Vídeo nunca visto de ilha privada do pedófilo Jeffrey Epstein é divulgado; assista

Vídeo faz parte dos “Arquivos Epstein”, acervo reunido pelo governo norte-americano, e mostra diferentes áreas da propriedade localizada nas Ilhas Virgens Americanas

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos divulgou novas imagens de Little Saint James, ilha que pertenceu a Jeffrey Epstein nas Ilhas Virgens Americanas. O vídeo integra os "Arquivos Epstein", acervo reunido pelo governo norte-americano sobre o caso.

Nesta terça-feira (7), o Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ) divulgou novas imagens da famosa Epstein Island, ou “Ilha de Epstein”, cenário de diversos crimes cometidos contra meninas menores de idade. Localizada nas Ilhas Virgens Americanas, a propriedade, chamada Little Saint James, pertencia ao bilionário Jeffrey Epstein, condenado por tráfico sexual e abuso de menores.

As imagens vieram à tona por meio dos chamados “Arquivos Epstein”, um acervo que reúne quase 3,5 milhões de páginas de documentos, fotos e vídeos sobre os crimes, a vida e os negócios do empresário. O material foi compilado pelo governo norte-americano e detalha a atuação do financista como líder de uma rede internacional de tráfico sexual, além de reunir registros relacionados a processos por estupro, abuso e outros crimes.

A propriedade ficou conhecida mundialmente como “Ilha de Epstein” (Epstein Island) e, de forma pejorativa, também era chamada de “Ilha da Pedofilia”. O próprio Epstein costumava se referir ao local como “Little St. Jeff’s”.

Situada no Caribe, a ilha foi adquirida pelo financista em 1998 e, segundo as investigações, era utilizada como um refúgio onde ele recebia figuras influentes da política e da economia global enquanto cometia crimes como estupro, abuso sexual e tráfico humano.

Imagens divulgadas pelo Partido Democrata revelam intimidade da residência de Epstein em ilha no Caribe. (Foto: Divulgação/Comitê de Supervisão e Reforma Governamental dos EUA)

Na gravação divulgada pelo TMZ, o autor percorre a ilha em um carrinho de golfe, oferecendo uma visão privilegiada dos arredores e revelando detalhes do interior de alguns dos edifícios mais enigmáticos da propriedade. Segundo o portal, o responsável pelas imagens é um artista romeno, que não teve sua identidade revelada, mas que afirma ter trabalhado para Epstein entre 2010 e 2019.

Ao veículo, o homem contou que foi responsável por diferentes projetos de decoração interna na ilha, incluindo um prédio listrado de azul e branco que Epstein supostamente chamava de sua “mesquita”. As imagens mostram a estrutura da propriedade, com um enorme relógio de sol, estátuas incomuns, jardins meticulosamente cuidados e outras áreas de lazer.

O vídeo também revela a piscina cercada por espaços de descanso, além de um barco, um píer e um trampolim flutuante. As imagens ainda exibem alguns dos edifícios onde, segundo diversas acusações, ocorreram abusos na ilha particular de Epstein.

Continua depois da Publicidade

Outro ambiente mostrado em detalhes é o escritório do bilionário, que possui vista para o oceano. O espaço abriga esculturas de diferentes culturas, um sofá laranja vibrante e uma grande estante emoldurada por pilares ornamentados.

Já no teto, o destaque é um amplo mural aparentemente pintado à mão, que ocupa quase toda a superfície. Embora o Comitê de Supervisão da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos já tenha divulgado anteriormente algumas imagens da ilha, o novo vídeo apresenta cenas inéditas que oferecem uma visão ainda mais detalhada do local.

Assista abaixo:

Histórico

O escândalo envolvendo Epstein teve as primeiras denúncias formais em 2005, quando a polícia de Palm Beach, na Flórida, iniciou uma investigação por abuso sexual de menores. À época, ele negou as acusações, alegando que os encontros foram consensuais e que acreditava que as vítimas tinham 18 anos.

Anos depois, Epstein foi condenado por crimes relacionados a exploração sexual e tráfico humano. Entre 2002 e 2005, ele recrutou mais de 200 adolescentes para atos sexuais. Em 2008, declarou-se culpado de acusação estadual por exploração de menores, firmou um acordo judicial, cumpriu 13 meses de prisão e pagou indenizações às vítimas.

Contudo, em fevereiro de 2019, um juiz distrital da Flórida considerou o acordo ilegal. No mesmo ano, Epstein foi novamente preso e acusado formalmente de operar uma rede de exploração e tráfico. As investigações apontaram que ele pagava centenas de dólares para que meninas fossem até suas propriedades e realizassem favores sexuais, além de incentivá-las a recrutar outras jovens.

Continua depois da Publicidade

Há ainda relatos de dezenas de vítimas que teriam sido levadas à chamada “Ilha de Epstein” para prestar serviços sexuais a ele e a convidados. Episódios semelhantes teriam ocorrido em residências mantidas por ele em Nova York, na Flórida e no Novo México. Segundo o governo dos EUA, mais de 250 meninas menores de idade foram exploradas sexualmente pelo bilionário.

Epstein foi encontrado morto na prisão, em agosto de 2019, após tirar a própria vida. Dois dias antes, ele havia assinado um testamento que destinava seu patrimônio estimado em mais de US$ 577 milhões.

Siga a Hugo Gloss no Google News e acompanhe nossos destaques