Começou, nesta segunda-feira (5), a seleção do júri para o julgamento de Sean “Diddy” Combs no processo por tráfico sexual. Durante a escolha dos jurados que decidirão o destino do rapper, nomes de celebridades como o ator Michael B. Jordan e o comediante Mike Myers foram mencionados.
Ao longo dos próximos três dias, cerca de 150 jurados em potencial serão chamados, individualmente, a uma sala de audiências em Manhattan, Nova York, onde devem ser interrogados pelo juiz Arun Subramanian, que preside o caso, além da promotoria e da defesa. O objetivo é avaliar se os candidatos possuem a objetividade e imparcialidade necessárias para integrar o júri.
Durante os questionamentos, alguns jurados em potencial admitiram já ter lido ou ouvido reportagens sobre as acusações, visto vídeos relacionados — incluindo um em que Diddy aparece agredindo uma ex-namorada, Cassie Ventura — e até escutado piadas sobre o caso, como a que faz referência ao óleo de bebê encontrado nas residências do músico.
Os jurados também receberam pastas com nomes e locais possivelmente relevantes ao julgamento. Entre eles, surgiram Michael B. Jordan e Mike Myers — as duas primeiras celebridades mencionadas formalmente no processo. Ambos aparecem em uma lista de figuras públicas e locais que podem ser citados ao longo das audiências.
Um dos possíveis jurados, que atua como massoterapeuta, afirmou conhecer os dois apenas pelo trabalho artístico e negou qualquer familiaridade com ligações entre eles e Combs.

O juiz chegou a ironizar a extensão da lista de nomes e locais envolvidos no caso, assim como a extensão do questionário que cada indivíduo preencheu, comparando-a a “um trecho de Senhor dos Anéis”.
Para agilizar o processo, o magistrado determinou que os jurados revisem previamente o conteúdo da lista antes de serem interrogados individualmente. Ao final da seleção, serão escolhidos 12 jurados titulares e seis suplentes.
A seleção do júri deve durar cerca de uma semana. A previsão é que os argumentos de abertura do julgamento comecem em 12 de maio. O processo pode se estender por até dez semanas.
Sean Diddy Combs se declara inocente
O TMZ detalhou a chegada de Diddy ao tribunal Daniel Patrick Moynihan, em Lower Manhattan, em Nova York. Ele apareceu com uma vasta cabeleira e barba grisalhas, vestindo um terno formal e óculos de leitura. O juiz atendeu ao pedido do cantor de usar roupas civis no julgamento, ao invés do uniforme da prisão, segundo a publicação.

Diddy conseguiu permissão para escolher uma lista limitada de itens muito específicos para o julgamento, e optou pelo terno. O juiz também se referiu aos muitos apelidos do cantor e o descreveu como “também conhecido como Puffy Daddy, Diddy, outros nomes… e Love”. Em 2018, o rapper mudou legalmente seu nome do meio para “Love”.
Subramanian observou ainda que o réu se declarou inocente de todas as acusações. Além disso, abordou a defesa e a acusação sobre as potenciais questões de privacidade nos depoimentos, ressaltando que elas serão tratadas em conversas paralelas. O magistrado espera que o julgamento dure cerca de 8 semanas.
Diddy conta com uma equipe de 8 advogados. Conforme o TMZ, Subramanian ainda fez uma rápida comparação com o caso de Ghislaine Maxwell, ex-namorada de Jeffrey Epstein – que cumpre pena de 20 anos em uma prisão na Flórida -, pelos crimes semelhantes aos do rapper.
Em setembro de 2024, Sean ‘Diddy’ Combs foi preso sob acusações de tráfico sexual, extorsão, sequestro, trabalho forçado, suborno e outros crimes. Desde então, uma série de outras denúncias de abuso sexual e estupro vieram à tona.
Combs, de 55 anos, se declarou inocente de todas as acusações, insistindo que qualquer ato sexual foi consensual. No entanto, os promotores afirmam que, ao longo de duas décadas, o artista manteve comportamento abusivo contra mulheres e outras pessoas, usando ameaças e violência para coagir vítimas a participarem dos “Freak Offs” – performances sexuais movidas a drogas e profissionais do sexo. As acusações afirmam ainda que Diddy contou com a ajuda de pessoas de sua comitiva e funcionários de sua rede de negócios para intimidar as vítimas.
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