Oliver Tree: Cenipa divulga relatório preliminar da colisão de helicópteros, e aponta ‘voo invisível’

O documento também destacou que as aeronaves utilizaram rotas coincidentes

Um relatório preliminar do Cenipa apontou que os dois helicópteros que bateram no ar no dia 14 de junho, no Rio de Janeiro, utilizavam o mesmo plano de voo no momento do acidente. A colisão resultou na morte de seis pessoas, incluindo o cantor Oliver Tree e o youtuber Gaspim.

Um relatório preliminar do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), divulgado nesta quinta-feira (16), apontou que os dois helicópteros que bateram no ar no dia 14 de junho, no Rio de Janeiro, utilizavam o mesmo plano de voo no momento do acidente.

A colisão ocorreu entre as posições Tachas e Piabas, na REH Grota, na altura do Recreio dos Bandeirantes, e resultou na morte de seis pessoas, incluindo o cantor Oliver Tree e o youtuber argentino Gaspi.

De acordo com o documento, a aeronave de matrícula PR-DJJ decolou do Aeroporto Santos Dumont, no Centro da cidade, com destino a Guaratiba, na Zona Oeste, só com o piloto, Charles Marsillac.

Já o helicóptero PP-MAC saiu do Aeroporto de Jacarepaguá, na Zona Sudoeste, com destino a Angra dos Reis. Além de Oliver e Gaspi, o comandante Alexandre Souza também levava outros dois passageiros: Lucas Grotas e Lucas Vignale.

Acidente resultou na morte de seis pessoas. (Foto: Reprodução/Instagram; TV Globo)

Segundo o relatório, os planos de voo das duas aeronaves previam a utilização das Rotas Especiais de Helicópteros (REH) Praia e Grota, e em níveis de voo coincidentes.

Ainda conforme o Cenipa, a rota proposta para o PR-DJJ e a rota autorizada para o PP-MAC eram as mesmas a partir da posição conhecida como Tachas.

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Helicóptero não detectado

A investigação ainda destacou que o helicóptero PP-MAC não foi detectado pelos radares do Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro (Sisceab) em nenhum momento do voo. A aeronave em questão era a que transportava Oliver Tree.

O PR-DJJ, por sua vez, foi monitorado pelos radares desde a decolagem até instantes antes da colisão. O último ponto registrado mostrava a aeronave voando a cerca de 800 pés de altitude e 108 nós de velocidade, ou aproximadamente 244 metros de altitude e 200 km/h de velocidade.

A colisão ocorreu no dia 14 de junho, no Recreio dos Bandeirantes. (Foto: Reprodução/Globo)

O relatório também informou que nenhum dos helicópteros possuía gravadores de dados de voo (FDR) ou gravadores de voz da cabine (CVR), equipamentos conhecidos como “caixas-pretas”. O Cenipa afirmou que não havia uma exigência regulatória para a instalação desses dispositivos nas aeronaves envolvidas.

A investigação apontou ainda que as condições meteorológicas eram favoráveis ao voo visual. Após a colisão, as aeronaves caíram no terreno de uma igreja abandonada que havia sido alugado pela BYD, no quarteirão da Avenida das Américas com as ruas Beth Lago e Rivadávia Campos.

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