Treta! Taylor Swift condena antiga gravadora por lançar álbum “ao vivo” sem sua autorização: “Ganância sem vergonha”; entenda!

Taylor Swift segue sem um pingo de sossego quando o assunto é  sua antiga gravadora, a Big Machine Records. Nesta quinta-feira (23), a estrela abriu o jogo sobre sua insatisfação ao descobrir que a empresa estava lançando hoje o álbum “Live from Clear Channel Stripped”, gravado em 2008, em todas as plataformas digitais, sem seu consentimento — ou qualquer aviso.

Nos stories do seu Instagram, ela publicou uma mensagem inicialmente agradecendo os fãs por terem notificado que o disco já aparecia listado em alguns lugares. “Quero agradecer por me deixarem ciente de que minha antiga gravadora irá lançar um ‘álbum’ de performances minhas ao vivo esta noite”, começou. Taylor fez questão de deixar claro que a apresentação nunca foi divulgada oficialmente como parte do seu trabalho. “A Big Machine colocou como um lançamento de 2017, mas na verdade irão lançar essa noite”, disse.

A voz de “Lover” foi bem direta ao falar sobre o que achava do disco ser divulgado nesta altura do campeonato. “Eu sempre sou honesta com vocês sobre essas coisas, então eu queria dizer para vocês que esse lançamento não foi aprovado por mim. Para mim, parece que Scooter Braun e seus investidores da 23 Capital, Alex Soros e a família Soros e o Carlyle Group viram os recibos do último balanço e perceberam que pagar US$ 330 milhões (R$ 1,8 bilhão) pela minha música não foi exatamente uma escolha sábia e eles precisam de dinheiro”, escreveu com um emoji dando risada no final.

Taylor Swift concluiu o texto dizendo: “Na minha opinião, apenas mais um caso de ganância sem vergonha em tempos de coronavírus. Sem gosto, mas transparente”. Até então, a Big Machine não se pronunciou sobre a mensagem escrita pela cantora.

Pronunciamento de Taylor Swift foi publicado nos stories do Instagram. Foto: Reprodução/Instagram

Taylor VS Big Machine: entenda o caso!

Após as notícias de que o empresário Scooter Braun havia comprado sua antiga gravadora, a Big Machine Label Group, Taylor Swift escreveu um longo texto em seu Tumblr oficial sobre como estava “triste e enojada” com o acordo — a Big Machine é dona de seu catálogo passado. De acordo com a Billboard, a venda custou em torno de 300 milhões de dólares.

“A ideia de Scott e eu trabalhando juntos não é nova, nós conversamos sobre isso desde o início da nossa amizade”, Braun falou em um comunicado à imprensa, referindo-se ao dono da Big Machine, Scott Borchetta. “Eu entrei em contato com ele quando percebi a oportunidade e, após muitas conversas, notei que nossas visões estavam alinhadas. Ele construiu uma companhia brilhante, cheia de músicas e artistas icônicos. Quem não gostaria de fazer parte disso?”, acrescentou.

Taylor Swift (Foto: Frazer Harrison/Getty Images)

A gente pode dizer uma pessoa: Taylor Swift. Em uma publicação emocionada, ela contou um pouco de todos os percalços que percorreu enquanto trabalhava com a Big Machine, e falou sobre sua decisão de deixar a gravadora. “Por anos, eu pedi, implorei para ter a chance de ser dona do meu próprio trabalho. Ao invés disso, eu recebi a oportunidade de assinar de novo com a Big Machine Records e ‘merecer’ um álbum de cada vez, um para cada novo que eu entregasse. Eu não aceitei porque eu sabia que, assim que assinasse o contrato, Scott Borchetta venderia a gravadora, e assim, venderia eu e meu futuro. Eu tive que fazer a escolha excruciante de deixar para trás todo o meu passado. Músicas que eu escrevi no chão do meu quarto e vídeos com os quais eu sonhei e paguei com o dinheiro que ganhei tocando em bares, depois clubes, depois arenas, e então estádios”, escreveu.

