O ex-príncipe Andrew foi preso na manhã desta quinta-feira (19), na Inglaterra, sob suspeita de má conduta em cargo público. Segundo a BBC News, a ação policial ocorreu sem aviso prévio ao rei Charles III e também não foi comunicada previamente ao Palácio de Buckingham. A prisão acontece em meio a novas revelações ligadas aos chamados “Epstein Files”.
De acordo com a emissora, o ex-integrante da família real britânica foi algemado após investigadores apontarem que ele teria enviado relatórios confidenciais sobre o comércio britânico ao financista Jeffrey Epstein, em 2010.
Assim que soube da prisão, Charles III se pronunciou. “Recebi com a mais profunda preocupação a notícia sobre Andrew Mountbatten-Windsor e a suspeita de má conduta no exercício de cargo público. O que se segue agora é o processo completo, justo e adequado pelo qual esta questão será investigada da maneira apropriada e pelas autoridades competentes”, declarou o irmão de Andrew.

O monarca concluiu reforçando seu apoio às investigações e às ações das autoridades: “Nesse sentido, como já afirmei antes, eles têm nosso total e irrestrito apoio e cooperação. Permitam-me afirmar claramente: a lei deve seguir seu curso. À medida que este processo continua, não seria apropriado que eu comentasse mais sobre este assunto. Enquanto isso, minha família e eu continuaremos em nosso dever e serviço a todos vocês”.
Investigação e envolvimento com Jeffrey Epstein
A prisão de Andrew foi efetuada cerca de uma semana após a polícia local anunciar as investigações contra o ex-príncipe. É apurado se ele enviou relatórios confidenciais a Jeffrey Epstein enquanto servia como representante especial do Reino Unido para o Comércio Internacional.
Além disso, Andrew apareceu em fotos de novos arquivos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, em janeiro. Na imagem, ele surge de quatro sobre uma mulher não identificada. Em outra, se inclina e toca o abdome de uma mulher vestida, que está deitada no chão.

O órgão, por sua vez, não informou onde ou quando as fotos foram feitas, muito menos o contexto delas. Os arquivos também mostraram comunicações entre Andrew e Epstein, como um convite ao Palácio de Buckingham. Os documentos logo ganharam repercussão mundial, colocando a família real britânica em um cenário de tensão.
Windsor ainda foi acusado de agressões sexuais por Virginia Giuffre, principal testemunha de acusação do caso Epstein, quando a mulher era menor de idade. Em outubro do ano passado, Andrew chegou a renunciar a todos os seus títulos e honrarias reais em meio às acusações relacionadas à sua amizade com Epstein. Ele nega qualquer envolvimento com o financista ou os crimes pelos quais é considerado suspeito.
No dia 8 de julho de 2019, Epstein foi preso e formalmente acusado em Nova York de tráfico sexual de menores e conspiração para cometer tráfico sexual. Um mês depois, em 10 de agosto, ele foi encontrado morto em sua cela, no Metropolitan Correctional Center, enquanto aguardava julgamento.
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