Nesta quarta-feira (17), Olivia Wilde participou do podcast Call Her Daddy, comandado por Alex Cooper. Durante a conversa, a atriz relembrou o início de sua carreira e comentou sobre os interesses amorosos de sua personagem na icônica série “The O.C.“.
Wilde interpretou a bartender Alex Kelly, que se envolveu tanto com a protagonista Marissa Cooper, vivida por Mischa Barton, quanto com o nerd Seth Cohen, interpretado por Adam Brody.
Sem rodeios, a atriz revelou qual de seus pares românticos se destacava no quesito beijo. “Mischa beijava muito bem. Lembro que ela tinha lábios muito bonitos”, elogiou. Hoje aos 42 anos, Wilde também recordou o quanto ficou impressionada com a beleza da colega de elenco. “Ela é linda. Tem um rosto extraordinário. Eu sofria muito com a síndrome do impostor naquela época. Pensava: ‘Mas ela é tão linda, parece uma boneca perfeita'”, desabafou.
Na época, o relacionamento entre Marissa e Alex gerou controvérsia. Além de Marissa ser o principal interesse amoroso do protagonista Ryan Atwood (Ben McKenzie), histórias LGBTQIA+ ainda enfrentavam forte resistência de parte do público mais conservador. Wilde afirmou que, olhando para trás, mal consegue acreditar em quão discreta foi a cena do beijo — especialmente quando comparada às representações queer vistas atualmente na televisão.
“Lembro que, quando eu e Mischa gravamos o beijo, era durante a Sweeps Week, que era um grande acontecimento, porque a audiência costumava disparar. Para aquela série, foi um verdadeiro evento. Um evento mesmo!”, recordou. Sobre a cena em si, ela destacou: “Foi o beijo mais comportado possível. Foi só um selinho. Parecia mais um cumprimento”.
Apesar da simplicidade do momento, Wilde acredita que a repercussão teve relação direta com a imagem construída para a personagem de Barton. “Acho que muito disso tinha a ver com o fato de que a personagem dela havia sido criada como esse ideal de garota linda, doce, pura e inocente. E, naquela época, a ideia de pessoas queer ainda era associada aos jovens considerados diferentes ou excêntricos”, refletiu.
“Não eram as garotas populares. Não era aquela garota. Nunca era a menina bonita e popular. Então, a ideia de que ela pudesse estar descobrindo sua sexualidade fez as pessoas pensarem: ‘Meu Deus!'”, completou.
Mais de 20 anos depois, Wilde afirma ser grata pela oportunidade de interpretar Alex Kelly, já que acredita que a personagem ajudou a reduzir o estigma em torno de representações LGBTQIA+ na televisão. “Muitos jovens assistiram àquilo e começaram a fazer perguntas a si mesmos e a conversar com os pais sobre o assunto. E ainda ouço relatos assim até hoje, o que é incrível”, concluiu.
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