E continuou: “Alguns fatos curiosos sobre as notícias de hoje: Eu soube da compra do meu trabalho por Scooter Braun conforme foi anunciado para o mundo. Tudo o que eu conseguia pensar era o bullying incessante e manipulador que eu recebi das mãos dele ao longo dos anos”. A cantora, então, lembrou de sua treta gigante com o casal Kim e Kanye West, que tomou conta da internet. “Como na vez em que Kim Kardashian orquestrou e gravou ilegalmente o trecho de uma ligação de telefone para ser vazada, e depois Scott juntou seus dois clientes juntos para fazer bullying comigo online (vejam a foto). Ou quando o cliente dele, Kanye West, organizou um videoclipe de “revenge porn”, que deixou meu corpo nu. Agora, Scooter tirou de mim o trabalho da minha vida inteira, o qual eu não recebi a oportunidade de comprar. Essencialmente, o meu legado musical está prestes a cair nas mãos de alguém que tentou destrui-lo”, falou aos fãs e ao público.

(Foto: Reprodução/Tumblr Taylor Swift)

Taylor confessou que estava vivendo seu pior cenário. “Isso é o que acontece quando você assina um contrato aos 15 anos com alguém cujo termo ‘lealdade’ é, claramente, apenas um conceito contratual. E quando este homem diz ‘música tem valor’, ele quer dizer que o valor é dado a homens que não tiveram crédito nenhum em criá-la”, deu a letra. Ela ainda falou sobre o sentimento de traição que está sentindo: “Quando eu deixei o meu trabalho nas mãos do Scott, eu fiz paz com o fato de que, eventualmente, ele o venderia. Nunca, nos meus piores pesadelos, eu imaginei que o comprador seria Scooter. Sempre que Scott Borchetta ouviu as palavras ‘Scooter Braun’ saírem dos meus lábios, foi quando eu estava ou chorando, ou tentando não chorar. Ele sabia o que ele estava fazendo; os dois sabiam. Controlar uma mulher que não queria ser associada a eles. Perpetuamente. Isso significa para sempre”. 

No entanto, a cantora tentou focar em seu futuro, nas músicas que produzirá daqui para a frente, e ainda fez um aviso a todos os jovens artistas que ainda não encontraram a fama: “Ainda bem que agora eu assinei com uma gravadora que acredita que eu mereço ser dona de qualquer coisa que criar. Ainda bem que eu deixei meu passado nas mãos do Scott, e não o meu futuro. E, com sorte, jovens artistas ou crianças com sonhos no mundo da música lerão isso e aprenderão mais sobre como se protegerem melhor em uma negociação. Você merece ser dono da arte que você faz”. E Taylor acrescentou: “Eu sempre vou ter orgulho do meu trabalho passado. Mas, por uma opção mais saudável, ‘Lover’ será lançado dia 23 de agosto”. 

Para concluir, ela assinou o texto. “Triste e enojada, Taylor”, deixou seu recado final. Que situação, né? Veja o depoimento na íntegra:

https://taylorswift.tumblr.com/post/185958366550/for-years-i-asked-pleaded-for-a-chance-to-own-my

Resposta da ex-gravadora

Após a repercussão do desabafo de Taylor Swift sobre a venda de sua antiga gravadora, Big Machine Records, para Scooter Braun, o dono da empresa e antigo amigo da cantora, Scott Borchetta, resolveu se pronunciar. Em um post no site oficial da Big Machine, Scott disse que avisou Taylor sobre a venda um dia antes das notícias e alegou que ela teve a oportunidade de ser dona de 100% de seu catálogo musical com a condição de que fizesse um novo contrato com a gravadora.

“Então, é hora de alguma verdade… Sobre o post de hoje mais cedo da Taylor, está na hora de esclarecer algumas coisas”, começou Borchetta. Ele, então, explicou o envolvimento de duas pessoas próximas a Taylor na transação das vendas: o pai dela, Scott Swift, que foi representado por um advogado nas reuniões referentes ao caso, e Frank Bell, que faz parte do time da cantora na empresa “13 Management”.

“O pai da Taylor, Scott Swift, era um acionista da Big Machine Records, LLC. Nós alertamos todos os acionistas pela primeira vez na quinta-feira, 20 de junho, para uma ligação oficial de acionistas na terça-feira, 25 de junho. Na ligação do dia 25, todos os acionistas foram informados de um acordo pendente com a Ithaca Holdings e tinham 3 dias para revisar todos os detalhes da transação proposta. Nós, então, tivemos uma ligação final na sexta-feira, 28 de junho, em que a transação foi aprovada com a maioria dos votos e 3 dos 5 acionistas votando ‘sim’, que completava 92% dos votos deles”, explicou o comunicado.

