Marcos Pitombo deu detalhes do caso de perseguição que viveu durante mais de um ano. O relato foi feito em entrevista a Tati Bernardi, no programa “Desculpa Alguma Coisa”, do Canal UOL, nesta quarta-feira (13). Segundo o ator, a situação começou nas redes sociais, mas evoluiu para aparições presenciais e ameaças.
Durante a conversa, ele relembrou que o caso teve início quando um perfil falso passou a comentar de forma insistente e perturbadora em seus stories. Com o tempo, a pessoa também começou a aparecer em apresentações da peça “Clarice e Nelson” e até perto de sua casa.
“Nunca imaginava que pudesse acontecer comigo assim. A coisa foi escalando. Foi mais de um ano. Eu compartilhava minha rotina, e vinha coisa do tipo: ‘Vou aí pra te encontrar’. Teve um dia que eu recebi: ‘Comprei o convite pra sua peça’, no meio de comentários muito perturbadores”, contou.
Pitombo disse que, no início, apagava as mensagens, mas hoje considera que essa foi uma decisão equivocada. Para ele, o ideal é guardar provas desde os primeiros sinais de alerta, com prints e registros, para apresentar às autoridades.
O artista relatou que ficou em estado de alerta quando o stalker avisou que iria ao Teatro Poeira, no Rio de Janeiro, onde o público fica próximo ao palco. Segundo Pitombo, ele chegou a identificar uma pessoa sozinha na plateia, usando boné, que desviou o olhar quando foi observada.
“Eu fiz a peça muito alerta, porque eu não sabia quem era. Eu estava numa síndrome do sapo fervido, achando que nunca vai dar nada. Não, não tá tudo bem, a coisa tá escalando, mas você pensa: ‘Nunca vai acontecer nada’”, desabafou.

Depois de se mudar para São Paulo, o ator relatou que voltou a encontrar a mesma pessoa no Parque do Povo, onde costumava caminhar e correr. Ele disse que chegou a avisar que procuraria a polícia caso houvesse nova aproximação, mas as mensagens teriam ficado ainda mais agressivas.
“Eu falei: ‘Próxima vez que você chegar perto de mim, eu vou na polícia’. Achei que aquilo tinha sido suficiente. Mas não se resolveu. Teve um episódio que eu tava caminhando no parque e, daqui a pouco, eu olho pra trás e a pessoa estava a um palmo de distância. Foi a filmagem que eu fiz”, lembrou.
Pitombo ainda contou que decidiu gravar a situação para conseguir identificar o rosto do homem e formalizar a denúncia. Segundo ele, foi registrado boletim de ocorrência por perseguição e contratado um advogado para solicitar medidas cautelares de afastamento.
Com a circulação da peça pelo país, as ameaças também teriam envolvido apresentações fora do eixo Rio-São Paulo. “A gente ia ter uma apresentação em Porto Alegre e as ameaças eram do tipo: ‘você vai ter que chamar a polícia porque alguma coisa muito ruim vai acontecer’. Eu tomei todas essas atitudes. Temos medidas cautelares de afastamento e, até a última notícia que eu soube, é que ele tinha um toque de recolher, ele mudou de endereço. Então, a Justiça tá de olho”, concluiu.
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