Samantha Schmutz No Saia Justa Reproducao Gnt Fixed Large

Samantha Schmütz desabafa na TV sobre cena de Bolsonaro após morte de Paulo Gustavo, e dá resposta certeira aos ‘isentões’; assista

Samantha Schmütz tem sido alvo de ataques desde que assumiu um protagonismo na luta contra a pandemia e, consequentemente, o governo federal. Após a morte do amigo Paulo Gustavo para a Covid-19, a atriz se revoltou ainda mais com a falta de posicionamento de algumas celebridades, a quem tem criticado nas redes sociais. Ela também botou a boca no trombone ao participar do programa “Saia Justa”, do GNT, dessa quarta-feira (16), mostrando estar farta da postura “isentona” adotada por muitos.

“Eu sempre me posicionei. Falando da minha área, é um governo que, desde o dia um, é contra a cultura, mas até aí, se posiciona quem quer. Mas agora, nessa situação de vida e morte, não é escolha. Essa coisa da morte do Paulo… Ele era um símbolo, uma alegria do Brasil, é como se todos nós tivéssemos sentido a morte de um parente muito próximo. É isso que eu escuto das pessoas na rua. Isso realmente mexeu muito comigo”, afirmou.

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Emocionada, Samantha lembrou de um gesto feito pelo presidente Jair Bolsonaro, dias após o velório de Paulo. “Dois dias após o enterro do Paulo, vi o presidente imitando uma pessoa sem ar. Então eu fiquei sem ar, porque não é possível que isso está acontecendo. É um desrespeito com as famílias, com as pessoas, fiquei imaginando o quanto as pessoas estão sofrendo nos hospitais. Fiquei imaginando o Paulo cheio de tubos, virado de bruços para tentar respirar. As pessoas estão lutando pela vida, então não dá para brincar com isso”, desabafou, com a voz embargada.

Schmütz também fez um apelo para que os artistas abram os olhos e reconheçam a gravidade desse momento que enfrenta o país: “Vamos agora dar um tempinho da palhaçada, do TikTok, da dancinha. Pode fazer tudo, cada um faz o que quer, mas o assunto está muito sério. Passo por feeds em que as pessoas estão vivendo em um mundo de Nárnia, estão vivendo em um mundo que não é o meu, então. Não é possível! Ostentar agora é cafona. Quem tem voz, tem que falar. Fico pensando, para que você tem voz?”.

“Acho que a gente tem que silenciar quem não quer falar, tem um botãozinho lá. Não parei de seguir, mas não vou dar like, não vou dar engajamento para quem não estou vendo se preocupar com o país nesse momento. E se a gente for para uma coisa pior? Fico muito indignada com quem tem voz e não fala, escutei muita gente se identificar com a minha fala”, acrescentou ainda.

O desabafo não parou por aí! “Nesse momento, não é uma coisa de escolher partido ou candidato. É ficar do lado da vida dos brasileiros. Para que conquistamos tanta voz? Para que temos milhões de seguidores? É só para vender produtos? A gente quer influenciar o ‘arrasta para cima’, ‘use meu cupom’… é só para isso? Não, gente! Podem até não concordar comigo, mas penso assim. Não adianta ter voz se eu não puder usar, porque estou cuidando do Brasil, do lugar que eu vivo. Eu acho muito louco esse negócio do ‘lutar para ser isento’. Gente, como ser isento agora?!”, repreendeu, por fim. Assista: