Richard Gere fez um raro comentário sobre ter sido banido por 20 anos do Oscar após não seguir o roteiro da cerimônia, em 1993. Em entrevista à Variety, nesta quarta-feira (3), o ator admitiu que a decisão da Academia não o afetou. Ele reforçou que permanece com os mesmo ideais que tinha na época.
“Eu não levei isso muito para o lado pessoal. Não achei que houvesse vilões na situação. Eu faço o que faço e certamente não tenho a intenção de prejudicar ninguém”, garantiu Gere.
“Quero combater a raiva. Quero combater a exclusão. Quero combater as violações dos direitos humanos, mas tento ficar o mais próximo possível de onde Sua Santidade vem”, enfatizou o ator, referindo-se ao líder espiritual e ex-chefe de Estado do Tibete Dalai Lama, de quem é amigo há 45 anos.
Ele também explicou que tenta abraçar as crenças do Dalai Lama, “de que todos são redimíveis e, no fim, todos precisam ser redimidos ou nenhum de nós será. Então, nesse sentido, não levo para o lado pessoal”.

Relembre o que aconteceu
Na cerimônia em questão, Richard Gere deveria apresentar apenas a lista dos indicados para “Melhor Direção de Arte”, que teve “Retorno a Howard’s End” como vencedor. No entanto, ele acabou denunciando a “terrível, terrível questão de direitos humanos” da China no Tibete, pedindo liberdade ao povo tibetano.
“Se algo milagroso, algo realmente digno de filme, pudesse acontecer aqui, se todos nós pudéssemos enviar amor, verdade e um pouco de bom senso a Deng Xiaoping agora em Pequim, que ele retirasse suas tropas e os chineses do Tibete e permitisse que as pessoas vivessem novamente como um povo livre e independente”, pediu, na ocasião.
A declaração do astro de “Uma Linda Mulher” foi considerada controversa para o evento, que tradicionalmente evita discursos políticos. Devido à punição tomada, o artista só voltou a apresentar algum prêmio do Oscar em 2013. Porém, está proibido de entrar na China.
Assista:
Siga a Hugo Gloss no Google News e acompanhe nossos destaques