Tristeza! Sulli buscou ajuda da gravadora antes de sua morte, revela jornal sul-coreano; Cantora pode virar nome de lei no país

No início desta semana (14), noticiamos o falecimento de Sulli, ex-integrante do grupo sul-coreano F(x), que pegou os fãs de K-Pop de surpresa. De acordo com a BBC, a jovem de apenas 25 anos foi encontrada morta em sua casa em Seongnam, na Coréia do Sul. A polícia local informou que segue investigando as causas da tragédia, mas que trabalha, a priori, com a hipótese de suicídio.

Uma nova informação foi divulgada ainda hoje (17), pelo jornal sul-coreano Busan Report. Segundo a fonte, Sulli teria solicitado ajuda à sua gravadora SM Entertainment antes de morrer, pedindo para que tomassem medidas judiciais contra os comentários de ódio que ela costumava receber na internet. Os fãs supõe que o assédio tenha sido um dos fatores relacionados à morte da cantora.

“Sulli passou por um período difícil lidando com comentários maliciosos. Ela constantemente pedia à sua gravadora para tomar medidas judiciais para lidar com essas mensagens”, contou um informante ao jornal. Ainda em 2018, a gravadora revelou que tomaria atitudes legais para combater o problema, mas mais tarde, informou que o IP de alguns dos usuários responsáveis pelas mensagens eram internacionais, e esse empecilho empacou o processo de investigações.

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Essa não é a primeira morte trágica de um Idol (nome dado à artistas de K-pop). O astro Kim Jonghyun, vocalista principal da banda Shinee, morreu em dezembro de 2017, aos 27 anos, após cometer suicídio. Diante da repercussão dos casos, a Assembleia Nacional da Coreia do Sul informou na última quinta-feira (16), que reforçará medidas contra o bullying online – forte motivo para a alta taxa de suicídio entre os jovens do país – através da proposição de uma lei para combater o problema, apelidada como “Lei Sulli”.

Um sub-comitê irá se reunir em dezembro para rever detalhes e cláusulas da nova lei, contando com a presença de representantes da Associação Nacional de Arte e Cultura, Associação de Futebol das Celebridades, Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Entretenimento, Sindicato dos Trabalhadores Públicos Coreanos, assim como pessoas que lidam ou já lidaram com o assédio nas redes.

Relembre o caso:

A cantora Sulli, ex-integrante do grupo de K-pop “F(X)”, foi encontrada morta em sua casa em Seongnam, na Coréia do Sul, na última segunda-feira (14). A polícia local informou que segue investigando as causas da morte, mas que trabalha com a hipótese de suicídio.

De acordo com o “The Korea Herald”, o contato com a polícia foi feito pelo empresário da jovem, que afirmou ter falado com a cantora, de 25 anos, por volta das 18h30 deste domingo (6h30 no horário de Brasília). As autoridades sul-coreanas ainda informaram que Sulli, cujo nome verdadeiro era Choi Jin-ri, enfrentava uma grave depressão. “O empresário a visitou após não ter conseguido encontrá-la desde a última ligação na noite anterior”, afirmava o comunicado oficial.

A jovem, que participou de um dos quinteto mais populares do país, abandonou o grupo em 2015 para se dedicar à carreira de atriz e cantora solo. Recentemente, ela apareceu em um programa de televisão no qual estrelas do k-pop discutiam suas experiências com comentários maldosos online.

Com mais de seis milhões de seguidores no Instagram, Sulli sempre foi vista como um tanto controversa pela mídia coreana, já que quebrava alguns dos paradigmas impostos pela indústria do K-pop. Segundo a jornalista e radialista Taylor Glasby, ela era um “espírito livre”. “Ela era um dos idols que decidiram viver a vida do jeito que queriam, mesmo que isso nem sempre agradasse ao público. Para os idols, é tudo sobre aparência e tudo é monitorado. Ela não. Ela era si mesma.”, explicou.

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Sulli era reconhecida como uma feminista, que abraçava a causa dos direitos das mulheres em um país considerado conservador no âmbito social. “Seu legado começou a se tornar público e tomou controle de sua imagem. Eu admirava seu espírito de querer fazer essas coisas independente da constante negatividade que lhe era direcionada, vinda de cidadãos com a cabeça fechada”, declarou Taylor, em seu programa Radio 1.

A artista dizia constantemente aos fãs que eles tinham escolha sobre como mostrar seus corpos e, em 2016, se envolveu em polêmicas por ficar com os seios à mostra em diversas ocasiões. As primeiras fotos foram publicadas em seu Instagram, nas quais recebeu um número significativo de críticas e assédio verbal.

Dentre lamentações, alguns admiradores relembraram os desabafos da artista em relação aos comentários de ódio recebidos constantemente. Um deles mostra uma live feita por Sulli, na qual perguntava aos seguidores por que recebia tantas mensagens negativas. “Eu não sou uma má pessoa. Por que estão falando mal de mim? Me digam uma coisa que eu fiz para merecer esse tratamento”, dizia.

A empresa que agenciava o F(x) e a posterior carreira de Sulli também emitiu um comunicado: “Aqui é SM Entertainment. Sentimos muito em anunciar a todos a lamentável e triste notícia. Sulli nos deixou. Não podemos acreditar na situação e estamos simplesmente em luto. Evitem espalhar matérias especulativas ou boatos em respeito à família que sofre com a repentina tragédia. Expressamos nossas mais profundas condolências sobre a jovem falecida, que seguiu seu caminho final”.

Nossos profundos sentimentos à família, amigos e fãs da cantora.