Solange Gomes causa revolta com comentários sobre caso de Juliana Marins

Juliana passou quatro dias esperando resgate e não resistiu

A ex-A Fazenda Solange Gomes virou assunto nas redes sociais após dar sua opinião sobre a morte da publicitária Juliana Marins, que caiu durante uma trilha no vulcão Rinjani, na Indonésia. A carioca de 26 anos ficou quatro dias desaparecida antes de ser encontrada sem vida, o que gerou grande comoção entre amigos e internautas. Mas, para Solange, a responsabilidade pela tragédia seria da própria jovem e também da família, que permitiu a viagem.

Cadê os pais dessa menina que […] ‘Ai, vou fazer trilha na Indonésia. Uhul!’ P*rra! Claro que você tá arriscando a sua vida. Agora a culpa é de todo mundo. Coitadinha […]”, criticou Solange nos stories do Instagram. Ela também contou que já proibiu a própria filha de 25 anos de realizar atividades de risco: “Teve uma vez que ela falou: ‘Ai, quero saltar de asa-delta’. Vai saltar o c*cete de asa-delta! E se eu souber que você foi lá, tu tá ferrada comigo. Eu vou quebrar tua cara na frente de todo mundo. Não tô nem aí! Me julguem, me julguem”.

Solange ainda afirmou que respeita a opinião da própria mãe em decisões que envolvem segurança. “Eu hoje tenho 52 anos. Quando eu falo pra minha mãe que vou fazer isso, que vou fazer aquilo, e que minha mãe fala que não é legal, que é arriscado, que não sei o quê… Eu não vou. Eu respeito a opinião”, explicou.

Em outro momento, ela voltou a alfinetar a comoção causada pela tragédia: “As pessoas têm que parar, gente, de ficar romantizando as coisas. ‘Nossa, essa menina ficou lá, não sei o quê…’ É triste? É triste. Mas quando você não arrisca a sua própria vida e você se posiciona: ‘Não vou fazer isso porque é perigoso…’”.

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Solange ainda concluiu seu desabafo ironizando o desejo de liberdade da juventude: “Minha filha um dia disse que ia dar a volta no mundo de mochilão. ‘Cacete que tu vai’. Pode dar volta ao mundo um dia, mas vai como rainha e diva e não com mochilão. Imagina que botei filha no mundo para fazer mochilão e trilha. Aqui não vai, não”.

Assista:

A declaração gerou grande repercussão, com críticas duras à ex-Banheira do Gugu. “Cala a boca! Cala a boca! Fica quieta! Melhor!”, desabafou a ex-Power Couple Karoline Menezes, visivelmente indignada. “Ela viveu a vida, ela aproveitou a vida. Aí ver uma mulher dessa desmerecer a vida da garota, que não tá nem viva pra poder se defender, sem um pingo de empatia pela família, pelas pessoas que de fato estão sofrendo”, disse Karoline, em tom de revolta.

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A empresária também rebateu a fala de Solange sobre proibir os filhos de viverem certas experiências. “Eu sou mãe de dois. Eles vão crescer, eles vão fazer escolhas, eles são maiores de idade. [Como] mãe, eu posso dar minha opinião, mas eu não posso proibir meu filho ou minha filha de viver”, comentou. Em outro trecho, reforçou: “Agora dizer como se ela tivesse ido procurar a morte? Pelo amor de Deus, minha senhora. É demais!”.

Muitos usuários do X (antigo Twitter) acusaram Solange de se promover em cima da tragédia. “Estava precisando ser lembrada, aí veio falar o que ninguém perguntou”, escreveu uma internauta. Outro comentou: “Esta só quer visibilidade! Nada mais!”. Uma usuária criticou o tom do vídeo: “O corpo dessa moça não tem carne o suficiente pra alimentar tanto abutre. Estão espremendo até a última gota de sangue da pobre pra gerar engajamento”.

Alguns internautas ironizaram a relevância de Solange. “Quem é Solange Gomes?”, questionaram vários usuários. “Tenho tanta coisa para escrever, mas às vezes é melhor ficar quieta. Essa é mais uma pessoa que precisa muito de Deus”, comentou outra pessoa no Instagram.

A tragédia

Natural de Niterói (RJ), Juliana Marins era formada em Publicidade e Propaganda pela UFRJ e apaixonada por arte e viagens. Desde fevereiro, ela realizava um mochilão pela Ásia, tendo passado por Filipinas, Vietnã e Tailândia antes de seguir para a Indonésia, onde sua jornada teve um desfecho trágico.

Juliana adquiriu um pacote de escalada até o cume do Monte Rinjani por 2 milhões de rupias indonésias — o equivalente a cerca de R$ 667 na cotação atual. Ela escolheu a trilha de três dias, considerada uma das menos intensas. O valor incluía alimentação e bebidas.

Juliana Marins desapareceu na sexta-feira (20), durante trilha na Indonésia. (Foto: Reprodução/Instagram)

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A jovem desapareceu na última sexta-feira (20), após cair em uma fenda no Monte Rinjani. As buscas duraram quatro dias e foram marcadas por desafios. As equipes de resgate enfrentaram dificuldades para acessar o local, lidaram com condições climáticas adversas, falhas nos equipamentos, como o uso de uma corda curta, e se atrapalharam ao fornecer informações inexatas à família.

O corpo de Juliana foi localizado já sem vida na terça-feira (24), após dias de esforços intensos por parte das equipes de resgate. A operação de retirada contou com o apoio de três grupos de salvamento, incluindo integrantes do esquadrão Rinjani, além de voluntários que auxiliaram nos trabalhos.

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