O presidente da gravadora prosseguiu, reforçando ter avisado a dona de ‘Lover’ antes da notícia ser divulgada ao mundo: “Por cortesia, eu pessoalmente mandei mensagem para a Taylor às 21h06 do sábado, 29 de junho, para informá-la antecipadamente da história que iria ser divulgada na manhã do domingo, 30 de junho, para que ela pudesse ouvi-la diretamente por mim.”

Ele, então, negou a declaração de Taylor que alegava: “soube da compra do meu trabalho por Scooter Braun conforme foi anunciado para o mundo.” “Acho que, de alguma forma, é possível que seu pai, Scott, o advogado da 13 Management Jay Schaudies, que representou Scott Swift nas ligações de acionistas), ou o executivo da 13 Management e acionista da Big Machine LLC Frank Bell (que estava nas ligações) não contaram nada a Taylor nos cinco dias anteriores”, explicou Scott. “Acho que também é possível que ela não tenha visto minha mensagem. Mas eu verdadeiramente duvido que ela ‘acordou com as notícias assim como todo mundo’.”

Antes do comunicado da Big Machine, entretanto, um porta-voz de Taylor já havia dito à People que ela não teria como saber sobre as negociações anteriormente por conta de um “acordo de não divulgação muito rígido que recaía sobre todos os acionistas e proibia qualquer discussão com risco de punição severa”. “O pai dela não se juntou à ligação porque ele não queria reter qualquer informação da sua própria filha. Taylor descobriu vendo as notícias quando acordou antes de ler qualquer mensagem de texto do Scott Borchetta”, completou a fonte.

Taylor e Scooter Braun (Fotos: Getty)

O presidente da gravadora continuou seu comunicado falando sobre as negociações para que Taylor permanecesse com eles no final do ano passado, quando seu contrato inicial acabou. “Eu estou anexando alguns pontos bem importantes do acordo que fez parte da nossa última oferta oficial para que Taylor Swift continuasse na Big Machine Records. O time dela da 13 Management e o advogado Don Passman revisaram este documento com muita atenção e reportaram os termos para ela com todos os detalhes”, contou ele. “Taylor e eu, então, falamos sobre o acordo juntos. Como vocês vão ler, 100% de todos os ativos de Taylor Swift seriam imediatamente transferidos a ela assim que ela assinasse o novo acordo.”

“Nós estávamos trabalhando juntos em um novo tipo de contrato para o nosso novo mundo do streaming que não era necessariamente ligado a álbuns, e sim a um período de tempo”, explicou Borchetta. “Nós somos uma companhia independente de gravação. Nós não temos dezenas de milhares de artistas e músicas. Minha oferta a Taylor, para o tamanho da empresa, era extraordinária. Mas também era tudo o que eu podia oferecer já que também sou responsável por dezenas de carreiras de artistas e mais de 120 executivos e suas famílias.”

Ele, então, falou sobre o novo rumo da voz de “ME!” na Universal Music Group. “Taylor e eu nos mantivemos em bons termos quando ela me contou que gostaria de conversar com outras gravadoras e ver o que havia para ela. Eu nunca entrei em seu caminho e a desejei coisas boas. Na manhã que o novo anúncio da Taylor com a UMG seria feito, ela me mandou uma mensagem pouco tempo antes para avisar que o anúncio viria em alguns minutos. Como ambos postamos nas nossas redes, nós cumprimentamos e aplaudimos um ao outro”, relembrou.

Saindo da gravadora, Taylor perdeu o acordo com Borchetta e não pode ficar com seu catálogo. Scott reforçou que “Taylor teve todas as chances do mundo de ser dona não apenas de suas gravações mestres como também todo vídeo, fotografia e tudo mais associado a sua carreira. Ela escolheu sair.”

Por fim, ele abordou um outro ponto da carta aberta da diva. “Em relação aos seus comentários sobre ‘estar chorando ou próximo disso’ todas as vezes que o nome do meu parceiro, Scooter Braun, era mencionado, eu certamente nunca experienciei isso. Eu sabia de problemas anteriores entre Taylor e Justin Bieber? Sim. Mas também houve vezes em que a Taylor sabia que eu era próximo ao Scooter e que o Scooter era uma fonte muito boa de informações sobre próximos lançamentos de álbuns, turnês, etc, e eu procurava ele para informações para nosso benefício. Scooter nunca foi nada além de positivo em relação à Taylor. Ele me ligou diretamente sobre Manchester para ver se Taylor participaria (ela declinou). Ele me ligou diretamente para ver se Taylor gostaria de participar do protesto de Parkland (ela declinou). Scooter sempre foi e continuará sendo um apoiador e uma custódia honesta para Taylor e sua música”, finaliza o presidente.

