Marco Furlan: Justiça toma nova decisão, e defesa rebate boletim de ocorrência: ‘Estava fazendo sexo com a aniversariante’

Furlan foi indiciado e transferido para a Penitenciária de Pinheiros, na capital paulista

A defesa de Marco Furlan contestou o indiciamento do ator pelo estupro de um menino autista, de 5 anos. A advogada fez um pedido à Justiça e questionou as investigações, bem como a duração do inquérito. A representante da vítima também se pronunciou.

A defesa de Marco Furlan pediu a revogação da prisão do ator, indiciado pela Polícia Civil por estupro de vulnerável contra um menino autista de 5 anos em Pindamonhangaba, no interior de São Paulo. Nesta quarta-feira (12), ao portal Metrópoles, a advogada Graciele Queiroz contestou a decisão da Justiça, argumentando que o artista é inocente, e questionou as investigações.

Depois do indiciamento, Furlan foi transferido para a Penitenciária de Pinheiros, na capital paulista. Lá, ele teve o cabelo raspado e foi alojado em uma cela com outros quatro detentos.

“Eu fiz o pedido de revogação de prisão e agora vai ser aberto o prazo para o Ministério Público se manifestar. Eu acredito no judiciário”, afirmou Graciele, acrescentando que pretende pedir reabertura do inquérito que investiga o caso.

“Tudo que se pede no processo abre vista para o Ministério Público. Após ele se manifestar, quem decide é o juiz. Estamos aguardando agora o MP se manifestar para o juiz decidir”, explicou ela.

A advogada ainda destacou que seu cliente não oferece riscos. “Qual é o risco que o Marco oferece, sendo que ele mora a mais de 130 quilômetros da chácara?”, indagou, referindo-se ao local onde o ator foi preso pela Polícia Militar.

Marco Furlan foi preso em flagrante no dia 2 de agosto, em Pindamonhangaba. (Foto: Foto: Reprodução/Instagram)

Continua depois da Publicidade

O caso aconteceu em 2 de agosto, em uma chácara no bairro Goiabal, no interior paulista. Em 3 de agosto, Furlan passou por audiência de custódia e teve a prisão mantida pela Justiça. O ator acabou indiciado por estupro de vulnerável.

Ao g1, Graciele reforçou que seu cliente é inocente e criticou a duração do inquérito, concluído em cinco dias. Segundo ela, diversas pessoas que estavam na residência no momento dos fatos não foram ouvidas. “Havia cerca de 100 pessoas na festa e 22 pessoas dentro da casa, sem a realização de diligências que a defesa considera relevantes, como a coleta do lençol da cama, a oitiva de todos os presentes e de outros possíveis elementos materiais capazes de confirmar ou afastar a narrativa apresentada”, pontuou.

Continua depois da Publicidade

Advogada rebate B.O

No inquérito, os policiais militares responsáveis pela prisão relataram que Furlan disse ter passado mal e, por engano, entrou no quarto onde estava o menino. “Passei mal, saí do quarto e entrei no quarto errado por equívoco, confundindo a criança com a minha namorada”, teria dito o artista, conforme o boletim de ocorrência.

A advogada, porém, contestou a versão apresentada. “Em nenhum momento, o meu cliente afirmou ter se enganado ou confundido a aniversariante com a criança. Essa versão não corresponde ao que ele declarou e precisa ser desmentida de forma categórica. Na verdade, Furlan e a aniversariante estavam fazendo sexo quando ele passou mal e foi até o banheiro vomitar. Ao retornar do banheiro, ele confundiu o quarto e acordou com a mãe da criança empurrando-o da cama porque o quarto estava escuro”, sustentou.

Continua depois da Publicidade

Ao final, a defesa criticou o fato da decisão ter sido tomada em poucos dias. “Causa preocupação à defesa que uma investigação de tamanha gravidade tenha sido encerrada em prazo tão curto, sem o aprofundamento de diligências que poderiam contribuir para o esclarecimento integral dos fatos”, avaliou. “A defesa respeita o trabalho das instituições e a dignidade de todos os envolvidos, mas sustenta a inocência de Marco Furlan”, concluiu.

Furlan permanecerá preso durante as investigações do caso (Foto: Reprodução/Instagram)

O que diz a defesa da criança?

Em nota nas redes sociais, excluída pouco depois, a advogada da família da criança afirmou que o relatório final da investigação reuniu relatos da mãe da criança, de testemunhas e policiais envolvidos na ocorrência. Além disso, a defesa destacou que os depoimentos convergiram com a dinâmica e as circunstâncias do ocorrido.

De acordo com a advogada, a criança foi encontrada despida, chorando e com relatos de dor, fatores que também foram reconhecidos por testemunhas no local.

Siga o Hugo Gloss no Google Discover e acompanhe nossas notícias