquanto o músico mantinha relações sexuais com ela, apesar dela constantemente dizer para ele parar. Em depoimento à polícia, a vítima acrescenta que sua última memória é dela sentada no sofá, após passar mal no banheiro. No dia seguinte, ela acordou com muita dor no corpo e com as partes íntimas ardendo e irritadas.

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Tiny Harris e o rapper T.I. negam todas as acusações feitas pelas mais de 11 mulheres. (Foto: Reprodução/Getty Images)

Por meio de sua assessoria e advogados, Tiny e o rapper responderam às acusações feitas à revista People, negando as denúncias e dizendo serem inocentes. “A posição dos meus clientes permanece a mesma. Ainda estamos esperando que as acusadoras anônimas se revelem ao público e aos Harris. Suas contínuas relutância e recusa em fazê-lo comprometem e prejudicam cada uma das alegações”, apontou o comunicado da defesa do casal. 

T.I. não faz mais parte da Marvel 

Após as denúncias terem sido apresentadas no começo de 2021, T.I deixou de fazer parte do elenco da franquia “Homem-Formiga”. O ator e cantor foi descartado para voltar em “Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania”, segundo informações do The Hollywood Reporter. Além disso, ele e a esposa tinham um reality show “T.I. & Tiny: The Family Hustle”, que também foi cancelado. O programa mostrava os famosos com a família. Eles estão juntos desde 2001 e têm três filhos. 

T.I participou dos dois primeiros filmes da trilogia “Homem-Formiga”. (Foto: Reprodução/ Marvel Studios)

Ainda em janeiro, a norte-americana Sabrina Peterson alegou, através de seu Instagram, que T.I colocou uma arma em sua cabeça. Segundo Blackburn, essa acusação “abriu as portas” para outras vítimas e “as deu coragem para denunciar”. O casal refuta todas as acusações. “Clifford (T.I) e Tameka Harris negam, nos termos mais fortes possíveis, essas alegações infundadas. Estamos confiantes que, se essas reivindicações forem investigadas de forma completa e justa, nenhuma denúncia será feita“, disse o advogado dos acusados, Steve Sadow, em um comunicado.

Essas alegações nada mais são do que a continuação de uma campanha sórdida que começou nas redes sociais. Os Harris imploram a todos que não se deixem enganar por essas tentativas óbvias de manipular a imprensa e abusar do sistema judiciário“, completou o texto.

O advogado das 11 vítimas, Tyrone, pede que as autoridades dos estados da California e da Georgia investiguem os casos, que teriam acontecido entre 2005 e 2018: “Todas elas têm várias razões para terem demorado tanto para denunciar. Um dos motivos é que elas pensavam que ninguém acreditaria”. Ele classificou os crimes que teriam sido cometidos pelos cantores, cujos verdadeiros nomes são Clifford Joseph Harris Jr. e Tameka Dianne Harris, como “metódicos e sádicos”.