Taylor Swift, Scooter Braun (Foto: Getty)

Em seu comunicado, ele ainda colocou, na íntegra, a mensagem que a cantora o enviou antes de anunciar a nova gravadora, e a mensagem que ele enviou a ela antes do anúncio da venda a Scooter Braun. Confira:

“Essa foi a mensagem que a Taylor me enviou na segunda-feira, 19 de novembro, às 8h57: ‘Scott, espero que isso lhe caia bem. Já que a nossa comunicação não teve frutos durante as negociações, eu fiz o que eu falei a você que faria e fui explorar outras opções. Ser dona das minhas gravações era muito importante para mim, mas eu percebi que haviam coisas que significavam ainda mais para mim no cenário maior. Eu tive que escolher entre apostar no meu passado ou apostar no meu futuro e, acho que me conhecendo, você pode adivinhar qual dos dois eu escolhi. Eu também vi uma rara oportunidade de gerar mudança positiva para muitos outros artistas com a vantagem que eu tenho agora. Eu sei que você acredita nas mesmas coisas que eu e eu gostaria de achar que você ficaria orgulhoso do que eu negociei no meu contrato. Eu gostaria de contar em primeira mão que eu vou assinar com o Lucian. Eu honesta e verdadeiramente guardo com carinho tudo que você e eu construímos juntos e planejo dizer isso no meu anúncio do acordo. O que nós alcançamos juntos vai ser um legado durador e um caso de estudo de excelentes parcerias, e que continue assim. Eu ainda te vejo como um parceiro e amigo e espero que você sinta o mesmo. Estou te mandando um abraço e a minha mais sincera gratidão. Com MUITO amor, Taylor.’

Essa é a mensagem que eu mandei a Taylor na noite do dia 29 de junho às 21h05: ‘Querida Taylor. Espero que tudo esteja bem e parabéns pelo sucesso de seus dois primeiros singles de ‘Lover’! Eu mal posso esperar para ouvir todo o álbum… Eu gostaria de te passar a mesma cortesia que você teve comigo em relação ao meu futuro. Amanhã de manhã (domingo, 30 de junho) às 10h do horário central, o Wall Street Journal vai anunciar que eu estou entrando em uma fusão/aquisição com Scooter Braun e a Ithaca Holdings. Isso nos dará mais super-poder da cultura pop do que nunca antes e eu estou muito animado com o nosso futuro. Eu gostaria que você soubesse que eu continuarei a ser um curador orgulhoso de seus trabalhos anteriores e continuarei a ter você e seu time a par de nossos planos futuros para lançamentos de seu trabalho. Nada além do melhor, Scott’.”

Tentativa de reconciliação?

Segundo a revista People, Scooter entrou em contato com a estrela no início de julho. Depois de toda a confusão que movimentou a internet no final de semana, ele teria pedido para Tay encontrá-lo pessoalmente para discutir suas diferenças e esclarecer as questões.

De acordo com a revista, o ex-empresário da cantora não quer dá continuidade na treta, principalmente depois de receber tantas mensagens raivosas vindas do público. O informante relatou que Scooter estava “chocado” com tudo que havia acontecido e procurou Swift, mas ela não respondeu suas tentativas de contato.

Advogado de Taylor se pronuncia

Após ser divulgado que o novo desafeto público da cantora gostaria de encontrá-la pessoalmente para esclarecer toda a confusão, os advogados da estrela incluíram um novo capítulo na história que reforça as denúncias de que Scooter agiu de má-fé nos trâmites da compra da antiga gravadora da artista.

Em um comunicado enviado para a revista People, o advogado de Taylor Swift, Donald Passman, rebateu a afirmação de Scott Borchetta de que a cantora tinha tido a oportunidade de comprar todo seu trabalho desde o início da carreira. “Scott nunca deu a Taylor Swift a oportunidade de comprar seus discos, ou o selo, com um cheque do jeito que aparentemente está fazendo para os outros”, escreveu. Procurada pela revista, a gravadora Big Machine Label preferiu não se pronunciar sobre o comunicado.